quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Pénixe e os Amigos

É o assunto da blogosfera internacional: a ida de 11 malucos para uma casa prepararada para receber seis, onde subsistiram 3 dias na mais perfeita harmonia (embora quanto a este último ponto eu tenha algumas dúvidas...).
Talvez devido a muitas colónias passadas acho que, chegada a uma certa altura numa relação, é preciso sair do habitat natural para conhecermos o outro lado da outra pessoa. Porque a vida não é só livros, comparar notas e ver em que posição estamos no ranking (pequena arreleio ao amigo Alves). A vida é mais do que os apontamentos emprestados, os grupos de trabalho ou as conversas ao almoço (e até no meio das aulas, verdade seja dita!) mais ou menos monótonas, mais ou menos centradas sempre no mesmo assunto.
E por isso queria partir para outro lugar. Onde vos pudesse ver de chinelos, onde visse os vossos cabelos despenteados pela manhã (tirando a honrosa participação do amigo Rubém neste ponto, todas as meninas pareciam saídas do cabeleireiro quando acordavam e os menino tinham cabelo curto demais para se despentear...), onde fizéssemos o nosso "comer" (pequena dica ao amigo Tigas) - não sei porque mas acho que uma amizade se fortalece se cozinharmos a nossa comida (talvez um trauma de tantas más refeições em acampamentos) - basicamente, onde saíssemos do modo "aluno universitário" para entramos no modo "amigo".
Depois de muitas conversas sobre o que foi Pénixe e os Amigos, sobre os pontos bons e os pontos maus (porque, embora poucos, também os houve, e eu tenho uma certa tendência para os lembrar em vez de os esquecer) está na hora de algumas conclusões.
Confesso que não foi o que eu estava à espera. Esperava mais momentos de intimidade (sem com isto querer dizer sexo desenfreado!), mais entreajuda. Tal como no post anterior neste blog, esperava dar-me com pessoas que acabaram por me passar ao lado, e descobri pessoas com quem não pensava dar-me tanto. Eu sei que sou um pouco idealista/sonhador, mas tal como a China me caracterizou, sou um bébé resmungão: vibro imenso com o antes, e quando acaba fico triste. Eu emendei e disse que sou um bébé resmungão que, quando as expectativa é grande, fico triste por acabar quando superou as expectativas e ficou triste quando não alcançou as expectativas. Basicamente... fico sempre triste (não é bem assim mas pronto...)!
Mas digo-vos também que não esperava que a Cuca tivesse tanto jeito para as lareiras (obrigado por me deixares conduzir o Boguinhas!), que a Soraia refilasse tanto com o sumo de morango e com as bolachas (pequeno arreleio à Soraia), que a Rita fosse uma maluca, que a Daniela fosse cigana, que a Sara tivesse surtos de tagarela, que a M Inês e a China fossem tão fofinhas quando estão deitadas, que o Rubém fosse tão dado à vinhaça. Também não esperava algumas desilusões, mas essas já foram mais do que discutidas...
Embora já tenha dito que não, repetia a proeza, e isso é o que importa.
Porque quando queremos repetir, é porque no fundo gostámos, e isso tenho que vos agradecer.
A todos...

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Peniche

Apesar de algumas referências que já vi por essa Blogosfera, acho que este assunto requer um maior desenvolvimento, para não mencionar que o meu exacerbado egocentrismo me obriga a opinar sobre o fim-de-semana.
Poderia começar por dizer que foi uma bela chalaça, mas não o farei, nem tão pouco direi que foi Xelente!! (enquanto o indicador se une ao polegar e os restantes dedos se erguem no ar). Há momentos para ser parvo, e outros para não ser parvo, e este é para não ser parvo...
Cartomâncias, anedotas, aspiros de carpetes e isso tudo à parte, este fim-de-semana mostrou-me mais. Mostrou-me como nem sempre acontece aquilo de que estamos à espera, como as pessoas nem sempre são o que pensamos delas. Também eu me surpreendi por ter estado pouco tempo com as pessoas que me são mais próximas, com as quais pensava ir ter momentos profundos e introspectivos, que acabaram por acontecer com pessoas de quem esperava muito menos.
Quando se junta muita gente os momentos téte-à-téte tendem a diminuir, assim como o barulho e a parvoeira galvanizam as pessoas para vipes de riso, entre outros, coisas que são giras no momento, e que também o são depois, mas que em perspectiva não são bem o que esperávamos.
Não me interpretem mal, curti um molhe do fim-de-semana, por ter sido porreiro, e por ter sido com quem foi, e voltaria a vivê-lo, mas teria sido muito melhor se aquelas pequenas coisas que não interessam para nada não me pesassem de certa maneira na consciência. Gosto de me divertir, mas não de prejudicar os outros com o meu divertimento e tenho pena que não me tenha apercebido disso na altura certa.
É óptimo descobrir vocabulário, manas, um futuro com desejo no sexo, e as cenas que irritam, mas tenho pena de nas alturas de ser parvo estar em alta, e nas outras não ser tão crescidinho como às vezes acho que sou.
Depois deste momento profundamente sombrio e complexo, que Freud certamente explica como a necessidade de number 3, já não sei bem o que hei de dizer, deixando-vos com um pensamento vanguardista e eclético final: àqueles que se arrependem dos erros passados, falta a coragem e memória de fazer o certo no futuro - reneguem por isso o arrependimento e tenham a grandeza de espírito de se orgulharem do que são, para vocês, e para os outros, pois se o fizerem são certamente melhores do que julgam.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Animais e épocas festivas

Os ursos têm um problema: não gostam de castanhas, estando por isso limitados à jerupiga.
Concordo. Por outro lado, penso que as galinhas, estão limitadas às amêndoas visto que, para elas, comer ovos, seria uma estranha forma de canibalismo.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Serás tu a tal?

Vejo-te quando passas, outras vezes quando estás longe, interrogando-me se serás tu...
Imagino como seria se viesses comigo no comboio, se nos abraçássemos e ficássemos aninhadinhos no meio de dezenas de desconhecidos. Nem sequer te conheço, mas lembro-me de ti quando oiço aquela música, quando estou sentado no sofá e sinto que falta algo, alguém.
Penso se serás tudo aquilo que imagino, talvez mais, e sonho com um futuro contigo. Alegrias, tristezas, nós beijando-nos apaixonadamente na tua cama, na minha, no teu quarto, no meu, na tua casa, na minha, no elevador, na rua (não necessariamente por esta ordem). Estar contigo e descobrir as coisas pequenas que me dizem tanto, contar-te os meus segredos, ouvir os teus, enxugar-te as lágrimas quando choras, apoiar-te quando precisas. Passear contigo, sentir o bater do teu coração quando me aproximo de ti, fazer-te ficar com a garganta seca, picar-te até não aguentares mais, encostar-te à parede e seja o que Deus quiser!
Quase não sei nada de ti, mas sei que nunca vi em mais ninguém o que vejo em ti, o que não consigo explicar, mas que me atrai tanto. Talvez devesse esquecer tudo isto, e agir como se nada fosse, ou aproximar-me, e finalmente descobrir se poderás ser tu a tal, a alma gémea, a cara-metade, a que me completa e complementa.
Não sei se és tu, talvez sejas, talvez não, talvez nunca descubra, mas espero que sim.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Redassão

REDASSÃO :

"O mano"

Quando eu tiver um mano, vai-se chamar Herrare ; porque Herrare é o mano.
Eu vou gostar muito do meu mano.

P.S - Porque a vida académica é apenas uma ridícula parte da vida!

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Quero...

Quero férias
quero passar aos exames
quero gritar
quero cantar
quero estar com voces
quero fazer pinos
quero ver ginastica quando me apetecer
quero viajar
quero conhecer as pessoas que ainda nao conheci
quero saltar
quero dar a mao
quero fazer uma data de coisas antes da minha vida acabar...

por isso tenho de a aproveitar ao maximo... que bela conclusao...

terça-feira, janeiro 03, 2006

And the winner is...

