quinta-feira, abril 20, 2006
A lot of things I hate about you
Não te odeio nem pouco mais ou menos. Mas há tanta coisa em ti que me faz confusão! Não percebo a tua indiferença, muito menos a forma como tudo te passa ao lado e nem te ralas com isso. Odeio o não saberes dizer “desculpa”, nem o facto de não conseguires olhar ninguém nos olhos. Faz-me confusão o orgulho com que dizes que nunca ligas a ninguém, esperando sempre que sejam os outros a ligar-te. Odeio a tua não preocupação, odeio a tua falta de vontade para fazeres algo, mesmo que seja por ti. Passo-me com a tua despreocupação, a forma como deixas as coisas andar. Odeio o teu “esqueci-me, o que é que tu queres?!”, quando outros se lembram sempre de ti. Faz-me confusão que às vezes escrevas tão bem mas não consigas dizer a frase certa no momento certo. Odeio que pregues tantas vezes em alto e bom som que numa relação há dois sentidos, que é preciso dar para receber, e raramente te lembres disso. Não percebo que ligues tanto ao que alguns dizem, quando aos que te estão mais próximos tu nunca te refiras. Não entendo porque é que têm sempre de ser os outros a ir ter contigo. Não percebo a falta de consideração que tens por quem move mundos e fundos para que fiques melhor.
Terás certamente muitas coisas a apontar-me e eu nunca disse que era perfeito, mas já estava na altura de começarmos a pensar em tomar uma atitude, porque há quem não goste de ficar eternamente à espera, e depois não há caldo verde que te valha!
domingo, abril 16, 2006
Um aplauso...
Um aplauso para aqueles que, contra tudo e contra todos, seguiram em frente ser olhar para trás.
Um aplauso para quem continua a ser pontual.
Um aplauso para quem não teve medo de perguntar o que era óbvio à frente de uma multidão.
Um aplauso para quem consegue continuar a sorrir no fim de um dia de arrasar.
Um aplauso para quem se calou naquele momento em que sabia tão bem dizer “aquilo”.
Um aplauso para quem não desiste, seja por teimosia ou não.
Um aplauso para quem admite o que pensa e não se rala nada por essa não ser a opinião do grupo.
Um aplauso para quem prefere arriscar um pouco mais.
Um aplauso para quem todos os dias faz por mandar a rotina às urtigas.
Um aplauso a todos os que nos surpreendem.
Um aplauso para quem prescinde do seu conforto para que os outros fiquem melhor.
Um aplauso para quem dá sangue.
Um aplauso para quem ainda manda cartas de amor.
Um aplauso para quem, não sendo louco, se ri do nada no meio do autocarro.
Um aplauso para quem espera duas horas por alguém, e depois apenas lhe diz que não teve importância.
Um aplauso para quem gosta de dar sem nunca pensar em receber.
Um aplauso para quem, não sabendo a letra, canta na mesma.
Um aplauso para quem, vendo chover, sai para a rua em vez de ficar na cama.
Um aplauso para quem, não sabendo que era impossível, foi lá e fez.
Memórias do Passado, Esperança no Futuro.
quarta-feira, abril 12, 2006
(des)inspiração
Hoje deixo a janela aberta. É noite, sei porque as cortinas, fechadas, estão menos claras, porque tudo lá fora é menos movimentado. Como tal, sinto que devo dar mais ritmo a esta calma, para que todo o aparente se desvaneça, quero subir o volume da aparelhagem e agitar o mundo. Quero tudo isto, mas também sei que alguém virá daqui a pouco para me cortar esta rebelião.
Com “City of angels” acabei a tarde, comecei a noite e na companhia de amigos recordo momentos da minha vida que dava como apagados da memória. Com “Íris” recordo cenários de paixão, de passos de aproximação, de letras decoradas e que se mantêm vivas na mente. Troco o CD, agora quero Fado, Mariza, Fado em mim.
Depois de cear nasce uma vontade de escrever. Um pouco como Caeiro, também faço o que faço pelo prazer momentâneo que uma dada acção me proporciona. Em contradição, estou (des)inspirado, quero demonstrar o quão me difícil é declamar sobre o que sinto e sobre o que me invade a alma. À medida que me expresso e tento digitalizar pensamentos demonstro o quão confusa é a minha mente. Não quero saber se me percebem, quero apenas saber se aquilo que escrevo faz sentido para mim.
Já de manhã tive a minha crise dos 20 anos. A verdade é que por vezes paro no meu dia e dou por mim a pensar que já vivi um quarto da minha vida, lembrando com saudade tudo o que fiz, aquilo que não fiz e as infantilidades que me acompanham e que ainda quero fazer.
Ontem aprendi que sem sempre as mensagens subliminares que por vezes tento emitir são entendidas. Sei que nem sempre consigo ser ouvido, todos nós sentimos isso. Tal como sou único, devo também respeitar os outros pela forma como se comportam e são. Não sou responsável ou maduro o suficiente para lhes dizer que certas formas de agir não se adequam a um determinado momento, porquê? Porque cada um é como é. Se querem ser assim, quem sou eu para me impor e criar regras de comportamento, também eu terei comportamentos que outros acharão incorrectos ou menos certos. Se me quero respeitar a mim, respeito os outros. Se não me são recíprocos, então crio barreiras, não me ganham confiança, nem me abro para ninguém.
Neste texto percebo o que mais me atinge e aflige, a minha pouca capacidade de expressão. Quero dizer coisas bonitas, quero saber escrever coisas que me inspirem a mim e a outros, mas não consigo. Todos os pulos temporais, frases sem qualquer nexo, crises existenciais que aparecem do nada, momentos de completa escuridão que assombram o pensamento cada vez que Mariza canta nos agudos, factores externos que influenciam a forma como escrevo, tudo muito confuso, tudo para me perder num texto em que o único objectivo é preencher um espaço em branco, porque parece mal parar por aqui, porque quero saber desenvolver temas, porque quero saber como exteriorizar o que de alguma forma não deveria ser deixado somente para nós próprios, estou e permaneço (des)inspirado, porque nada do que vos conto me parece fazer qualquer sentido para qualquer um de vós. Ao contrário de Mariza, continuo sem perceber nada, não posso dizer “Oh gente da minha terra, agora é que eu percebi, esta tristeza que trago, foi de vós que a recebi”, porque para nada do que digo penso ter coragem de dizer que me compreendo. Não estou à procura de respostas, porque não sei quais são as perguntas.
É Lisboa! Pois é! E depois? Gosto dela assim, gosto mas não quero e simultaneamente, quero percebê-la. E a janela continua aberta.
Traduzo ou lanço um desafio?
Interpreto o primeiro parágrafo. Tenho a janela aberta, algo que não costumo fazer, tal como hoje decidi partilhar convosco parte daquilo que sou. Contudo fecho as cortinas com receio de ser mal recebido e percebido, gosto de me acautelar para aqueles que tomam a abertura pessoal de alguém como objecto de brincadeira e demasiado regozijo. Vamos então agitar algumas cadeiras e contradizer-me com as próprias palavras, vamos agitar o mundo. Sei que me vou questionar, que me vão interrogar, por isso estou à espera de alguém que me mande acalmar.
terça-feira, abril 11, 2006
Lisboa, barras e expulsões
Ou então
“Bom dia! – Não tenho tempo”
ou
“Bom – Não pode ser, estou atrasado(a)”
ou
“Bom dia! Somos est – Ai, não pode ser mesmo porque ainda tenho de ir buscar a minha prima que está atrasada para o lanche da filha do primo do cunhado…”
e ainda
“Bom dia! – Agora não pode ser, tá? (um grande loira que nos barrou com uma grande pinta…o Tiago que conte)
e o momento alto foi
“Bom dia! Hmrrssgg (foi o que disse um membro do grupo quando um possível entrevistado lhe colocou a mão na cara impossibilitando, deste modo, a continuação do inquérito)
Isto é que é vontade de trabalhar! Já só faltam 110! Amanhã há mais, VIVA! Lá vamos nós para o Parque das Nações, na esperança de não sermos expulsos também desse lugar. Hoje conseguimos ser expulsos de dois espaços comerciais, incrível! Primeiro, colegas do nosso grupo foram abordados e acompanhados para a saída por um segurança das instalações do centro comercial mais próximo da nossa faculdade (cujo nome não vou referir) – Não podíamos realizar inquéritos dentro do espaço! Segundo, já depois do almoço fomos para outro lugar e foi-nos dito por um segurança que teríamos de pedir autorização à Administração do espaço para podermos realizar inquéritos naquele local. Na nossa ignorância dirigimo-nos à Administração e foi-nos realmente comunicado que não poderíamos realizar qualquer inquérito no espaço em causa, pelo que teríamos de ficar pelo passeio que rodeava a área. Depois de duas voltas completas ao maior centro comercial de Lisboa e de uma imensidão de “negas” (que nos tornou cada vez mais fortes e convictos da ideia que vida de estudante é realmente muito má!), achámos melhor fazer uma pausa e reunir forças para o dia seguinte.