Agora que 2005 já passou, há que rever aqueles momentos que marcaram o ano e aquelas descobertas que fomos fazendo uns dos outros:

1º - o "NÃÃÃOOO HÁÁÁÁ TEEEEEMMMPOOOOOO"
2º - a (única!) piada do Palonço sobre uma tal cozinheira que ia buscar mais bacalhau... à casa de banho!
3º - a Love Generation e a forma como alguns de nós a dançam
4º - o começo do romance entre o João e a Maria, M Inês, Inês, ou lá como a miúda se chama...
5º - a descoberta de que Jesus é assistente de Microeconomia I na NOVA
6º - "Don't touch that cup baby... booguie booguie"!
7º - o pé do Frodo num amigo perto de si
8º - "Ai que seca de aula! Alguém tem pastilhas?" a cinco centímetros do professor que tinha uma atracção pelo estojo da Isabel
9º - o jeito que alguns de nós têm para conduzir, especialmente em subidas e rotundas!
10º - 250x5=1000, a careca da Manuela, o reactor nuclear, os dentes do esquilo, a barba de Jesus, a fralda do Nelinho, os caracóis da Margaridinha, o sistema de rega por aspersão de um certo assistente, o "HÃÃÃÃ" de outro certo assistente de Direito, o vestido à minhota, o sovaco da cozinheira, o fio dental indiscreto, entre outros mimos...
11º - o como 140 páginas justificam o descanso do guerreiro no chão da minha cozinha!
12º - "time goes by... so slowly" e as nádegas aos pulos!
13º - a sessão de apresentação à impressa a que a Quenga se sujeitou durante meia hora em plena sala de computadores
14º - o como uma simples ida à cantina se pode transformar em rafting sem colete, em salto livre sem pára-quedas, em escalada sem segurança, em paintball de boxers, em roleta russa com oito balas em vez de uma ou em colher malmequeres no Iraque com uma tableta nas costas a dizer "I love Bush"
15º - a forma como a velha de CO consegue ser chata até à exastão, só comparável ao aquele-que-se-dá-pelo-nome-de-uma-onomatopeia-que-acontece-quando-emitimos-barulho-pelo-nariz-quando-por-ele-tentamos-inspirar-por-exemplo-substâncias-alucinogénicas, ao loirinho e àquela velha que em Comportamento Organizacional não larga o Pina e Cunha com trampices que não interessam nem ao menino Jesus
16º - o como se faz amizade com as senhoras da limpeza enquanto se dá de mamar a uma bébé em plena Rgrstyiops Iberian Txydifr Express Conference, ao mesmo tempo que se enriquece a dizer "Es para cargar las presentaciones?"
17º - a Gala e a forma como a nossa simples presença enche a Kapital de forma a ninguém se conseguir mexer sem apalpar o Zé Tó, os óculos do Rúbem, entre outras agradavéis pessoas que me pediram educadamente que não lhes fizesse referências, tudo isto ao mesmo tempo
18º - os anos da Maria, os pratos horrorosos, o panda e a fúria do chinês de Algés!
19º - a forma como alguns se conseguem irritar por outros só querem pôr pontos-e-vírgulas nos trabalhos, até parecendo que apenas faltam segundos para o computador encerrar automaticamente e o trabalho ficar perdido para sempre... há cada panca!
20º - .................................... (o que quiserem acrescentar)

Foi um grande 2005 a prometer um 2006 ainda melhor!!!

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Os Direitos das Crianças

Tornando o blog talvez um pouco sério de mais...

Nesta época que passámos e onde somos todos muito amigos e não sei quê (hipocrisias..) e que é normalmente dito que o melhor do Natal são as crianças e essas coisas acho que era importante relembrar que há muitas crianças que nunca tiveram um Natal! E não é aquele Natal das luzes do bacalhau e das filhoses! O Natal da família da amizade etc etc etc
Quero deixar aqui um texto que redescobri há pouco tempo duma música...

"A criança deve ter, protecção especial,
para se desenvolver, duma maneira normal.
Tem direito a ter um nome,
uma nacionalidade,
ser defendida da fome
e viver em liberdade.

A criança deve ter, uma casa p'ra morar,
e se acaso adoecer, cuidados p'ra se tratar.
Tem direito à educação,
p'ro futuro preparar,
e em momentos de aflição,
ser a primeira a salvar.

Pela sua raça ou côr, não será descriminada,
pois toda a criança é bela, tem direito a ser amada.
Há crianças especiais,
pois são frágeis em botão,
mas precisando ainda mais,
de carinho e afeição.

Os Homens escreveram,
normas, leis, preceitos,
mas muitos esqueceram,
os nossos direitos!"

domingo, dezembro 25, 2005

Muitas rabanadas e perús recheados!!!

Penso que em nome da equipa editorial deste blog posso desejar a todos o que, de uma forma ou outra, contribuem para o sucesso deste blog (não esquecer que o contador de visitantes foi programado para biliões de visitantes, por economia de espaço!).

A todos os que tornam os nossos dias menos cinzentos, a todos os que fazem a diferença por existirem,

UM BOM NATAL cheio de prendinhas e bacalhau na mesa!!!

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Um dia vai ser assim...

- Pai, o que é o Natal?
- "O que é o Natal", com assim filho?
- Então, porque é que eu tenho férias na escola, porque é que as ruas se põem bonitas, porque é que os centro comerciais se enfeitam... assim, essas coisas!
- Ah, isso... Então, foi porque o menino Jesus nasceu!
- Mas ele já nasceu há tanto tempo, até já deve ter morrido, porque é que ainda festejamos o aniversário dele? Quando eu fiz os meus cinco anos ninguém enfeitou as ruas!
- Pois... sabes filho, o que importa não é o menino Jesus em si, porque realmente ele até já morreu há muito, muito tempo...
- ... então?
- O que se passa é que esse menino, quando estava vivo, andou a dizer coisas bonitas às pessoas e as pessoas ficaram tão contentes que decidiram que era no aniversário desse menino que iriam fazer um feriado para dizerem coisas bonitas umas às outras! A esse feriado chamamos Natal!
- Ah... mas eu também digo coisas bonitas e ninguém faz feriados!
- Pois... sabes, é que aquele menino, que depois cresceu e se tornou um senhor...
- ... como tu?
- Sim... mais ou menos como eu, mas com menos barriga! Bem, esse senhor depois fez coisas muito importantes e é por isso que é tão importante e por isso festejamos o aniversário dele!
- Que coisas importantes?
- Bem... esse senhor disse coisas que nunca ninguém tinha dito e foi muito corajoso porque dantes não se podiam dizer esse tipo de coisas mas ele disse!
- E que coisas eram essas?
- Esse senhor disse que devemos gostar muito uns dos outros mesmo que nem sempre os outros mereçam que gostemos deles. E o Natal serve para nos lembrarmos disso!
- Mas eu digo muitas vezes à Ana que gosto dela...
- TU O QUÊ?
- Então... tu disseste que o Jesus disse que devemos gostar dos outros e eu gosto da Ana, por isso digo-lhe que gosto dela!
- Mas a Ana é quem?
- É a minha namorada!
- É A TUA O QUÊ?
- Namorada! Querias que fosse o quê?
- Mas tu só tens cinco anos!
- E ela também! E também é só nos intevalos que namoramos!
- Mas tu e ela namoram como?
- Então, nos intervalos eu vou para pé dela e depois farto-me e vou jogar à bola!
- E já... deram algum beijinho?
- OH PAI, EU SÓ TENHO CINCO ANOS!!!
- Bem, fico mais descansado!
- ... Pai?
- Diz.
- Se Jesus foi tão importante, porque é que o Pai Natal me dá prendas e não a ele?
- Porque Jesus era tão bonzinho que decidiu que em vez de lhe darmos prendas devíamos dar uns aos outros, aos que mais gostamos!
- Ah... para dizer que gostamos dessa pessoa!
- Exacto! Vês como és esperto?!
- Pois... Mas então, porque é que temos de nos lembrar que gostamos uns dos outros?
- Porque às vezes esquecemo-nos!
- Ai esquecemos?
- Sim... nunca te apeteceu bater em alguém?
- Sim... mas dessa vez o Filipe estava mesmo a merecer!
- Eu nem quero saber disso!
- Esquece lá então!
- Pai...
- Diz filho!
- Tu algumas vez te esqueceste que gostas de mim?
- Os pais nunca se esquecem que gostam dos filhos! Mesmo que às vezes os ponham de castigo, os pais nunca se esquecem que gostam dos filhos!
- Pai...
- Diz filho!
- Bom Natal!
- ... Bom Natal filho!

sábado, dezembro 17, 2005

O Porquê das coisas!

Aqui há dias estava na fila para o almoço e estavam uns caloiros lá da faculdade à minha frente (bastante tonhónhós por sinal..), ora tavam lá eles no parlapier quando saltou da conversa a frase: "os últimos são sempre os primeiros!" expressão que eu, para além de não ouvir há uns tempinhos, nunca tinha reflectido a fundo sobre ela...

Afinal o que significa que os últimos são sempre os primeiros? então se ficaram em último como podem ser sempre os primeiros? há pelo menos uma excepção. é para virar do avesso?

Ou então talvez queira dizer que para a próxima são os primeiros mas se para a próxima são os primeiros então vai haver alguém em último que da próxima depois da próxima ficam em primeiro e então os primeiros da próxima já não ficam em primeiro na próxima depois da próxima não é?

Adeus Bidé!

Numa altura, em que o bidé anda tão falado entre nós, seja por Comportamento (entre vós), ou estatística (Jota e Eu) tenho de vos contar que a referência a esta palavra tem tornado dolorosa a minha existência!

Então agora que o Bidé se tinha tornado tão importante como referência a várias coisas, não é que cá em casa despachamos este nosso amigo de 16 anos?

Estou mesmo combalida...