Mais peripécias se seguirão certamente. Força colegas!
terça-feira, abril 04, 2006
E até que chegou o dia...
"Afinal.. quem é a mais linda a mais fofa e por ai fora?" (não foram bem estas palavras..)
Elas embatucaram, tentaram disfarçar, ficaram vermelhas e revelaram-se!
Lolada!
Até gostei de vos conhecer embora estivesse sem falas!
E foi assim que chegou ao fim a grande demanda da busca das Mais...
(ah é verdade! não podemos dizer quem são! mas eu não resistia a dizer que já sei quem são!)
sábado, abril 01, 2006
A Colisão
quinta-feira, março 23, 2006
Não cardinal, apenas ordinal...
E mais uma vez o Amor...
"Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem-querer;
É um andar solitário entre a gente;
É um nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.
É um querer estar preso por vontade,
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si mesmo é o Amor?"
Luís de Camões
quarta-feira, março 22, 2006
Benvinda Professora!!!
Para já teve um bom regresso, pois faltou logo à primeira aula, mas apostamos que agora regressa em força e nos vai premiar com o dobro da matéria no mesmo período de tempo, que é para nós ainda percebermos menos! E vai ser tão bom ouvi-la mandar-nos calar e a chamar-nos pestes...
Comment à séria
Apartes aparte, amor é uma palavra que tem vários sentidos mas nenhum sentido. Uma pessoa pode dizer que ama hamburgueres duplos com queijo, amigos e amantes. Não o diz da mesma forma mas usa a mesma palavra. E essa palavra nada significa. O sentimento indescritivel é que existe e esse é único de pessoa para pessoa, de caso para caso. Falaste de 2 coisas diferentes: amigos e amantes; mas usaste a mesma palavra. Pouco interessa.
Falemos da amizade. Um dia perguntaram-me se eu era capaz de me sacrificar por um amigo. Não respondi e aparentemente consegui passar despercebido. Posso agora responder uma vez que já tenho o contexto. Não. Entre insultos mentais e tentativas de compreensão, este post/comment podia acabar aqui. Mas eu não gosto dessas merdas por isso vou-me explicar. Quantas pessoas é que conheces que já tenham perdido amigos? Umas tantas. Quantas pessoas conheces que já tenham morrido? Acho que ainda não falamos com os mortos... Onde viste mais dor? No morto ou em quem perde o amigo? O que achas que custa mais? O desconhecido ou o sofrimento garantido? Eu acho que é o sofrimento. Sendo assim, que raio de amigo é que impõe essa dor a quem estima? Da mesma forma, não esperaria nem gostaria que fizessem isso por mim. A questão está em saber se haveria uma hipótese, mesmo que vã, de ambos sobreviverem. Isso depende da percepção de cada um. A que ponto somos egoístas?
Falemos daquilo que faz com que as pessoas corem e se riam estupidamente e etc. Não considero o sentimento igual ao da amizade mas, como tu próprio disseste, há vários tipos de amor. Nem sequer gosto de considerar essa palavra porque está muito batida. Francamente acho que cada um deveria encontrar a palavra que acredita que se adequa mais ao que pensa que sente. Na minha opinião, os casais existem devido a 4 razões: sexo, interesses mesquinhos, medo da solidão e “amor”. Somente as duas últimas são “saudáveis”. E agora chego à minha dúvida: não estaremos a falar da mesma coisa? Será que não existe o amor para se evitar a solidão? Na Utopia do sonho gosto de acreditar que não. No entanto, não sei dizer porquê, simplesmente sinto (ou penso que sinto) que nem todos somos assim tão egoístas. Mas a verdade é que há demasiados casais, tendo em conta o milagre que é encontrar o ser perfeito que nos completa... Quando digo perfeito incluo todos os seus defeitos pois acho que é mesmo isso que torna uma pessoa perfeita. Mas acredito que nem toda a experiência do mundo ajuda a perceber tudo isto. Quando fores velhote saberás tanto quanto sabes hoje: nada.
Esta minha opinião está expressa por palavras, por isso não tem qualquer sentido. É somente uma tentativa vã de comunicação e não de transmissão de sentimentos. Se uma imagem vale por 1000 palavras, por quanto valerá um sentimento?
segunda-feira, março 20, 2006
Amor
"... enquanto que o amor, mesmo que tu nunca ouvisses falar dele, um dia, ele "batia-te a porta", um dia irias ter um sentimento que nunca ouviste falar mas que existe... escusado será dizer que a mesma regra se aplica em relação ao ódio. Agora, em relação ás origens, imagina que te perguntam: "Porque amas aquela pessoa?" e tu começas a dar uma lista infindável de atributos fisicos e psicológicos da pessoa que amas, ora, é exactamente daí que vem o amor, dessa lista, dessa quantidade de coisas que te atrai imenso em relação a essa pessoa, tudo isso, todas essas coisas que vocês gostam um no outro faz com vocês se amem... é daí que ele vem... Agora, propósitos. Porque é que o amor existe? Bem... olha... não sei... se calhar porque o mundo seria um caos sem ele... ou então, em termos biblicos, o homem foi feito para a mulher e a mulher foi feita para o homem não é assim? Então secalhar era bom que existisse uma coisa que os unisse.... sei la... por exemplo... o amor não?!" by mr.nobody in http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13923107&postID=114193777891100303 - comment number 10
"essa questão do amor não é bem assim (amor da mente versus amor do coração) mas ralmente o tópico não é para aqui chamado. Estava só a dar um exemplo... não sabes o porquê do amor mas acreditas. Não sei o porquê de Deus, mas acredito. Afinal qual é o problema?... os animais andam unidos e, segundo estudos científicos, não se pode considerar que sintam amor: só cio. Porque somos nós diferentes?" by hcg in http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13923107&postID=114193777891100303 - comment number 11
A melhor cambalhota de Paço de Arcos!!!

Manchete do 24 horas : "A melhor cambalhota de Paço de Arcos vai entrar no Circo das Celebridades". Os repórteres JP e Tigas foram monologar esta estrela da arte circense (na foto, ao lado de um dos repórteres, a meio do monólogo), do qual destacamos o seguinte trecho (o monólogo integral, com cerca de 457 horas, está disponível para download no site oficial do jornal) :
" - Eu sempre quis voltar a nadar João! Sabes João, eu dantes, quando era pequena, Tiago, nadava muito bem João. Ai Tiago, era tão bom que eu fosse nadar convosco! E depois nadávamos juntos João! 'Tou com imensas saudades de nadar Tiago! Eu nadava, João, numa piscina de 25 metros... ai Tiago, e vocês fazem a cambalhota João? Sabes dar a cambalhota Tiago? Ai não, eu ensino-te Tiago: Eu sou a melhor cambalhota de Paço de Arcos! A Bruna também não era má, mas eu era a melhor! Oh João, é só ires lá a casa e vês logo as medalhas das competições a que eu ia João! Tiago! Vais ver João, estás aí a dizer que eu não nado nada (os reporteres estavam em silêncio há cerca de 239 horas) mas eu, Tiago, vou convosco e vocês vão ver como eu nado bem! Ai João, estou tão indecisa: vais votar em quem João? Ai esquece isso já foi! Ai João, pára, eu nadava tão bem! Mas há já 8 anos que eu não nado Tiago, mas era muito boa nadadora João. Isso não interessa João porque eu estou tão indecisa Tiago! Ai João, ajuda-me Tiago: vou convosco Tiago ou não vou convosco João? É que por um euro é muita fixe, eu ainda por cima João tenho imenso tempo e aproveitava para ir nadar João! Mas João, o Estádio Universitário é tão longe João! Ai João, não sei João! Mas era muita fixe, ir convosco..."
P.S.- A entrevista acabou por sobre-aquecimento do material de gravação de audio...
quinta-feira, março 16, 2006
domingo, março 12, 2006
sexta-feira, março 10, 2006
Avé professores doutores!
- Bom dia caro professor!
- Bom dia bronco!
- Então está bonzinho?
- Estou, o que tu tens a ver com isso?
- Ah... nada professor! Era só preocupação, deixe lá, foi uma pergunta parva!
- Pois foi! Nunca mais me voltes a perguntar se eu estou bonzinho ouviste?
- 'Tá bem caro professor, o professor manda!
- Pois mando... aliás, o que é que ainda estás a fazer a olhar para a minha magnificência? Ousas olhar-me nos olhos?
- Oh caro professor! Peço perdão pela minha conduta! Nunca mais acontecerá, juro! Alguma vez ousaria eu comparar-me a vós, olhando-o nos olhos!
- Bem, por hoje passa! Mas mais algum deslize desses e a minha enorme bondade terá de deixar de ser benevolente para contigo reles aluno!
- Oh caro professor! Deixai-me beijar-vos a sola do sapato em reconhecimento pela vossa imensa misericórdia!
- IMUNDO! Como te atreves a julgar que os teus lábios merecem beijar algo tão refinado e de bom gosto como os sapatos que eu, teu brilhante professor, calço? Como pudeste pôr sequer a hipótese que me puderes tocar? Estou enjoado só de pensar em tal coisa! Por tua culpa, vou ter que escrever mais 47 teses a demonstrar a minha superioridade intelectual para ver se retiro da mente essa imagem nojenta desses teus lábios tocarem qualquer coisa que possa estar a menos de 5 metros de mim!
- Oh excelência, oh misericordioso, oh… tende pena deste inútil que o mundo teve a infelicidade de gerar, este seu insignificante servo que apenas ousa poder chegar a casa e estudar o que o professor ensina, apenas quero ter mais um minuto no meu dia para gastá-lo a beber as suas palavras e poder inspirar a minha vida de acordo com os seus ditames!... (and so on, and so on!)
(Isto é que era! Agora está tudo perdido! Dantes deviam-lhes respeito e obediência, mas agora até já caricaturam os professores nos seus blogs com textos que profanam a imensidão de espírito dos Doutores! Onde é que isto vai parar meu Deus!)
Obrigado por perderem o vosso tempo connosco e voltem sempre para ler mais uma ou duas imbecilidades no intervalo de uma qualquer tese sobre o impacto da culta da alfarroba nas ilhas Pipi durante o Jurássico ou assim qualquer coisa do género!
E por fim...

...chegando o carnaval ao fim (há já alguns dias na verdade..) deixo aqui a foto do meu carnaval...
também aproveito para explicar o porquê...
"era uma vez eu que gostava do Noddy e nem gostava por aí além do carnaval mas um ano o meu sobrinho fez anos no dia de carnaval fez-se uma festa com mascaras e eu apeteceu-me mascarar-me assim pronto."
terça-feira, fevereiro 28, 2006
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Chegou o carnaval
Já não há heróis? - Homem-Aranha

Homem-Aranha - esqueçam a gosma que ele deitava a torto e a direito sobre as ruas de Nova Yorque, certamente fruto de uma aventura de sua mãe, equilibrista no Circo Chen, com o homem que vendia algodão doce nos intervalos do espectáculo! Temos de ir ao passado deste super-herói para encontrar as semelhanças com o assistente que agora tenta esquecer o seu passado ensinando os alunos a usarem a Normal a torto e a direito. Pensem… quem vosso conhecido é igual ao Peter Parker? Ar calmo e jovial, tímido mas trabalhador, este super-herói lá vai tentando acalmar a revolta dos alunos contra a ira de Cyclops, para a qual o Jacinto contribuiu ao chegar atrasado ao último exame da disciplina. Na verdade, ele foi um dos super-heróis que mais vidas salvou no mundo. Topei logo que era ele quando teve um pequeno deslize, imperceptível a quem realmente tentava resolver o problema dos hambúrgueres cujo peso seguia uma Normal, mas logo topado por mim, que há muito tinha desistido de tal façanha. Pude então captar os sinais de uma alma apavorada por não poder socorrer a mais uma aflição, certamente vinda da Reitoria, onde o reitor falhava pela 56384ª vez a conjugação do verbo to be: a meio da resolução do dito exercício, Peter Parker pára, volta-se para a janela, vai até ela, abre-a, chega a debruçar-se, mas depois volta para trás percebendo o seu erro. Alguns alunos, assustados com a previsão de um suicídio (se bem que a queda de meio metro do rés do chão quanto muito levaria algumas das orquídeas do canteiro desta para melhor), olharam petrificados o desenrolar da cena. Algo que Peter Parker também nunca conseguiu largar foi aquele jeito que ganhou quando se empoleirava na antena do Chrysler Building para avistar os Maus, reproduzindo-o agora elevando a perna direita para cima da cadeira, e pondo a mão em cima do joelho, quando o seu pensamento está mais preocupado com a função potência que em disfarçar pequenos tiques do tempo de super-herói. Se por um bocado estivermos atentos ao que diz, percebemos logo que aquela máscara horrorosa lhe causou danos colaterais para o resto da vida: o seu falar cantado e melodioso em “se tivermos quarto boolas, e uuma está num saaco e as outraas nouutro…” faz-nos logo lembrar a respiração ofegante do herói nas telas de cinema, recebendo o beijo da amada enquanto estava pendurado na corda da roupa da vizinha! Bons tempos…
Já não há heróis? - Sangoku

Sangoku – a condição que o Tartaruga Genial impôs para ensinar na melhor faculdade de economia do mundo foi que o seu jovem pupilo o acompanhasse. O reitor achou que é pior aturar um super-herói aborrecido do que dois satisfeitos, além de que a experiência de abrigar as quatro tartarugas ninja não foi propriamente difícil, tirando o aumento de propinas para pagar a conta à pizzaria do El Corte Inglês, por isso aceitou. E pronto, assim como quem não quer a coisa tínhamos uma das maiores lendas de desenhos animados à nossa frente a ensinar-nos as maravilhas das organizações! Para se disfarçar cortou o pujante cabelo, estando agora disfarçado com uma careca de se lhe tirar o chapéu (perceberam a piada? Careca…chapéu… tirar o chapéu à careca!!! Que trocadilho fantástico!). Durante as aulas tem o péssimo costume de falar para o chão e para as paredes, um hábito certamente ganho na incessante busca das bolas de cristal que o libertariam do jugo do malvado Tartaruga, fazendo com que não se perceba metade do que diz. Como já não faz “ká-mê-á-mês” há muito tempo gasta a sua energia a andar de um lado para o outro como se tivesse bicho carpinteiro nos pés, o que sempre dá alguma animação à cena pois parece que estamos a assistir a um jogo de ténis em Roland Garros. Devido às baixas médicas dos alunos