Adeus Bidé!... Recordar-te-ei para sempre!

sábado, dezembro 03, 2005

... mas não me apetece

Podia escrever:
- um manifesto pró-bloguista, que de uma vez por todas elimine as restrições de conteúdo que uns julgam existir aqui, porque outros têm um tópico predilecto
- da alegria que derivo da nossa evolução
- de momentos espontâneos
- do ruído dos pauzinhos quando agitamos a caixa
- de TV Cabo - só pa irritar o João
- dos quatro dedos que abanamos estupidamente no ar quando a ocasião está à altura
- do "locos" de controlo interno que falta a tanta gente
- das pessoas que eu gostaria que explodissem
- das professoras que gostaria de encontrar num elevador
- da Daniela
- da aspereza da lixa exterior, que é onde o fósforo está
- da suprema presunção que é olhar para o que alguém escreve e após cuidadosa decomposição concluir isto, aquilo e aqueloutro
- de como não consegui fazer com que o tópico supra-citado ficasse alinhado com os restantes
- de peixes mortos - só pa iritar o João
- da gorda da cantina da residência
- de flores
- da Isabel
- da deflagração da pequena chama
- de futebol
- do Zé Tó
- de como não há teeeeemmpppoooooooo - só pa irritar o João
- da como a minha perna vai endormecendo enquanto penso em cenas das quais podia falar
- da Catarina da turma de CO
- da chuva
- do pequeno gafanhoto
- do cotãozinho do rego
- da cota da secretaria do EUL
- dos caloiros que têm carro - só pa irritar o João
- da boina da Manuela
- do espaço ao redor, uma difusa esfera luminosa, como um astro através da névoa
- de como vou comprar um cachimbo no dia em que for avô
- de como a luz existe e eu tenho olhos para a ver
- da minha peça de teatro
- de coisas que irritam o João
- das minhas inúmeras fantasias sexuais
- de como sou um gajo tão egocêntrico que venho para aqui escrever sobre o que me vai na mona
- "Porque o televisor digital vem aí... vem aí... vem aí"
- da ruiva
- da ruiva com pila
- daquele cuja cara me traria horas de diversão em frente ao espelho
podia falar de tudo isso e muito mais, mas não me apetece.
Enjoy...

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Quotidiano - versão aulas

Isto assim não dá! Então agora estamos numa de partilhar? Epá, então se assim é, partilharei uma coisa com todos vós. Não porque fui obrigado mas porque a alternativa seria ter um animal no cio a tentar copular com a minha perna direita, de uma forma um bocado à bruta e pouco séria. Falemos de aulas.
Esta semana tenciono queimar a faculdade. Não fiquem tão chocados! Já ando a dizer isto à 1 ano e meio. Está tudo bem planeado. Primeiro, juntarei os meus apontamentos por debaixo das escadas principais (aquelas de madeira que não servem para nada). Depois, num gesto simbólico pegarei numa das minhas velinhas que sobraram (vide "Quotidiano" no Tugaholics), erguerei o braço e atearei o fogo.
Em seguida, irei escolher um local simpático para ver o incêndio (talvez nas escadinhas laterais que vão dar para a prisão), onde esperarei pelos bombeiros. Quando chegarem, apedrejá-los-ei por forma a dificultar-lhes o seu trabalho. Ainda estou a ponderar levar uma luva com o intuito de cagar para a mão direita e atirar-lhes com a minha quente merda ás suas rosadas faces, assim como a todos os eventuais professores não fodíveis.
Atenção! Não tenho nada contra os bombeiros, mas há certas coisas que é preciso deixar arder, nomeadamente estabelecimentos de ensino.
Obrigado pela vossa atenção.
Have a nice day!

Lisboa e os Amigos... by night



"Nem todos os que vagueiam andam perdidos" - J.R.R. Tolkien

Há muito tempo que não era assim. Há muito tempo que pedíamos um tempinho nosso, para estarmos só nós. A rirmos, a olharmos, a gargalharmos. Só nós! Quando um carro não é mais do que uma forma de união, e quando cinco querem muito, tudo pode acontecer! E aconteceu! E novamente arranjámos uma definição para a palavra "nós". Arranjámos um novo significado para "Lisboa e os Amigos".

É bom conhecer-vos. É bom saber que a Maria não é sempre tónhónhó. Que o Palonço diz mais coisas que "Argh!". O João faz mais coisas que não seja estudar 24 horas por dia e o Tigas é mais do que um tipo engraçado.

Tal como alguém disse "Lisboa e os Amigos está diferente, não que o relacionamento entre os seus membros tenha mudado, mas pelo entusiasmo demonstrado ao explorar a cidade na escuridão, uma vida antes desconhecida e agora redescoberta num qualquer passeio, mais ou menos arriscado, no carro de um dos nossos companheiros. Estamos no bom caminho...Vamos longe...."

Sem dúvida que estamos no bom caminho!
Sem dúvida que vamos longe...

A Gala



"Yeah,
Feel the love generation,
Yeah, yeah, yeah, yeah,
Feel the love generation,
C'mon c'mon c'mon c'mon yeah"

Love Generation by Bon Sinclair

Bem, à falta de melhor foto representativa desta Gala lá vai ter que ser esta! (A minha mãe questionou-me sobre a sobriedade do Tigas, mas eu jurei-lhe a pés juntos que o rapaz ainda conseguia fazer o "quarto" e que o rosadinho das bochechas é natural, ainda por cima com o calor que estava lá dentro!)
É giro porque parece que nós trocámos de expressões: ele parece que está com o ar de arrogante que eu carrego a maior parte do tempo, enquanto eu estou muito desportivo, que é mais uma característica dele!

Quanto à Gala em si, há tanto para dizer que acabo por não dizer nada: finalmente algo que nos tirasse no habitat académico em que normalmente nos encontramos e desse largas à nossa essência humana! É engraçado como houve pessoas em quem não vi diferenças da faculdade para a gala, e outras que eu não as reconhecia como aqueles tipos que passam comigo a maior parte do meu tempo!

Agora, numa nota mais pessoal: há momentos em que nos libertamos para sermos outra pessoa. Momentos em que não nos reconhecem por estarmos tão diferentes do que somos habitualmente. Momentos em que não somos mais do que nós próprios. Momentos em que não somos mais que felizes...

Vou contar-vos um segredo: eu não "danço" assim sempre saio a uma discoteca! Vendo bem, eu sou bem mais normal quando estou com outras pessoas, mesmo que seja na mesma situação e a "Love Generation" esteja a bombar! Eu não pulo por causa da música em si. Eu salto e pulo porque estou no "bliss point" da felicidade. E quando eu pulo assim, é porque eu não sou eu. Ali eu não uso a máscara de arrogância que esconde tanta coisa. Ali eu estou-me a ralar para as figuras que os outros possam pensar que estou fazer. Ali eu quero lá saber dos vossos defeitos! Eu pulo porque nada nem ninguém me vai poder tirar aquele momento. Eu salto porque estou convosco... e quero pular durante mais um bom par de anos... convosco!

Quanto a vocês não sei mas quanto a mim...

"I've done for much love in my heart,
No-one can tear it apart,
Yeah!!!"

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Reclamação

Caro Senhor Webmaster:

Venho por este meio reclamar sobre o novo design da nossa mui estimada página!
Não que eu seja contra a mudança (é nela que reside o progresso) mas há mudança de qualidade e mudançazecas! Nos tempos que correm a imagem vale mais do que nunca e este novo estilo azulado, em que as letras do cabeçalho encolheram para dar lugar a uma figura que outrora foi original, está sinceramente a prejudicar uma imagem de qualidade que tanto custou a cultivar.
Assim, e de forma a mantermos a nossa sanidade mental, peço a restituição do antigo visual do bolog, ou pelo menos a eliminação do que está mal, de forma a que os nossos prezados leitores não rumem para outro qualquer blog, com menos conteúdo mas melhor imagem.
E, como prova de que não critico apenas por teimosia, vou elogiar a boa ideia que é aquela nota de rodapé. Sei lá... é gira!

Atenciosamente e sem mais assunto a tratar

JP

P.S.- Basta tirarem a foto já tão banalizada do Einstein e aumentarem a letra do cabeçalho porque de resto não está assim tão mal...

quinta-feira, novembro 17, 2005

E depois...

Depois desta fantástica aula de Direito, como não nada que fazer, uma vez que todos aqueles que espero para almoçar ainda estão a ter as suas aulas!!! EHEHEH!!! Resolvi passar por cá e deixar uma marca da minha existência: só para se lembrarem que o meu espírito de escrita aqui no blog continua activo. Ontem, ainda antes de poder falar com alguém depois do Teste de Micro senti-me feliz mas depressa me apercebi que era uma felicidade sem qualquer causa, uma vez que as maneiras alternativas de resolução dos exercício eram diferentes da minha. Como se tal não bastasse, durante a aula de estatistica de hoje percebi que 5 x 250 = 1000 (É verdade!!! Eu sou assim no que toca à matemática!!!), pelo que o unico exercicio que achava estar quase todo correcto, afinal não está!! Espero que a partir da hora de almoço o dia corra melhor, mas tenho as minhas dúvidas, afinal de contas vamos para a residência!!! Que bom!!! Até a uma próxima mas concerteza longínqua visita, Jtcs

segunda-feira, novembro 14, 2005

Parabéns M Inês!!!

Queria aqui expressar os meus votos de eterna felicidade à M Inês, Maria, Inês ou lá como ela se chama que fez 19 aninhos no dia 12 e proporcionou-nos alguns momentos de qualidade na sua festa algo sui generis...

PARABÉNS MARIA!!!