a queixarem-se de tonturas e torcicolos, o Tartaruga já o convidou umas quatro vezes para dar aulas em vez dele, já que o palco do A14 é maior e por isso a cadência seria mais lenta, mas aí o Sangoku empoleirava-se no canto do palco como querendo atirar-se dali, e embora o metro que o palco dista do chão não causasse nenhum mal de maior, era sempre angustiante para nós vê-lo naquela situação. O que talvez demonstra o seu maior génio é a sua capacidade infinita de decorar todos os nomes de toda a gente e depois, à imagem do seu mestre, conseguir envergonhar qualquer um que chegue um pouco mais atrasado à sua aula. Tem ainda o requinte de pedir a alguns que participem nas suas aulas e depois premeia-os com palavras doces como “abéculas”, “broncos” e “flores”, o que é sempre reconfortante de ouvir, tal como a história de que os trabalhos em que gastámos horas de sono vão ajudar a pegar fogo na lareira do seu refúgio alentejano, sendo que os trabalhos mais pequenos ajudam a pegar fogo aos maiores que, como têm mais palha, dão brasas para umas longas horas. Como é do conhecimento geral, nada entusiasma mais um aluno do que a visão do seu trabalho a arder em lume brando, enquanto a gordura de um bom chouriço alentejano a assar por cima vai alimentado o fogo. Mal acaba um, “HUPS!!!, lá vai outro para queimar”! Que reconfortante…
Já não há heróis? - Jesus

Jesus – Não sei até que ponto é que o Messias pode ser considerado um super-herói, mas quem multiplica peixe e pão como quem calça umas peúgas, além de curar uns coitadinhos, certamente não prima pela normalidade. Acontece que Jesus, depois de andar a dizer a toda a gente que afinal a sua morte tinha sido adiada para outras núpcias, não foi nada juntar-se ao Pai como dizem as sagradas escrituras. Essa é de longe a história mais bem guardada pelo Vaticano mas que eu vou desvendar em primeira mão e ganhar mais guita que o tipo do “Código DaVinci”, o suficiente para deixar de estudar e dedicar-me exclusivamente a escrever post’s estúpidos até à eternidade. Jesus Cristo é assistente da NOVA!!! Há séculos que o FBI, a CIA, o KGB, o SIS, a PJ, o SLB, o IRS e o STOP, entre outros, se juntaram para decidir como esconder Jesus, alvo do seu mediatismo. Como a protecção dos outros super-heróis estava a correr bem, mandaram-no para a NOVA, onde lá acharam que teria jeito para ensinar os alunos a socorrer a Inês que é muito gulosa por gelados e brigadeiros, ou o Nelo que só vive de lixo e de cd’s, tudo estudos de casos recorrentes na sociedade e interessantíssimos do ponto de vista microeconómico. Mas talvez Jesus tenha sido o super-herói mais difícil de disfarçar. Primeiro teimou em não cortar a barba. Depois ensina magia nas aulas, como fazer de um simples 2 um bonito cisne. Isto sempre com um ar cool, de quem não tem muito a perder, o que conhecendo a história dele até é compreensível. A todos os que o aconselharam a mudar para não dar tanto nas vistas ele ameaçava dizendo que se ia queixar ao pai dele, o que normalmente não costuma surtir efeito em ninguém, mas sendo o pai de Jesus quem é, todos pensaram duas vezes e perceberam que o custo de oportunidade era alto demais para insistirem com ele. A ligação entre Jesus e a Super-Tia nunca foi bem esclarecida, mas parece-me que volta e meia ele trazia-lhe uns saquinhos de chá dourado da sua terra natal, Belém, comprados numa lojeca ali ao lado do Mosteiro dos Jerónimos como quem vai para o estádio do Belenenses, e ela como paga lá lhe ensinava a repartir o pão sem se encher de farinha e a beber vinho sem ficar com pingos na barba, porque ao que parece não é nada bem e depois a Maria Madalena tinha um trabalhão a esfregar aquilo à mão, já que as nódoas de vinho tinto são uma chatice para tirar. A Tia, a troco de umas aulas extra de como chumbar 487 alunos só com 300 inscritos, proibiu-o de nos ensinar a macumba que transforma o caderno de exercícios em necessaires da Cartier, e por isso ficámos todos mais um semestre a ver se aprendíamos a resolver o problema de obesidade mórbida da Inês ou do mau-cheiro do Nelo, visto que a microeconomia em nada pode ajudar o Jacinto.
Já não há heróis? - Batman

Batman – Só nos dava uma hora e meia semanal, mas que com os seus super poderes fazia parecer que eram nove e meia, tal era a nossa ânsia para mandar o Código Civil às urtigas e correr para a aula da Tia! Prometeu dar uma ajudinha ao Super-Homem e, diga-se de passagem, se não fosse ele ainda estaríamos por esta altura a tentar perceber o que entende o Super-Homem por coercibilidade, dada a sua mania de complicar o que os deuses queriam que fosse simples. Entrava na sala de aula e cumprimentava-nos com a sua voz de quem canta num coro gregoriano aos domingos de manhã no mosteiro de Alcobaça, aproveitando toda a experiência ganha na sua gruta para chamar o criado, enquanto olhava para as suas mil televisões: “BooOOooOOoom DiIIIiiIiiAaA”. E depois seguiam-se cerca de oito horas de divagação, entre as quais alguns de nós aproveitavam para fazer composições de espanhol, limpar o estojo, gritar cerca de 34 vezes “Ai que SECA! Alguém tem pastilhas?”, contar anedotas via SMS, etc. Impávido e sereno, Batman continuava a sua exposição do fascínio do Direito subjectivo, do Francisco que devia 50 escudos à Maria (como se hoje alguém devesse 50 escudos a alguém!!! Que ridículo: nem é por já não haver escudos, é porque no país mais endividado da Europa, dever 0,25 cêntimos a alguém é uma boa razão para se ser preso preventivamente por possíveis ofensas aos símbolos nacionais, enquanto se estuda o processo!), do Jacinto que chegava atrasado ao Exame de Estatística, já não podendo calcular a probabilidade de saírem 56,7 bolas vermelhas e duas cor-de-burro-quando-foge, ocorrendo num acto jurídico ilícito. Nunca vimos o seu Batmobile, mas suspeito que, ao tocar-se a 7ª sinfonia em Fá bemol de Beethoven no piano do A14 (por que outra razão eles está lá aquele mastronço?) surge do chão um elevador que o leva para a caverna que escavou durante 789 anos antes de encarnar em assistente. Os seus aposentos estou certo que se situam atrás daquela porta branca entre o segundo e o terceiro piso, que já abri duas vezes mas que o cheiro a cocó de morcego (que se chama guano e é um óptimo fertilizante…) fez-me recuar no meu objectivo. Toda a gente sabe que Bruce Wayne era um erudito nas mais variadas matérias: sabia física, literatura, arte, química, mecânica, culinária, antropologia, sonoplastia, urologia, ballett, entre outras. Desta vez resolveu brindar-nos com o Direito, a mãe de toda a civilização!