P.S.- Aproveito já agora para anunciar que se forem ao meu site estará um post bem mais giro e divertido que este...

domingo, novembro 06, 2005

Hoje a limonada é de graça



"A vida é demasiado curta para gastarmos uma parte preciosa a fingirmos" - Alfred de Vigny

Hoje a limonada é de graça

É uma esplanada sobre a praia. Lá ao fundo, o céu mistura-se com o mar numa linha no infinito, tão ténue, que parece que Deus só fez ainda o rascunho do horizonte, ao de leve, como a minha prof de Visual gosta que os desenhos sejam feitos. Ao de leve. Deus havia de ser um bom aluno!
E aqui estou eu, sentado numa destas cadeiras de madeira estalada pela maresia, cadeiras que conheço desde jovem. Ao balcão está um homem bonacheirão que fez a limonada que me agora mata a sede. Na mesa ao meu lado está um senhor com a perna cruzada que lê um jornal económico. Nas escadas de acesso à praia está um homem com ar desportivo que finta o mar com nostalgia no olhar. Somos os únicos que cá estamos pois as crianças que entram em grande balbúrdia vão logo para a praia apanhar os últimos raios de sol fortes, porque daqui a pouco começa a arrefecer.
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Aqui estou eu, como já estive antes. Muito antes. Há dez anos antes. Foi há exactamente dez anos que prometi aos meus amigos de sempre, no dia em que nos tivemos de separar, que cá estaria hoje à tarde. Cheguei muito cedo, pois queria ver como estava esta praia, esta esplanada, esta terra que me viu nascer. E valeu a pena. Está tudo igual, tal e qual eu deixei, tal e qual eu queria que estivesse.
No centro da praça ainda resiste o maior símbolo da minha juventude, um sobreiro que já existia antes desta povoação aqui se fixar. Reza a lenda que quando o tentaram cortar, os serrotes nem sequer lhe fizeram um arranhão e por isso não o chatearam mais.
O que ninguém sabe é que no ramo mais alto do sobreiro foi assinado um pacto entre mim e mais três jovens. Gastávamos o tempo a vivermos como irmãos, como amigos. Destilámos a cem por cento o sentimento amizade e pusemo-lo em prática. O nosso ponto de encontro era pois aquele sobreiro no meio da praça, que trepámos vezes sem conta. Foi na última dessas subidas ao sobreiro, que assinámos com o nosso próprio sangue o mais inocente e puro pacto do mundo. Pacto esse no qual nos declarávamos amigos para sempre e que estávamos ligados pela nossa amizade e pelo nosso sangue, que misturámos na nossa última noite, antes de assinarmos o pacto. A primeira coisa que fiz quando cheguei foi trepar esse sobreiro que tantas vezes me acolheu até chegar ao último ramo, e aí pude confirmar que as nossas assinaturas continuam lá, como se tivesse sido ontem a última subida ao sobreiro para se realizar o solene pacto de sangue.
O ponteiro pequeno está quase a tocar no quatro, que de tão desbotado já é só uma mancha. Já o era, quando olhei este relógio pela última vez, exactamente para combinar a que horas este encontro seria daí a dez anos. Hoje, por volta das quatro horas. São seis horas e nem sinal deles. Já devia contar com isso. Uma pessoa cresce e esquece-se do que prometeu em jovem. Mesmo assim, tive sempre esperança de que eles não esquecessem do pacto que está assinado com o nosso sangue no cimo do sobreiro. Tinha esperança de que eles não se esquecessem dos momentos que passámos juntos, das sovas que levámos dos nossos pais por nos escapulirmos à noite de casa para nos sentarmos no grande sobreiro a ver as estrelas. Mas ao que parece esqueceram-se. Azar, a vida continua.
" Quanto é a limonada?" — perguntei ao empregado que estava no balcão.
"Vi o que fez antes de vir para esta esplanada"- disse quem me atendeu no bar-"tal como todas as pessoas que estavam na praça o viram a subir o grande sobreiro."
" Sim, e depois?"- perguntei sem interesse nenhum- " Cá não é costume as pessoas subirem às árvores?"
" Não, pelo menos quando já são adultos. Todos as crianças que nascem nesta terra sobem pelo menos uma vez àquela árvore. É impossível qualquer criança, por menos enérgica que seja, não ser hipnotizada por aqueles ramos robustos e fáceis de trepar..."
O homem já não falava para mim. Falava sozinho, fixado na praia invulgarmente vazia a esta hora.
"Não, nenhum homem trepa aquela árvore e até tem vergonha de afirmar que já o fez em criança. Dantes havia um grupo de quatro crianças que fez daquela árvore o símbolo da amizade. Eram inseparáveis. Agiam como se fossem irmãos, gémeos até!"- continuava perdido na imensidão do oceano -"Toda a aldeia os conhecia. Havia gente que os via à noite em cima do grande sobreiro. Em cima do sobreiro que o senhor hoje trepou. Um dia tiverem de separar-se, já nem sei bem porquê. Dizia-se pela aldeia que tinham feito um pacto com Deus para nunca se separarem. Mas não, não foi com Deus que eles fizeram o pacto..." - reparo que o homem da mesa ao lado está atento ao que o empregado diz e o homem com ar desportivo chegou-se ao pé de nós- "foi com eles próprios e com a natureza que os quatro pactuaram. Sabe como é que eu sei isto?" - incrédulo por o homem saber do nosso pacto, reparo que o homem já não fala sozinho mas sim comigo. Respondo-lhe que não - "Eles juraram que passados dez anos da última noite juntos se encontrariam hoje aqui, nesta esplanada que na altura ainda era do meu pai..."
Não posso acreditar. Olho para os olhos do homem que fala..."E sei isto tudo J.P., porque eu próprio misturei o meu sangue com o teu, e também com o do Joãozinho, que tem estado ali sentado a olhar para o mar, e com o do Miguel, que não sei como é que ainda não descobriu que sou o David, que segundo ele, tinha o mar todo dentro dos olhos, do qual não perdi um gota" — os olhos azuis do homem. Os olhos do David - " Tenho estado aqui há espera que algum de vocês descobrisse que os outros "manos" já tinham chegado e que estavam mesmo ao vosso lado. Só quando o J.P. perguntou quanto era é que resolvi abrir a boca. Estou feliz por vos voltar a ver. Espero que agora não nos separemos, embora isso seja impossível, porque nas minhas veias corre o sangue de nós os quatro. Tenho estado desde o dia do nosso pacto a contar os segundos que faltavam para o dia de hoje chegar. Mas vieram e por isso te digo J, que hoje a tua limonada é de graça."

P.S.- Há memórias que estão guardadas nas gavetas esperando o melhor momento para as revelarmos. Esta sexta deu-me força para publicar o texto com que ganhei o 1º prémio de um concurso literário da minha secundária. Na altura escrevi-o em homenagem aos meus melhores amigos do 9º ano, tendo incluído-os como personagens. Hoje dedico-o aos meus amigos do secundário, que quando o escrevi ainda não eram amigos e hoje, apesar da distância, continuam a ser das pessoas mais importantes para mim.
Mas dedico-o principalmente a quem o fez tirar da gaveta. Para que esse alguém saiba (embora eu sei que sabe) que os nogats não são mais do que um "obrigado amigo" com sabor a amendoins e açúcar caramelizado.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Amargura

Dou por mim pensando em coisas tristes,
com uma banda sonora digna do momento...
Alucino cenas rebuscadas
embora perfeitamente plausíveis.
Não me cheira a queimado.
Ainda não foi desta que queimei os fusíveis.

Pego numa folha em branco e começo a preenchê-la.
Escrevo a primeira estrofe e soa-me bem.
Penso um pouco sobre o que escrever a seguir.
Apetece-me um bife do acém.

O ponteiro dos segundos manifesta-se regularmente.
Imagino comentários futuros a este texto...
(...) Em outras alturas, outras paragens, diziam que era o maior.
Tudo isso acabou, já conheço a imagem de cor.
(...) Entro com esperança de ver algo diferente.
"2005 é o renascimento... começa tudo de novo e tal!"
Tudo o que nos unia me parece distante e perdido,
um aqui, outro ali, ainda se chama de amigo.

Enchi mais de meia folha, mas já não quero mais.
Ninguém percebeu o que nos faz especiais.

domingo, outubro 30, 2005

Jingon Béll...

Caros colegas bloguistas:
Escrevo este post apenas para lembrar que o Natal já chegou, alguns dias mais cedo do que no ano passado é certo, mas também não faz mal porque por sua vez no ano passado o Natal já tinha começado alguns dias antes do ano anterior.
Mais ano menos anos e estaremos nós em pleno Verão, com toda a gente ainda em fato de banho a suar em bica lá no Algarve e em Lisboa já brilham as bonitas iluminações que sempre povoam, desde que sou gente, os candeeiros e as árvores de maior porte.
Porém, notei há dias que a minha casa é a recordista absoluta da comemoração da quadra natalícia antes do tempo, sem ainda termos arrumado alguma da decoração com que no Natal passado recebemos a família cá em casa. Basicamente, não passamos de futuristas!
A dúvida que me persegue é como é que o coelhinho da Páscoa vai aguentar esse tremendo trauma que é ter de partilhar com a Leoopoldina os seus ovinhos...

JP

P.S.- Como será ouvir durante o Carnaval anúncios de 3 em 3 minutos do novo Nenuco que desta vez se borra todo mais que nunca que é para as meninas aprenderem a pôr fraldas mais alegres que nunca?

quinta-feira, outubro 27, 2005

A arte do insulto

Considero-me uma pessoa com muita experiência nesta nobre arte do insulto. Todos os dias, desde há muito anos, fui insultado por outrém ou mesmo por mim próprio (à falta de alguém melhor para o fazer...). Tenho estado, portanto, atento à evolução do insulto. E é por isso que com muito pesar tenho que admitir que a qualidade dos insultos tem vindo a diminuir de uma forma bastante alarmante.
Antigamente, no meu tempo, qualquer pessoa era insultada com requintes elegantes de malvadez. Peguemos num exemplo: “A tua existência faz-me questionar o sentido da vida”; “Porquê?”; “Porque vives no mesmo mundo que o meu”; “Tens algum problema com isso?”; “Sim, a tua respiração incomoda-me”. Actualmente, se o insultado utilizasse as mesmas falas teríamos qualquer coisa do estilo: “Tu és mesmo um ganda boi!”; “Porquê?”; “Porque tens um belo par de cornos!”; “Tens algum problema com isso?”; “Errrrrrr, não gosto de te ouvir a fazer muu?”. Muitas vezes o último insulto não se chega a verificar. O insultado, completamente desarmado pela falta de imaginação limita-se a afastar-se ocultando lágrimas ou a impedir que esta conversa continue, mudando subitamente de assunto ou gritando histéricamente “lálálálá...”. Pois é. Chegámos ao ponto em que o insultado insulta o insultador.
Uma prova de que se está em crise reside no facto de existirem serviços que enviam insultos por SMS (para quem tem TV Cabo, o anúncio aparece na Sic Radical). E o que é pior é que os insultos destinam-se à mãe do insultado e não ao próprio (“a tua mãe é tão feia que quando vai ao banco desligam as câmaras de vigilância”). Quando algum insultador chega ao ponto de ter que se focar em algum membro da família do insultado, então é porque deveras chegou ao desespero. Certamente até a mulher mais boa do mundo inteiro terá algum traço característico na cara que possibilite um insulto de meia hora (para quem não sabe, a cara é aquilo que está acima das mamas). Então porquê insultar a mãe? Pessoalmente, o único insulto que faria envolvendo a mãe do insultado seria: “Tu és o pior erro da tua mãe e olha que ela foi prostituta durante 5 anos. Por falar nisso, já encontraste o teu pai?”. Mas aí surge outro problema.
Os insultados actuais já nem tem capacidade para compreender um insulto que envolva mais do que quatro palavras. Simplesmente ficam em silêncio, não por desprezo, mas sim porque são estúpidos que nem uma porta. É preciso, por isso, utilizar gestos para completar o insulto por forma a que todos o compreendam. Um exemplo seria: “Tapa-me esse cu!” enquanto o insultador aponta com o indicador da mão direita para a cara do insultado. 3 palavras, 1 gesto e mesmo assim suficiente.
Por sua vez, o insultado poderá aplicar uma resposta-tipo que anula a força do insulto. Foram muitos os génios que desenvolveram esse tipo de resposta mas hoje em dia só alguns ainda estão no activo. Temos, a título de exemplo, o “Ou não”, desenvolvido por um grão-mestre que lecciona actualmente no ISCTE. A um nível superior, o insultado nem tem que responder ao insulto: pode limitar-se a demonstrar o seu desprezo pelo insultador e ignorar a sua existência. A técnica do silêncio, quando bem aplicada, é, sem sombra de dúvidas, a mais devastadora nesta arte do insulto.
Por todas estas razões, é inovidável a necessidade de uma maior atenção a esta arte. Convém não esquecer que, à medida que me vou tornando num melhor insultador, o Apocalipse aproxima-se a passos largos do presente. Mas a chama da esperança ainda arde no Técnico! Guiai estas crianças que elas não sabem o que dizem! Salvai-nos desta miséria insultuosa! Insultai!!

1 da manhã

Laços reatados, ou talvez iniciados
Bom, a cerca de 5 minutos de finalizar a transcrição da bela gravação de entrevista que os restantes elementos do meu grupo de CO fizeram a uma tal colega da mãe do henrique (que é Psicóloga) quando, vindo do nada, me surge a ideia de escrever alguma coisa terrivelmente estupidificante e iniciar uma vigem sem regresso pelo Amazing World of places where people write something without getting any enthousiastic feedback (se tem erros, não quero saber). Faltando neste momento 10 minutos para a 1 da manhã, o meu estado de espírito, ao contrário do que sucedia há 1 semana não é muito positivo: estou fisicamente a arrastar os dedos pelo teclado, combatendo simultaneamente uma vontade não desejada de salivar pelas laterais bocais; os olhos estão semi-serrados dando uma ligeira sensação de que me falharão mal acabe de escrever a próxima frase. Ah e tal o comportamento dos líderes têm uma grande influência não sei quê (mero delírio momentâneo que me alerta para o facto de ainda ter de transcrever uma frase qualquer sobre um tal de Belmíro ou Mourinho e sucesso das pessoas complicadas ou uma cena assim com este palavreado). Mas o pior que tudo é o silêncio que cai no ecritório quando tudo se pôs a dormir (MERDA: esqueci-me de apagar a luz dos peixes! Já volto! ...Já voltei! Porcaria da Betta fêmea tava a perseguir o peixe mais pequeno cujo nome não sei...filha de uma vaca qualquer!!!!). retomando, e ainda tentando ganhar alduma credibilidade, digo que... Porra! um c***ã* qualquer passou e fez muito ruído com uma mota e...coiso...desconcentrei-me...o qué qu'eu tava a dizer?! Ah, pois e depois o dia foi uma merda e acabou com sono....tenho sono....e fônéx....ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

terça-feira, outubro 25, 2005

Quando não se faz mais nada...

Estamos aqui, eu, o Tigas e o João, tentando ocupar um hiato de tempo que vai desde que acabamos de almoçar até às 15h30, hora magnífica que representa o começo da aula de Microeconomia I.
Confesso que estas horas estão cada vez mais difíceis de passar: o João mata peixes, o Tigas olha para fios dentais azúis bébés que andam por aí, e eu escrevo sem nenhum objectivo específico. Viemos para aqui para atazanar o juízo ao grupo da Inês, já que o Tigas marcou um cesto de 5 pontos ao conseguir que o prof de Direito obrigasse a Isabel a fazer um trabalho interessantíssimo sobre relações jurídicas. E quem vai ser o fantástico, o garboso, o esbelto, o magnífico, o intelegentíssimo que vai apresentar o trabalho com ela? Quem é, quem é? EUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!
Bem, está quase a tocar e o auditório ainda fica longe!
Fiquem bem...

JP


P.S.- Eu sei que não está nada de especial, mas sempre se vai renovando o nível editorial. E, não sei se repararam, mas ou desatam a escrever 200 posts por semana ou este blog qualquer dia chama-se "Lisboa e os Amigos e um Bárco!" (barco está propositadamente mal acentuado para reforçar a forma como eu acentuo (ou dizem que acentuo!) a penúltima sílaba da palavra "barco"!)

quinta-feira, outubro 20, 2005

A Merdamorfose

Meus caros, leiam estas minhas palavras como se das últimas se tratassem! E digo isto sem qualquer ponta de dramatismo: é que a continuar a assistir às aulas práticas de Introdução ao Direito e a minha esperança de vida não poderá ser muito maior do que conseguir apagar as vinte velinhas, já com a minha capacidade inteligencial perfeitamante arruinada!

Hora e meia a ouvir falar sobre o Direito é TORTURA!

A certa altura, as paredes da sala começam a encolher, a cabeça do assistente começa a inchar, a Soraia começa a fazer perguntas, a Isabel explode, o Tigas ri-se, a Cuca diz asneiras, o Pelão aparece nos slides, os menores de 16 anos também, enquanto a minha pessoa é comprimida por todas as forças da física e dores insuportáveis se apoderam do meu pobre corpinho e aí nem o meu barco nem viver em Alfragide me salva!

"SICORRO"- grito, pulando da cadeira e desatando a correr em direcção à porta. Aí, para mal dos meus pecados de mortal que não aguenta uma aulinha de Direito, as paredes encolhem mais depressa, a sala estica em direcção ao infinito, a porta cada vez mais longe, cada vez mais longe... a bocarra do prof abre-se em 360 graus (ele grita que uma norma permissiva nunca será um menor de 16 anos), os olhos dele saltam-lhe das órbitras, a Isabel explode ainda mais alto, o Pelão apodera-se dos meus membros como se de anaconda se tratasse. "TIGAS, TIGAS!"- grito. Mas o Tigas não me ouve: ri-se com a Cuca, ninguém parece reparar no que me acontece. As mesas mexem-se para me barrar o caminho. Finto uma, finto duas, a terceira já não finto: o Pelão imobilizou-me os pés! Pego numa sanção material de reparação por compensação pecuniária e tento libertar-me. Mas o Pelão engrossa cada vez mais, cada vez mais. Num último acesso de forças corto o Pelão que me prendia. O projector tenta projectar em mim a norma 123. Sei que isso seria o meu fim, o meu Game Over ainda antes de ligar a consola. Decido arrancar a ficha da tomada. Ao conseguir puxá-la tudo se precipita: o chão começa a abrir-se e as fendas abertas exalam um cheirete a sovaco da Gorda da cantina. Das paredes mil bocas aparecem para me avisar, gritar: "O ESTADO É O ÚNICO AGENTE QUE PODE SANCIONAR!". Os risos, agora maquiavélicos, ecoam em toda a sala. Atrás de mim, a tentarem pisar-me como se de uma barata eu me tratasse, estão os Cócós da turma que normalmente estão calados. A Soraia fala, fala. O Tigas ri-se, ri-se. A Isabel explode, explode. A Cuca pragueja, pragueja. Da boca do prof (que entretanto já tinha ganho a dimensão de uma nave espacial), saem palavras que ninguém percebe mas que me incomodam horrorosamente. O tecto desce para me esmagar, as mesas prendem-me as mangas da minha camisola Tommy. "PAREM ESTÚPIDAS! SE QUEREM UMA VÃO AO EL CORTE INGLÉS!"-penso. Já não tenho forças para gritar. Desisto, paro de lutar, tudo está contra mim. O prof precipita-se para mim, da sua bocarra sai uma língua bifurcada. Sei que cheirar o seu hálito ditará a minha morte. Atrás dele, a Soraia vigia o macabro ritual. O Tigas está em cima de uma mesa voadora, apenas vestindo uma tanga de leopardo e vai cantando "É Natal, é Natal!", sujando toda a gente com a neve carbónica que sai da lata que tem na mão. A Cuca diz, mexendo no cabelo "Ai João, que chatice! Do que é que vocês se estão a rir?". A cabeça da Isabel diz-me lá do alto: "Isto não passa de uma sanção jurídica Jota!". No último segundo...