Já não há heróis?´- Tartaruga Genial

Tartaruga Genial - talvez o mais acarinhado dos super-heróis pela classe estudantil, tendo recebido inúmeros prémios como o de melhor professor de Gestão, pela sua capacidade ilimitada de aturar velhas chatas e loiros impertinentes a pedir que deixe de dar matéria mas que diga mas é o que afinal sai no exame que isso é que interessa para ter um canudo e não saber as 345,7 teorias de liderança constantes no calhamaço escrito pelo próprio. Tal como nos desenhos animados que o tornaram famoso, este super-herói passeia-se com os eternos óculos aro de tartaruga com os quais leva à loucura congressistas estrangeiras que se cruzam no seu caminho. Tal como com o Sangoku, este super herói tem uma capacidade fantástica de criar uma empatia junto dos alunos, que lhe perdoam depois a inflexibilidade na avaliação, onde não sobe nem uma milésima. Durante o semestre mostrou uma vivacidade fantástica às 8h e uma capacidade de humilhar alunos acima do normal, convidando os alunos que chegavam às 8h01 a sentarem-se na primeira fila e a apresentarem-se ao auditório, género sessão dos Alcoólico Anónimos: "Olá, eu sou o Jacinto e atrasei-me a apanhar o 58". Ao que parece resultou, pois na segunda aula eram visíveis as tendas tipo igloo montadas junto da Reitoria para que os seus ocupantes não chegassem atrasados. Mesmo assim, poucos eram os que não se derretiam com a sua simpatia e exposição pela segunda vez dos 674 casos que já nos tinha apresentado no ano passasdo em Introdução à Empresa, ficando muito admirado quando se apercebia que já os conhecíamos, embora tentássemos não o mostrar. Os seus sábios ensinamentos serão perpetuados por milhares de pequenos gestores, que inspirados nos 4 modelos de Mudança Organizacional, nos 98564 modelos de Liderança, nos 3 modelos de Motivação e outros tantos de Satisfação, entre outros, irão revolucionar o panorama empresarial português, quiçá mundial. Quando isto acontecer, Tartaruga Genial poderá então pedir a reforma, dedicando-se a escrever mais calhamaços enquanto come amendoins. E aí sim, será feliz!
Já não há heróis? - Super-Tia

Super-Tia - esta simpática heroína não é aceite por todos como um verdadeiro ser com super-poderes, mas há quem não imagine a sua vida sem a sua existência. O seu olhar gracioso eternece qualquer um que com ela privasse, e o seu encolher de ombros simultaneamente com um inspirado fechar de olhos era um sinal de que Deus andava por perto. Muito chá passou nos seus exemplos de cabazes a que um qualquer reles ser acrescentava colher de açúcar feito parvo para descobrir que eram bens complementares, quando a Tia sabia perfeitamente que ninguém de bem põe açúcar no chá. Mas enfim, ela estava a leccionar para parolos e não para a high society, tipo o sermão do padre António Viera aos peixes, por isso não fazia mal. Ela sabia que, no fundo, no fundo, o que era preciso era levar a maximização de utilidade àquelas pobres almas para a salvação das suas almas. Nós depois que minimizassemos o custo de sermos tamanhamente burros, o que nem todos conseguiram fazer, estando agora muito contentes por ver aquilo tudo de novo. Mesmo sabendo que o futuro de nós era a perdição na parte teórica, era com uma energia inabalável que a Tia dava as suas aulas. Não foram poucas as vezes em que, depois de um "Olhem para aqui...", ficava a olhar pensativamente para o slide em questão e depois exclamava "Mas isto está tudo errado!". Sendo a Tia quem fazia os slides, a resposta era um invariável encolher de ombros e fechar de olhos, perdoando-la nós naquele mesmo instante, tal era o impacto daquele gesto nas nosssa mentes. Um dos seus maiores deslizes no disfarce era a sua frequência para apontar para o monitor, dizendo "Vejam aqui...", esperando que o seu toque no monitor fosse projectado pelo data-show, como outrora conseguia fazer. Este gesto, quano se apercebia, acabava invariavelmente num "Ai que disparate!" e o mundo voltava a estar em paz. Tinha um fraquinho pela Concorrência Monopolística, pois nela pôde comparar a Zara com as suas roupas de alta costura, seguido de um encantador encolher de ombros. Porém, tal como o Homem Aranha ficava em apuros quando se lhe faltava a gosma para as teias e lá tinha de ir a pé para casa (ou de 58, no caso de ser o Jacinto), a Tia tem um calcanhares de Aquiles: o seu ombro direito. De tanto ter praticado o bem com uma pochette Louis Vitton no ombro que lhe ganhou uma tendinite. Revelou-nos este pequeno segredo quando, a meio de uma conversa reservada, quase se atirou ao chão aos berros de dores, numa visão petrificadora para qualquer um. Mas, tão rápido como começou também acabou, estando alguns de nós ainda a fazer psicanálise para tentar perceber se não terá apenas sido um sonho. Temos pensado no caso e imaginado como terá sido no Conselho de Ministros com os seu querido Pedrocas: "Pois bem, isto na Educação está uma... AAAAAAIIIII!". Pobre Tia! Entretanto, a Tia vai alegremente bebericando chá como se não fosse nada com ela...
Já não há heróis? - Cyclops

Cyclops - mais uma vez as características são evidentes, ok? Usava óculos, ok, e via tudo graças à sua visão raios-x. Eu dou uma ajuda, ok: quem é que detecta, mesmo a milhas de distância, o mais leve mexer de lábios, ok, e ameace logo que esse verdadeiro criminoso o vai ajudar no próximo problema, ok? Há um ano aterrorizou todos com um tal de Jacinto que apanhava o 58 para não chegar atrasado, ok, ao exame, ok, no último semestre teve um perdição por microorganismos e por sacos de café, paixão ganha à pala de tantas pestanas queimadas na senda dos mais difíceis problemas com que pudesse aterrorizar os seus alunos e assim mostrar a sua supremacia intelectual, ok. No fundo, no fundo, é boa pessoa, e a sua postura implacável só serve de refúgio psicológico, ok. Volta e meia fala um idioma, ok, que só ele percebe, certamente para aterrorizar as pobres mentes daqueles que só querem resolver o problema existencial do Jacinto. Mandámos para a CIA uma gravação de uma aula, e os coitados apenas conseguiram detectar palavras como "Qui-Quadrado", "T-Student", "Normalização", incompreensíveis na nossa linguagem. Volta e meia, ok, maravilha-nos com os seus conhecimentos em renda de birlos e de física quântica, pela qual, ok, é possível atirar inocentemente uma moeda a um amigo para, ok, por exemplo ele comprar uma pastilha, e afinal, ela atravessar a mão do amigo, ou então arrancar o gorro da gorda da cozinheira, ok, o que é sempre engraçado de ver, principalmente ser for a gorda da cantina... Enfim, ok?
Já não há heróis? - Super Homem

Super-Homem - lembram-se daquele que toda a gente gozava pela mania de usar as cuecas por cima das calças de lycra azuis da mãe? E quem é que, não tendo ainda conseguido deixar esse trauma do uso excessivo de roupa interior se pavoneia num passo mais ou menos característico à frente dos nossos olhos? As evidências são simples caros leitores: Demasiado volume na região da bacia (conhecido entre nós por "fralda"), escondendo os adereços que outrora foram o seu ganha pão. Mas há mais: só alguém que tenha vindo de outro planeta é que consegue dizer três vezes seguidas a palavra "eclética" sem expirrar ou desatar a rir. Aliás, a verdadeira causa de seca que o país atravessa reside nas três horas semanais que este docente lecciona, em cima das quais se criam picos de baixas pressões, que reagindo com o anti-ciclone dos Açores, originando este lindo serviço que é não chover a sério há dois anos! Em contrapartida, as suas aulas têm tanta palha que ainda não percebo porque é que os agricultores se queixam de não terem com que alimentar o gado: bastava a NOVA vender toda a palha que este professor produz, criando uma nova fonte de rendimentos para a faculdade, podendo-se inclusivé pensar numa redução das propinas para o preço simbólico de um euro, que é o custo dos copos de água que cada aluno tem de beber num semestre para conseguir aguentar uma aula que tenha a palavra "Direito" na denominação. É talvez o mais misterioso dos super heróis que aqui vos apresento, pelo pouco conhecimento que temos acerca dos seus comportamentos, já que são poucos os que o viram em acção, não porque ele não aparecesse, mas apenas porque poucos eram os que iam às suas aulas, e os que foram ficaram iguais ao Palonço ou então são velhos que trocaram os incómodos bancos de jardim pelos confortáveis cadeirões do A14 para dormitar ou jogar a feijões à sueca, não sendo por isso possível uma conversa estruturada que nos levasse ao melhor conhecimento deste ser.
Já não há heróis?