Não sei se aguentarei mais outra aula destas...

domingo, outubro 16, 2005

E, a ser um galo, seria um galo Tommy, com penas azuis, brancas e vermelhas...

sexta-feira, outubro 14, 2005

Quimera II

A solução, encontrá-la-ia na Micaela Verónica...

O nome ecoou na minha memória provocando um misto de sensações. Só havia uma coisa a fazer, quebrar a promessa que havia feito há muito tempo atrás.
Por outro lado, as promessas são para ser cumpridas. Ora como eu sou leal e não quebro promessas, decidi que tinha de fazer qualquer coisa e, desse modo, tomei uma das minhas grandes resoluções!
Sem mais demoras, passei à acção! Enfiei-me no carro e percorri todos os penosos quilómetros de estrada que me levariam ao meu destino, sentindo em mim o desejo crescente de a encontrar.

Sem descanso, procurou, procurou, procurou! O seu desejo a crescer exponencialmente... Para acalmar esse desejo, decidiu ir à piscina oceânica tomar uns banhos para se refrescar e eis se não quando lhe aparece à frente a Tia Jacinta...

Bondosa, simpática, velhinha, grisalha, a típica avózinha, no entanto, era tia. Ela poderia ajudar-me na minha demanda, pois por entre aventais, tachos e panelas, ela tinha um tesouro precioso para qualquer um.

Passado um ano, estava eu bem instalado na minha poltrona a comer esparguete, quando de novo veio à minha lembrança o raio da velhota! Nem sei bem porquê, mas houve uma certa nostalgia e por isso, peguei no telefone. Vi os algarismos na minha cabeça e o meu dedo carregou neles automaticamente. Ouvi o sinal: "Tuuuuu... tuuuuu... tuuuuu...". Uma voz amiga respondeu do outro lado "Estou sim?"...

Todo o meu corpo tremeu enquanto pensava no que diria a seguir...

To be continued...

segunda-feira, outubro 10, 2005

Eu, uma galinha?
Se ainda fosse um galo...

domingo, outubro 09, 2005

A quinta...

Era uma vez uma Vaca...

Que mugia
que comia
que passeava no prado
que dava leite
que comia palha
que era branca
que tinha manchas pretas
que abanava as orelhas
que bebia
enfim...
era uma vaca normal...

Era uma vez um porco...

que grunhia
que comia
que tinha o rabo em caracol
que chafurdava na lama
que era cor-de-rosa
que tinha focinho de ficha eléctrica
enfim...
era um porco normal...

Era uma vez uma Galinha...

que punha ovos
que cacarejava
que passeava
que comia milho
enfim...
era uma galinha normal...

Era uma vez um Coelho...

que saltava
que era branco
que talvez até fosse cinzento
que talvez ainda fosse preto
que comia erva
que tinha os olhos vermelhos
que gostava de cenouras
enfim...
era um coelho normal...

Era uma vez uma Ovelha...

que dava lã
que pastava no prado
que balia
que dava leite
que comia erva
enfim...
era uma ovelha normal...

E era uma vez um fazendeiro...

que trabalhava
que suava
que chorava
que corria
que lutava
que os amava...

E que no final os comia...

E eram todos felizes...

sexta-feira, outubro 07, 2005

Ode ao meu AMIGO Tigas!

Quem diria ó Tigas
há muito tempo atrás
que por trás desse cabelo
que me irritava profundamente
havia algo de belo
que hoje em dia me aprás

É que Tigas eu não desminto
e tu disso sabes bem
causavas-me rebelião
arrepios de horror
e dores no coração
e vontade de te esganar também

O porquê só eu sei
e isso nunca to disse
nem estou com vontade de dizer
Mas Tigas quero que saibas
que apesar do que se passa
adoro a nossa brejerice!

Como sabes a vida tem rumos
e há cenas que tem de mudar
Outras para sempre ficarão
e temos de fazer um pacto
mas espero do fundo do coração
que a nossa amizade nunca tenha um acabar!

terça-feira, outubro 04, 2005

Os (nossos) Soldados

"Um dia, um soldado disse ao seu tenente:
- O meu amigo não voltou do campo de batalha senhor, solicito permissão para ir lá buscá-lo.
-Permissão negada - replicou o oficial - Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver do amigo.
O oficial estava furioso:
- Já tinha dito que ele estava morto!!! Agora eu perdi dois homens!!! Diga-me, valeu a pena trazer um cadáver???
E o soldado, moribundo, respondeu:
- Claro que sim, senhor! Quando o encontrei ele ainda estava vivo e pôde dizer-me:
- Tinha a certeza que virias!"



P.S. - Quem percebe, percebe, quem não percebe, escreve coisas codificadas sem perceber o outro lado! E mais não digo...

sexta-feira, setembro 30, 2005

Mal eu sabia, ó Caldo Verde

Mal eu sabia ó Caldo Verde que a dor do teu calor nos uniria para mais tarde desta forma nos corromper fazendo-me aperceber que o bom o mau e o inaceitável (que de tão estranha forma acolá se unem) deixando o sabor amargo do fel de tão triste e execrável traição que me perseguirá até à próxima encarnação
(.........)
Tenho andado a tentar perceber se as qualidades que tens compensam os dissabores que apesar de ocasionais irritam profundamente não só a mim como a muita gente
Pancas todos temos agora verdadeiros e genuínos complexos dão ainda mais trabalho do que tentar escrever uns versos que nem de perto nem de longe escondem a mensagem o destinatário e a imagem do que se passa às vezes connosco
Talvez me devesse sentir privilegiado ao ouvir dizer que milhares de milhões de pessoas aguardam ansiosamente teu telefonema informando-os que são agora teus amigos mesmo que isso implique ter de engolir um sapo tão grande que ao descer pela goela abaixo causa um grandessíssimo eczema
As palavras atingem-me como pequenas chiribatadas em brasa fazendo o meu sangue ferver até que chega o arremate final com um estrondo que ninguém ousa antever
E assim fica por aqui a conversa sem qualquer tipo de demora causando-me uma estranha apatia que se espalha pela próxima hora qual café no chão derramado que não me suja nem a mim nem ao rapaz que se senta ao meu lado que depois de o pousar evitou as nódoas por se ter desviado no preciso momento em que foi por mim derrubado
Vê lá o desgosto que me causas que nem o prazer da rima que tu tão bem em nós avivaste (ou sequer o da minha amiga pontuação) me dá alento suficiente para ordenar estas linhas da maneira clássica causando aquela reacção fantástica de quem se depara com musicalidade não dos poemas mas da pastilha elástica
Pesando os prós e os contras e à luz dos acontecimentos recentes se não te visse não me importava porque no meu espírito os originais os da Trivia e os novos discípulos estão presentes - amigos e fiés criticando são criticados mas NUNCA complexados

sábado, setembro 24, 2005

Rimas baratas



Sem querer eu pensar sequer,
que as rimas do Tigas consigo imitar,
resolvi umas quadras fazer,
só para o blog animar!

Pensei no assunto a falar,
pensei na graçola a mandar,
mas a poesia nunca foi o meu forte,
nem um verso sei classificar!

Uma semana de aulas já passou,
as saudades cada um já matou,
dos outros quatro coleguinhas,
que o verão três meses separou!

O Palonço com a sua "mochila!" está igual,
na paloncice não tem rival,
as tuas contra-piadas são horríveis,
desculpa lá Palonço não me leves a mal!

Mas se notarmos a barriguinha,
notaremos menos gordura,
o Riquinho emagreceu,
deve ter-lhe dado para a formusura!

Já o João enlouqueceu,
a barbinha deixou crescer,
a M Inês disse que ficava bem,
agora está lindo de morrer!!!

Já lhe perguntei até
se o Che Guevara quer imitar,
ele respondeu que não,
que é só para a Inês o beijar!

A Maria lá vai trajada,
no seu metro e meio de altura,
a terrível praxadeira,
leva o João à loucura!

"De joelhos!", berra ela,
àquela reles caloirada,
"Beija-me os pés", pobres coitados,
é obedecer e boquinha calada!

O Tigas tem no Cálculo,
uma paixão de morrer,
os 8,5 para o exame passar,
agora são 9,5 para se f**er!

Coitado do piqueno,
mas ele nem se importa,
agora que nas aulas práticas,
tem a Margaridinha de volta!

Lisboa e os Amigos está de volta,
para mais uns passeios famosos,
por esta cidade tão linda,
juntinhos ficamos tão amorosos!

Vamos lá malta aguentar,
mais um semestre a estudar,
mas também se não fosse a NOVA,
este poema eu não estava a inventar!

quinta-feira, setembro 15, 2005

Hospital

Fui recentemente a um dos hospitais da nossa capital e deixem-me dizer-vos que aquilo não é tão mau como se diz por aí... é muito pior!
Devo ter chegado lá por volta das cinco da tarde e quando voltei a casa, lembro-me de olhar para o relógio da sala e ver o ponteiro grande nas nove e o mais curto perto das duas (pa quem não percebeu eram quase duas da matina).
O que me afligiu não foi o tempo que lá passei, que por muito que tenha sido, foi um mal necessário, mas antes a qualidade desse tempo.
Primeiro que tudo, aquilo é feio pa caraças! Cinzento, triste, sombrio, desconfortável. Tenho quase a certeza que os inúmeros santinhos que "emprestam" o nome a estas fantásticas instituições não gostariam de o ver empregue num sítio daqueles, mas é essa a vontade divina... ou não.
Teologismos à parte, partindo de uma perspectiva algo minimalista da coisa, aquilo até tem a sua certa piada...
É giro ler o aviso afixado em quase todas as paredes, que nos informa que os aparelhos de comunicação móvel interferem nos sistemas de monitorização dos sinais vitais dos doentes bem como nos pacemakers, pelo que os devemos desligar. Nessa altura, senti-me mal. Primeiro porque o meu estava ligado; depois porque o de toda a gente estava ligado; finalmente porque os médicos passeavam alegremente enviando e recebendo sms's enquanto à sua volta pessoas desfalecem, gemem, vegetam. Eu não percebo muito do assunto, mas parece-me a mim, que se por alguma razão existem telemóveis, é exactamente por causa destas situações, em que se contactam familiares, amigos, etc. e que alguém havia de arranjar soluções para eu poder telefonar ao meu pai sem parar o coração do senhor que está internado no "Balcão Homens", mas isso devo ser só eu...
À medida que as horas passam e acabam as conversas de circunstância, a fadiga começa a instalar-se e, no entanto, não há notícias. Vasculho nos recantos da minha memória a razão pela qual estamos ali há tanto tempo sem saber nada de novo... encontro - estamos à espera do neurologista.
O neurologista só entra de serviço às oito, pelo que me resigno à minha condição de impotência, sentando-me numa cadeira da sala de espera. Todos à minha volta parecem incapazes de combater a inércia da situação e lembro-me então que os hospitais são mesmo assim.
Passa um tempinho e a minha avó informa-nos que encontrou uma pulga a passear nas pernas - finalmente um momento excitante...
É por esta altura que me levanto, tentando não pensar na quantidade de parasitas que se tranferiram das cadeiras para mim e vou passear lá fora. Ambulâncias, enfermeiros, médicos, pacientes, fumadores, uma ligeira brisa... volto lá para dentro.
Ao regressar à sala de espera encontro uma senhora sentada na minha cadeira que tagarela alegremente com as mulheres da minha família. Inteiro-me da conversa e descubro que ela está na mesma situação que nós - à espera do neurologista - com a ligeira agravante que está ali desde as 6h 30m da manhã.
(.........)
Já passa das nove e já há neurologista, mas aparentemente não está a fazer nada. A minha tia tenta falar com alguém que lhe dê os updates da situação clínica do meu avô mas foram todos jantar. Também gostaria de jantar, mas volto a sentar-me.
Por esta altura já a senhora sabe que o marido vai ter alta e está tudo bem. Vou lá fora.
É de noite, e mediante o cenário desolador que se encontra perante mim, até os dois chungas que escarram para o chão me parecem amigáveis. Isto, claro está, por causa da personagem que tenho perante mim. De boné vermelho, todo porco, com cara de drogado, um homem examina minuciosamente as cerca de quarenta beatas que estão junto à parede - alegria - encontrou uma ainda acesa. Enfia-a na boca e encaminha-se na direcção oposta à que percorreu para chegar às beatas, sempre cambaleando e sem nunca largar os colhões. Atravessa a rua e caminha no diminuto corredor que separa os táxis da parede que está à minha frente, examinando com olho de detective cada centímetro de chão que pisa, à procura sabe-se lá do quê. Encontra algo que guarda no bolso direito e desaparece na escuridão.
De novo na sala de espera, depois de duas horas passadas com o meu pai e tio em busca de uma gaja boa que nos levasse para longe daquele mundo onde habitam só e unicamente gordas, recebemos uma fantástica notícia. O marido da senhora, aquele que está há três horas à espera que o médico lhe assine o papel da alta, foi transferindo para Santa Marta. A mulher desta num pranto e o gordo estúpido que acabou de lhe dar a boa nova acerca-se dela, desaparecendo ambos depois de atravessarem a porta automática.
Estou tão carcacomido que já nem a bacana do INEM que conseguiria amamentar durante meses a fio uma pequena aldeia do Cambodja me alegra. Só quero que o meu avô fique bem, que aquele dia acabe, que passe a dor que me aflige o pescoço.
(.........)
Eventualmente o dia seguinte chegou. Ao acordar tenho pequenos flashbacks em que seguimos no encalce da ambulância que leva o meu avô de regresso a casa. Tudo não passou de um susto.
(.........)
Ao escrever este texto, já sei que meu avô está de volta ao mesmo hospital em que passei o dia anteontem. Os médicos disseram-nos para nos preparar-mos para o pior. Os mesmos médicos que alegaram que aquilo era só uma "falta de fluídos". Os mesmos que não perceberam que aquilo era sério. Os que o mandaram para casa para que no dia seguinte regressasse.
O meu avô teve uma trombose, agora está deitado numa cama de hospital, não se mexe, nem sequer consegue falar.
São assim os hospitais...

quarta-feira, setembro 07, 2005

A bela da faculdade

Ontem demos início ao nosso ano lectivo com as maravilhosas inscrições, por algum motivo ontem depois de muito tempo choveu! Seriam os deuses tristes ou a chorarem de felicidade pelas nossa férias acabarem isso nunca saberemos.
Hoje voltei outra vez à faculdadezinha querida onda passarei mais um belo dia.. até ir embora..

Com isto me despeço, o joão e o henrique estão a dizer porcaria, e a mandar beijinhos

Beijinhos, Inês

**

sexta-feira, setembro 02, 2005

Ode à Alberta

Somos drogados!
Mas não faz mal,
A culpa não é nossa...
Por muitos somos invejados!
E de entre esses, há um tal
Com uma peida maior que a vossa!
É que, sabe minha senhora,
Nós não estamos aqui por crer.
Apenas viemos cá ver se você a estava a bater.
E se estava, quanto tempo demora.
É que tinham-nos dito, (há já uns dias),
Que aqui é que isto rende...
E viemos então verificar
Se conseguíamos umas tias apanhar,
A quem pudéssemos roubar,
Para o vício sustentar,
E assim continuar a mandar pá veia!!!


A culpa é sua, minha senhora...
Se não acredita,
Então leia aquele jornal que lhe fez jeito da outra vez...
Aquele que espalhou na areia,
Enquanto lhe arreganhavam a meia,
E se vinham uma e outra vez...
É que eu posso ser drogado,
E ter um gang cos meus amigos,
Mas ó menos não dou altos berros
Enquanto sou enrabado por três mendigos...
Sou drogado com muito orgulho,
E só o sou, porque o quero ser!!!
Enquanto você mama o caralho,
Ali encostada ao muro,
Onde qualquer um pode ver...

Olha, olha,
Olha para ela a refilar...
A dizer que estamos a fazer barulho...
Quando ainda ontem queria fumar a minha wella,
E para não variar lá estava ela,
Naquela posição que tão bem a caracteriza
E que até já a simboliza!!!
E que até já tem nomes próprios!!!
O “espaldamento da perna aberta”
É sem dúvida um dos melhores.
E até você, D. Alberta, deve com certeza concordar.
Que não há ninguém neste bairro
com a sua capacidade de o mamar!!!

É que, convenhamos,
Você é uma puta enormíssima!!!
E vistas bem as coisas,
Nem mesmo a “Zeca’s Park” a consegue igualar…

Eu tenho a fama de ser drogado.
E sou-o com certeza,
não o escondo a ninguém...
Mas você é uma beleza
Ainda está para vir o dia em que a veremos recusar
5, 10, ou mesmo 15 € e a oportunidade de o mamar...

Mas você não tem vergonha mulher?
Será que não tem decência nenhuma?
É que nem aquele gajo do clister escapou sem lhe dar uma!

A senhora não dá hipótese.
Apanha-os a todos um por um
Mas se forem 2 ou 3, também não tem problema nenhum…

É que já nem mete graça gozar com a sua cara.
E aqui no meio da praça gozar na sua cara é tão habitual
Que essa esguichadela branca e leitosa já se tornou um ritual!

D. Alberta, D. Alberta…
O que é que você foi arranjar?
A senhora está tão aberta,
Que quando apanha a rua deserta,
Salta logo para a fonte para se lavar…
Mas como não podia deixar de ser,
Lá vem mais um a passar
E você não perde, jamais, a oportunidade de o mamar...