Hoje acordei de uma sesta que fiz com esta ideia. Como que dum flash se tratasse, acordei como se durante toda a soneca não me tivesse preocupado com outro assunto: Já não existem heróis?Num mundo dominado pelo bem e pelo mal, onde os maus arreleiam os bons e eles vão lá e dão-lhes tau tau, onde estão os nossos heróis? Onde estão todos aqueles que na infância crescemos a acreditar que existiam? Onde se meteu o Super-Homem, o Homem Aranha, o Captain Planet, o Sapo Cocas?EU DESCOBRI A RESPOSTA!!! Eles andam aí, bem mais perto de nós do que alguma vez pensámos. Reformaram-se das antigas funções e, ao abrigo da Lei de Protecção aos Super-Heróis criada pelo cavalo do Sr.Bush, foram todos enviado para Portugal. Não é fácil descobri-los (a nova secreta do Sócrates anda a escondê-los muito bem...) mas há tiques (e traumas) que não passam, por muita lavagem cerebral e aulas de História Económica do Século XVII que eles oiçam. Eles são... os nossos professores!!!E, meus caros leitores, ficarão assombrados quando pensarem nos factos que agora vos exponho e perceberem o quão cegos têm andado durante tantos anos!
sábado, fevereiro 25, 2006
Onde está o ________?
Enquanto as ondas da música me envolvem numa espécie de névoa criativa, brotam ideias do nada. Imagino um fundo negro, onde vão surgindo imagens num estilo fade in, algumas passo para aqui para partilhar convosco, outras guardo para mim.
Não perccebo bem como acontece, mas as linhas vão aumentando, apesar de não ter nada de concreto para dizer, a um ritmo constante.
O barulho da chuva é cortado constantemente por um som semelhante a um spray, que se dá cada vez que um carro rola pelo alcatrão (a velocidade moderada claro, as condições do piso não permitem grandes acrobacias).
O meu companheiro de sempre está comigo, já esteve mais, já esteve menos, mas nunca desapareceu, e deixa a nossa marca em quase tudo o que faço. Quem é ele? Eu sei, mas não vos digo. Aceitam-se sugestões... Quem acertar ganha o rissol de camarão.
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
ALARME MUNDIAL!!!
A comunidade internacional está alarmada com as consequências de um hipotético casamento entre o futebolista Cristiano Ronaldo e a apresentadora de televisão Merche Romero. De acordo com o sueco Ingvar Karlsson, responsável pelo Departamento de Ameaças à Sanidade Global da ONU, “se estas duas personalidades tivessem um filho, o resultado seria uma criatura tão avassaladoramente estúpida que não chegaria sequer a ser considerada humana.” A combinação de genes do maior futebolista português da actualidade com os da maior Merche Romero andorrenho-portuguesa da actualidade revelar-se-ia catastrófica pois daria início a uma subespécie de aspecto vagamente humano que poderia usar os seus dotes atléticos e sorriso amplo para ascender à posição de espécie dominante do planeta e destruir a civilização tal como a conhecemos. Para evitar que tal aconteça, a ONU prepara-se para aprovar uma resolução que obrigue Cristiano e Merche a procriarem apenas com vencedores do Prémio Nobel da Física ou da Química, produzindo assim crianças com um coeficiente normal de estupidez.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Indicações, ignoro
Após uma pequena oração pelas 5 crianças, 1 trisómico, 2 idosos e 1 macaco que foram atropelados nas diversas passadeiras do nosso caminho, relembram-se os locais por onde passámos, apontando-se ocasionalmente dedos para dizer: “Toma lá! Eu é que tinha razão!” Alguém do banco de trás enuncia a filosofia de vida do Carpe Diem. Ignoram-no. O carro muda de direcção para a esquerda (após uma sugestão de virar à direita) e finalmente concluímos que deviamos ter seguido em frente.
Paramos em frente de uma cancela, onde alguém tenta comunicar connosco utilizando uma língua desconhecida, rebentamos com 1/10 da floresta amazónica e saimos do carro rumo às festividades aniversariantes.
Vejo-me de novo no banco de trás. Vitórias aparte, ainda estou atormentado com a imagem de uma criança a voar pela sala após lhe terem sido aplicados 3 Masters locks, 1 Batista bomb e 6 pedigrees. Noto que nasceu mais um passageiro, que ocupa o lugar da frente e compreendo quais são as consequências. Já nenhuma grade me separa do animal pelo que vejo-me obrigado a proteger a minha pessoa com uma almofada de uma sodomização à bruta e ligeiramente forçada. Alguém fala comigo. Aparentemente andam-me a sugar a vida pelos joelhos sem que eu note. Pondero na melhor forma de responder a esta ameaça. Poderia, graças à minha enorme flexibilidade, restituír a minha vida através da incorporação do meu pé direito na testa do rapinador. Mas a testa está ligeiramente suada pelo que seria pouco higiénico. Resolvo antes contar uma história. Não só sou ignorado como também eu próprio sou sugado para o vórtice da ignorância, perdendo qualquer interesse, até no que digo. Alguém reconta a história. Ignoro. Sinto que passámos uma ponte. Tento visualizar-me em Albufeira mas sou rudemente interrompido por uma mão que sorrateiramente aproxima-se da minha perna. Protejo-me com a almofada. Alguém conta uma anedota. Ignoro.
Chegamos ao nosso destino. Vejo que não existe um excesso de veículos nem rotundas parvas pelo que fico agradado com o que vejo. Alguém me diz que estamos em Marrocos mas eu discordo. Acho que estamos em Praga. O passageiro salta e o casal reúne-se. Toda a sanidade esvaí-se do carro. No banco de trás fala-se do sado-masoquismo praguense e de comida. Nos bancos da frente fala-se da estrada. Alguém fala comigo. Ignoro. Falo com alguém. Ignoram-me. Começo a pensar nas vantagens e desvantagens da cera do ouvido.
Nos bancos da frente a conversa evoluí. Fala-se do núcleo parental de outrém com especial interesse no poder maternal, sendo o tópico incorporado na discussão sobre a estrada. Digo qualquer coisa. Ignoram-me. Alguém diz para se falar seriamente. Falamos do espancamento infantil como forma de entretenimento das massas num futuro próximo. Chego ao fim da linha. Enquanto saio do carro dizem-me qualquer coisa. Ignoro mas respondo qualquer coisa. Sou ignorado e vou dormir.
P.S. – Uma vez que não sei se incluí os erros necessários para ter um comment original, resolvi acrescentar uma pequena frase gramaticalmente incorrecta: “Oje á muta jente ke na tiem nadas ke fazeres”. Agradeço que incluam, para além da correcção, uma explicação teleológica sobre os acentos ortográficos. Considerem este aparte incluído no pensamento de aulas.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Antes de dormir
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Pénixe e os Amigos
Talvez devido a muitas colónias passadas acho que, chegada a uma certa altura numa relação, é preciso sair do habitat natural para conhecermos o outro lado da outra pessoa. Porque a vida não é só livros, comparar notas e ver em que posição estamos no ranking (pequena arreleio ao amigo Alves). A vida é mais do que os apontamentos emprestados, os grupos de trabalho ou as conversas ao almoço (e até no meio das aulas, verdade seja dita!) mais ou menos monótonas, mais ou menos centradas sempre no mesmo assunto.
E por isso queria partir para outro lugar. Onde vos pudesse ver de chinelos, onde visse os vossos cabelos despenteados pela manhã (tirando a honrosa participação do amigo Rubém neste ponto, todas as meninas pareciam saídas do cabeleireiro quando acordavam e os menino tinham cabelo curto demais para se despentear...), onde fizéssemos o nosso "comer" (pequena dica ao amigo Tigas) - não sei porque mas acho que uma amizade se fortalece se cozinharmos a nossa comida (talvez um trauma de tantas más refeições em acampamentos) - basicamente, onde saíssemos do modo "aluno universitário" para entramos no modo "amigo".
Depois de muitas conversas sobre o que foi Pénixe e os Amigos, sobre os pontos bons e os pontos maus (porque, embora poucos, também os houve, e eu tenho uma certa tendência para os lembrar em vez de os esquecer) está na hora de algumas conclusões.
Confesso que não foi o que eu estava à espera. Esperava mais momentos de intimidade (sem com isto querer dizer sexo desenfreado!), mais entreajuda. Tal como no post anterior neste blog, esperava dar-me com pessoas que acabaram por me passar ao lado, e descobri pessoas com quem não pensava dar-me tanto. Eu sei que sou um pouco idealista/sonhador, mas tal como a China me caracterizou, sou um bébé resmungão: vibro imenso com o antes, e quando acaba fico triste. Eu emendei e disse que sou um bébé resmungão que, quando as expectativa é grande, fico triste por acabar quando superou as expectativas e ficou triste quando não alcançou as expectativas. Basicamente... fico sempre triste (não é bem assim mas pronto...)!
Mas digo-vos também que não esperava que a Cuca tivesse tanto jeito para as lareiras (obrigado por me deixares conduzir o Boguinhas!), que a Soraia refilasse tanto com o sumo de morango e com as bolachas (pequeno arreleio à Soraia), que a Rita fosse uma maluca, que a Daniela fosse cigana, que a Sara tivesse surtos de tagarela, que a M Inês e a China fossem tão fofinhas quando estão deitadas, que o Rubém fosse tão dado à vinhaça. Também não esperava algumas desilusões, mas essas já foram mais do que discutidas...
Embora já tenha dito que não, repetia a proeza, e isso é o que importa.
Porque quando queremos repetir, é porque no fundo gostámos, e isso tenho que vos agradecer.
A todos...
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Peniche
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Animais e épocas festivas
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Serás tu a tal?
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Redassão
"O mano"
Quando eu tiver um mano, vai-se chamar Herrare ; porque Herrare é o mano.
Eu vou gostar muito do meu mano.
P.S - Porque a vida académica é apenas uma ridícula parte da vida!
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Quero...
quero passar aos exames
quero gritar
quero cantar
quero estar com voces
quero fazer pinos
quero ver ginastica quando me apetecer
quero viajar
quero conhecer as pessoas que ainda nao conheci
quero saltar
quero dar a mao
quero fazer uma data de coisas antes da minha vida acabar...
por isso tenho de a aproveitar ao maximo... que bela conclusao...
terça-feira, janeiro 03, 2006
And the winner is...
1º - o "NÃÃÃOOO HÁÁÁÁ TEEEEEMMMPOOOOOO"
2º - a (única!) piada do Palonço sobre uma tal cozinheira que ia buscar mais bacalhau... à casa de banho!
3º - a Love Generation e a forma como alguns de nós a dançam
4º - o começo do romance entre o João e a Maria, M Inês, Inês, ou lá como a miúda se chama...
5º - a descoberta de que Jesus é assistente de Microeconomia I na NOVA
6º - "Don't touch that cup baby... booguie booguie"!
7º - o pé do Frodo num amigo perto de si
8º - "Ai que seca de aula! Alguém tem pastilhas?" a cinco centímetros do professor que tinha uma atracção pelo estojo da Isabel
9º - o jeito que alguns de nós têm para conduzir, especialmente em subidas e rotundas!
10º - 250x5=1000, a careca da Manuela, o reactor nuclear, os dentes do esquilo, a barba de Jesus, a fralda do Nelinho, os caracóis da Margaridinha, o sistema de rega por aspersão de um certo assistente, o "HÃÃÃÃ" de outro certo assistente de Direito, o vestido à minhota, o sovaco da cozinheira, o fio dental indiscreto, entre outros mimos...
11º - o como 140 páginas justificam o descanso do guerreiro no chão da minha cozinha!
12º - "time goes by... so slowly" e as nádegas aos pulos!
13º - a sessão de apresentação à impressa a que a Quenga se sujeitou durante meia hora em plena sala de computadores
14º - o como uma simples ida à cantina se pode transformar em rafting sem colete, em salto livre sem pára-quedas, em escalada sem segurança, em paintball de boxers, em roleta russa com oito balas em vez de uma ou em colher malmequeres no Iraque com uma tableta nas costas a dizer "I love Bush"
15º - a forma como a velha de CO consegue ser chata até à exastão, só comparável ao aquele-que-se-dá-pelo-nome-de-uma-onomatopeia-que-acontece-quando-emitimos-barulho-pelo-nariz-quando-por-ele-tentamos-inspirar-por-exemplo-substâncias-alucinogénicas, ao loirinho e àquela velha que em Comportamento Organizacional não larga o Pina e Cunha com trampices que não interessam nem ao menino Jesus
16º - o como se faz amizade com as senhoras da limpeza enquanto se dá de mamar a uma bébé em plena Rgrstyiops Iberian Txydifr Express Conference, ao mesmo tempo que se enriquece a dizer "Es para cargar las presentaciones?"
17º - a Gala e a forma como a nossa simples presença enche a Kapital de forma a ninguém se conseguir mexer sem apalpar o Zé Tó, os óculos do Rúbem, entre outras agradavéis pessoas que me pediram educadamente que não lhes fizesse referências, tudo isto ao mesmo tempo
18º - os anos da Maria, os pratos horrorosos, o panda e a fúria do chinês de Algés!
19º - a forma como alguns se conseguem irritar por outros só querem pôr pontos-e-vírgulas nos trabalhos, até parecendo que apenas faltam segundos para o computador encerrar automaticamente e o trabalho ficar perdido para sempre... há cada panca!
20º - .................................... (o que quiserem acrescentar)
Foi um grande 2005 a prometer um 2006 ainda melhor!!!
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Os Direitos das Crianças
Nesta época que passámos e onde somos todos muito amigos e não sei quê (hipocrisias..) e que é normalmente dito que o melhor do Natal são as crianças e essas coisas acho que era importante relembrar que há muitas crianças que nunca tiveram um Natal! E não é aquele Natal das luzes do bacalhau e das filhoses! O Natal da família da amizade etc etc etc
Quero deixar aqui um texto que redescobri há pouco tempo duma música...
"A criança deve ter, protecção especial,
para se desenvolver, duma maneira normal.
Tem direito a ter um nome,
uma nacionalidade,
ser defendida da fome
e viver em liberdade.
A criança deve ter, uma casa p'ra morar,
e se acaso adoecer, cuidados p'ra se tratar.
Tem direito à educação,
p'ro futuro preparar,
e em momentos de aflição,
ser a primeira a salvar.
Pela sua raça ou côr, não será descriminada,
pois toda a criança é bela, tem direito a ser amada.
Há crianças especiais,
pois são frágeis em botão,
mas precisando ainda mais,
de carinho e afeição.
Os Homens escreveram,
normas, leis, preceitos,
mas muitos esqueceram,
os nossos direitos!"
domingo, dezembro 25, 2005
Muitas rabanadas e perús recheados!!!
A todos os que tornam os nossos dias menos cinzentos, a todos os que fazem a diferença por existirem,
UM BOM NATAL cheio de prendinhas e bacalhau na mesa!!!
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Um dia vai ser assim...
- "O que é o Natal", com assim filho?
- Então, porque é que eu tenho férias na escola, porque é que as ruas se põem bonitas, porque é que os centro comerciais se enfeitam... assim, essas coisas!
- Ah, isso... Então, foi porque o menino Jesus nasceu!
- Mas ele já nasceu há tanto tempo, até já deve ter morrido, porque é que ainda festejamos o aniversário dele? Quando eu fiz os meus cinco anos ninguém enfeitou as ruas!
- Pois... sabes filho, o que importa não é o menino Jesus em si, porque realmente ele até já morreu há muito, muito tempo...
- ... então?
- O que se passa é que esse menino, quando estava vivo, andou a dizer coisas bonitas às pessoas e as pessoas ficaram tão contentes que decidiram que era no aniversário desse menino que iriam fazer um feriado para dizerem coisas bonitas umas às outras! A esse feriado chamamos Natal!
- Ah... mas eu também digo coisas bonitas e ninguém faz feriados!
- Pois... sabes, é que aquele menino, que depois cresceu e se tornou um senhor...
- ... como tu?
- Sim... mais ou menos como eu, mas com menos barriga! Bem, esse senhor depois fez coisas muito importantes e é por isso que é tão importante e por isso festejamos o aniversário dele!
- Que coisas importantes?
- Bem... esse senhor disse coisas que nunca ninguém tinha dito e foi muito corajoso porque dantes não se podiam dizer esse tipo de coisas mas ele disse!
- E que coisas eram essas?
- Esse senhor disse que devemos gostar muito uns dos outros mesmo que nem sempre os outros mereçam que gostemos deles. E o Natal serve para nos lembrarmos disso!
- Mas eu digo muitas vezes à Ana que gosto dela...
- TU O QUÊ?
- Então... tu disseste que o Jesus disse que devemos gostar dos outros e eu gosto da Ana, por isso digo-lhe que gosto dela!
- Mas a Ana é quem?
- É a minha namorada!
- É A TUA O QUÊ?
- Namorada! Querias que fosse o quê?
- Mas tu só tens cinco anos!
- E ela também! E também é só nos intevalos que namoramos!
- Mas tu e ela namoram como?
- Então, nos intervalos eu vou para pé dela e depois farto-me e vou jogar à bola!
- E já... deram algum beijinho?
- OH PAI, EU SÓ TENHO CINCO ANOS!!!
- Bem, fico mais descansado!
- ... Pai?
- Diz.
- Se Jesus foi tão importante, porque é que o Pai Natal me dá prendas e não a ele?
- Porque Jesus era tão bonzinho que decidiu que em vez de lhe darmos prendas devíamos dar uns aos outros, aos que mais gostamos!
- Ah... para dizer que gostamos dessa pessoa!
- Exacto! Vês como és esperto?!
- Pois... Mas então, porque é que temos de nos lembrar que gostamos uns dos outros?
- Porque às vezes esquecemo-nos!
- Ai esquecemos?
- Sim... nunca te apeteceu bater em alguém?
- Sim... mas dessa vez o Filipe estava mesmo a merecer!
- Eu nem quero saber disso!
- Esquece lá então!
- Pai...
- Diz filho!
- Tu algumas vez te esqueceste que gostas de mim?
- Os pais nunca se esquecem que gostam dos filhos! Mesmo que às vezes os ponham de castigo, os pais nunca se esquecem que gostam dos filhos!
- Pai...
- Diz filho!
- Bom Natal!
- ... Bom Natal filho!
sábado, dezembro 17, 2005
O Porquê das coisas!
Afinal o que significa que os últimos são sempre os primeiros? então se ficaram em último como podem ser sempre os primeiros? há pelo menos uma excepção. é para virar do avesso?
Ou então talvez queira dizer que para a próxima são os primeiros mas se para a próxima são os primeiros então vai haver alguém em último que da próxima depois da próxima ficam em primeiro e então os primeiros da próxima já não ficam em primeiro na próxima depois da próxima não é?
Adeus Bidé!
Então agora que o Bidé se tinha tornado tão importante como referência a várias coisas, não é que cá em casa despachamos este nosso amigo de 16 anos?
Estou mesmo combalida...
Adeus Bidé!... Recordar-te-ei para sempre!
sábado, dezembro 03, 2005
... mas não me apetece
sexta-feira, dezembro 02, 2005
Quotidiano - versão aulas
Lisboa e os Amigos... by night

"Nem todos os que vagueiam andam perdidos" - J.R.R. Tolkien
Há muito tempo que não era assim. Há muito tempo que pedíamos um tempinho nosso, para estarmos só nós. A rirmos, a olharmos, a gargalharmos. Só nós! Quando um carro não é mais do que uma forma de união, e quando cinco querem muito, tudo pode acontecer! E aconteceu! E novamente arranjámos uma definição para a palavra "nós". Arranjámos um novo significado para "Lisboa e os Amigos".
É bom conhecer-vos. É bom saber que a Maria não é sempre tónhónhó. Que o Palonço diz mais coisas que "Argh!". O João faz mais coisas que não seja estudar 24 horas por dia e o Tigas é mais do que um tipo engraçado.
Tal como alguém disse "Lisboa e os Amigos está diferente, não que o relacionamento entre os seus membros tenha mudado, mas pelo entusiasmo demonstrado ao explorar a cidade na escuridão, uma vida antes desconhecida e agora redescoberta num qualquer passeio, mais ou menos arriscado, no carro de um dos nossos companheiros. Estamos no bom caminho...Vamos longe...."
Sem dúvida que estamos no bom caminho!
Sem dúvida que vamos longe...
A Gala

"Yeah,
Feel the love generation,
Yeah, yeah, yeah, yeah,
Feel the love generation,
C'mon c'mon c'mon c'mon yeah"
Love Generation by Bon Sinclair
Bem, à falta de melhor foto representativa desta Gala lá vai ter que ser esta! (A minha mãe questionou-me sobre a sobriedade do Tigas, mas eu jurei-lhe a pés juntos que o rapaz ainda conseguia fazer o "quarto" e que o rosadinho das bochechas é natural, ainda por cima com o calor que estava lá dentro!)
É giro porque parece que nós trocámos de expressões: ele parece que está com o ar de arrogante que eu carrego a maior parte do tempo, enquanto eu estou muito desportivo, que é mais uma característica dele!
Quanto à Gala em si, há tanto para dizer que acabo por não dizer nada: finalmente algo que nos tirasse no habitat académico em que normalmente nos encontramos e desse largas à nossa essência humana! É engraçado como houve pessoas em quem não vi diferenças da faculdade para a gala, e outras que eu não as reconhecia como aqueles tipos que passam comigo a maior parte do meu tempo!
Agora, numa nota mais pessoal: há momentos em que nos libertamos para sermos outra pessoa. Momentos em que não nos reconhecem por estarmos tão diferentes do que somos habitualmente. Momentos em que não somos mais do que nós próprios. Momentos em que não somos mais que felizes...
Vou contar-vos um segredo: eu não "danço" assim sempre saio a uma discoteca! Vendo bem, eu sou bem mais normal quando estou com outras pessoas, mesmo que seja na mesma situação e a "Love Generation" esteja a bombar! Eu não pulo por causa da música em si. Eu salto e pulo porque estou no "bliss point" da felicidade. E quando eu pulo assim, é porque eu não sou eu. Ali eu não uso a máscara de arrogância que esconde tanta coisa. Ali eu estou-me a ralar para as figuras que os outros possam pensar que estou fazer. Ali eu quero lá saber dos vossos defeitos! Eu pulo porque nada nem ninguém me vai poder tirar aquele momento. Eu salto porque estou convosco... e quero pular durante mais um bom par de anos... convosco!
Quanto a vocês não sei mas quanto a mim...
"I've done for much love in my heart,
No-one can tear it apart,
Yeah!!!"
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Reclamação
Venho por este meio reclamar sobre o novo design da nossa mui estimada página!
Não que eu seja contra a mudança (é nela que reside o progresso) mas há mudança de qualidade e mudançazecas! Nos tempos que correm a imagem vale mais do que nunca e este novo estilo azulado, em que as letras do cabeçalho encolheram para dar lugar a uma figura que outrora foi original, está sinceramente a prejudicar uma imagem de qualidade que tanto custou a cultivar.
Assim, e de forma a mantermos a nossa sanidade mental, peço a restituição do antigo visual do bolog, ou pelo menos a eliminação do que está mal, de forma a que os nossos prezados leitores não rumem para outro qualquer blog, com menos conteúdo mas melhor imagem.
E, como prova de que não critico apenas por teimosia, vou elogiar a boa ideia que é aquela nota de rodapé. Sei lá... é gira!
Atenciosamente e sem mais assunto a tratar
JP
P.S.- Basta tirarem a foto já tão banalizada do Einstein e aumentarem a letra do cabeçalho porque de resto não está assim tão mal...