Alberta dos Santos Ricardina...
Nunca conhecia ninguém assim!
É que nem 376533981 doses de Mebocaína
Me fariam aproximar de si!

Sim,
Porque eu sou drogado em químicos, fármacos,
Líquidos e afins...
Mas nessa cona bexigosa
Essa cona toda sidosa
Até os caralhos se arrependem de alguma vez terem enterrado!
E eu cá não vou nessas merdas
Que sou um rapaz muito ajuizado!!!


Sim...
Porque eu roubo, assalto, trafico e estropio,
Mas você, minha senhora, é capaz de o mamar dias a fio!!!

E nem mesmo o Manel Colher,
Que faz anos que não tem mulher,
É capaz de se aproximar de si
Depois de eu ter contado o que vi...

Francamente D. Alberta...
Eu nunca na vida pensei que um pernil abrisse assim!!!
Quando aquilo presenciei
Até tive pena de si!!!
De si, de mim, e especialmente daqueles coitados,
Que estavam tão necessitados
Que acederem em comer-lhe o pipi.

É que não há ninguém no mundo
Que justifique, explique ou entenda,
Como é que a sua cona se tornou do tamanho duma vivenda.

Sim.
Porque de vivenda só mesmo do tamanho.
Visto que as condições ficam algo aquém do esperado
Quando algo tão grandioso e observado.
Grandioso no tamanho,
Entenda-se!
Reforço aqui essa ideia.
LoOlOloLoOl
Quando lhe perguntam o que é que aconteceu,
Ela responde “Afundei-a...”!!!

Afundou-a?!?!?!
Você não é boa da pinha!!!
Por amor de JC e de todos os santos
Chegue 1º a sua morte do que a minha!!!

Sim, porque eu ainda gostava de ver este bairro livre da puta Que há em si.
Você cheirou-me a brochelix desde o 1º dia em que a vi...

E por favor, minha senhora...
Por favor limpe-me esse cú...!
Você infernizava a vida até ao próprio Belzebu!!!

Aliás,
Nem ele nem Cristo conseguem entender.
Qual foi a força do universo capaz de a conceber…

À primeira vista seria o cornudo.
O portador de todo o mal...
Mas quando comparado consigo
Ele é tão bondoso como o Pai Natal.

O que nos deixa com JC.
Esse nosso grande Senhor!!!
Mas esse nega qualquer envolvimento.
E apenas afirma com dor:
“É verdade que já me enterrei...
Que fiz umas merdas, tipo o Bush e assim...
Mas conceber tal criatura
Está fora do alcance até para mim...!!!”

E pronto Alberta,
O mistério paira no ar...
E enquanto a gente se questiona,
Você aproveita para o mamar...

Por isso D. Alberta, não questione os meus vícios,
Eu posso ser drogado,
Mas não tenho fungos nesses sítios!!!
É que fdx Alberta,
Você é a maior puta da vida!
Nem mesmo a Pamela Anderson está assim tão fodida...

E assim eu xuto a minha droga
E você vá lá à sua vidinha...
Porque não há mundo história mais bonita que a minha.

Sim,
Porque no meio dos broches e da vacaria,
No meio da nojeira e da porcaria,Ser drogado com certeza, que até você queria...

terça-feira, agosto 30, 2005

Olázinho

Devido aos recentes manifestos de desaprovação decidi emendar a minha conduta!

Ora aqui vai...

Olá amiguinhos! O céu não está azul porque é de noite e por isso está azul muito muito escuro quase preto mas imenso de lindas estrelinhas que resplandecem na sua escuridão.
Eu estou a ouvir músicas bonitas que falam de crocodilos, gatinhos, girafas e elefantezinhos que vivem todos felizes e contentes.

Como diria o meu grande mestre... "'Tás uma bela merdola..."

sexta-feira, agosto 26, 2005

Final de Férias

Olás!
Cheguei (mais uma vez) de férias! Desta vez fui acampar para Porto Côvo ao pé da Ilha do Pessegueiro (Lá para o Alentejo para quem não sabe...).
Entre o final das férias e o início das aulas o tempo decorre devagar, os horários ainda não saíram, jogam-se uns Sudokus e espreguiça-se milhentas vezes no sofá.
Estou com saudades da vida activa, mas já que o tempo não acelera e as aulas não vão começar mais cedo, é necessário encontrar alguma coisa para fazer.
Deste modo, escreve-se no blog.
E é por isso, por aborrecimento e agonia do nada para fazer que os textos saem uma bela defecação! (Como esta!)

Beijinhos, Inês

sábado, agosto 13, 2005

Ines desde Zurich

Hallo(ponto de exclamacao)

Depois do post de ontem, fui a Shaffhausen ver umas cataratas muito fashion(ponto de exclamacao)
Depois vim para Zurich... estou a espera que me venham buscar para o aeroporto..la pas 10 e 30 da noite chegarei a Selva ( perdao, Portugal) de novo...
e porque selva? porque depois de ver isto, e o modo como os austriacos e os suicos vivem so posso pensar que portugal e uma selva.
Aqui toda a gente tem a preocupacao do proximo.. e o governo faz tudo a pensar na populacao (estranho nao e?) de modo que aqui vive-se muitissimo bem(ponto de exclamacao)
enfim...

Estou com mtas saudades de voces (e bla bla bla) espero encontrar-vos depois de amanha.. se quiserem aparecer la por casa amanha tb serao bem vindos..

beijinhos, Ines

sexta-feira, agosto 12, 2005

Berna

Tou em Berna capital da suica para quem nao sabe... e so pa dizer que encontrei um pc com net (sem pagar) e nao resisti a dizer ola... xau (as letras tao tdas fora do sitio)

sexta-feira, agosto 05, 2005

'Tá calor

tá calor

e o país está a arder..

tá calor

e eu estou às escuras porque as luzes aquecem demasiado o ar

tá calor

e eu estou a derreter

tá calor!
tá calor!
tá calor!

venham as aulas e o tempo ameno
venha setembro e entre o outono

por favor!

terça-feira, julho 26, 2005

Cheguei mas já fui!!!



Oi... no intervalo da chegada de Paris e de amanhã às 6h30 estar a pé para ir acampar, resolvi vir cá dizer q está tudo bem comigo, que vos comprei uma prendinha que darei quando vos vir (lá para não sei quando), porque quando vier do acampamento no dia a seguir vou fazer mais dinheiro, porque antes de ir para Paris tive a fazer dinheiro mas apetece-me mais (não Tigas, não é dinheiro falso... é dinheiro conseguido honestamente com o suor do meu trabalho!!!... e por incrível que pareça, também não o consegui por pôr o meu belo corpinho a render!!!). Bem, não posso escrever mais porque não tenho tempo, que ainda tenho que ir fazer a mochila e ainda tenho de ir lavar roupa!!! Fiquem bem e até qualquer dia

JP

P.S.- Combinem lá a nossa ida para a minha casa de férias em Peniche e depois digam-me o que combinaram. Desde que seja a partir de dia 16 de Agosto por mim tudo bem...

sexta-feira, julho 22, 2005

Memórias

Antes de viajar deu-me assim uma certa nostalgia e fui procurar umas certas cassetes que guardo cá em casa...
Hoje quando cheguei a casa apeteceu-me de novo ligá-las um pouquinho e apetece-me partilhar aqui, o que foi, de certo modo a minha infância...

"Não é nenhum gato
porque não faz miau
Leão também não
porque é muito mau
não é elefante
que é muito pesado
é mais elegante
que um burro chapado!

Que bicho será? Que bicho será?

Tem cara de cão
orelhas de cão
cabeça de cão
mas não é um cão!

Não é gato nem cão
que bicho é então?
Não digo não
Não digo não!

É um bom amigo
muito inteligente
do que ele mais gosta
é brincar com a gente


Não é nenhum lobo
nem uma pantera
eu não acredito
que seja uma fera
é um bicho assim
eu vou lhes dizer
tem rabo no fim
até sabe morder!"

isto é só um excerto...

quinta-feira, julho 07, 2005

Inspiração

Um dia destes gostava de escrever um texto de tal forma brilhante que ficasse para a história. Que fosse lido por alguém importante no mundo da literatura que lhe fizesse críticas belas e fantásticas só para meu bel-prazer e satisfação egocêntrica. Que fosse tão bom que obrigassem as gerações futuras a lê-lo na escola, a analisar, e saber as características do autor, que neste caso seria eu. Que tivessem de fazer perguntas de desenvolvimento sobre mim e o meu texto de tal forma que um dia, um qualquer energúmeno semelhante a mim, talvez um meu descendente afastado dissesse "Foda-se! Quem me dera que este gajo nunca tivesse nascido para eu agora não ter que estar a decorar esta merda!!" Se ainda fosse vivo, ia rir-me com gosto, se já tivesse batido a bota virava-me para a esquerda e suspirava de satisfação, só porque alguém tinha que levar com as merdas que eu tinha feito.
Claro que para conseguir criar tal obra teria de entrar num transe profundo, uma espécie de coma induzido por uma inspiração divina ou terrena, ou talvez uma musa qualquer que anda por aí e eu ainda não conheci.
Gostava de escrever todas as linhas, todas as frases, palavras e letras, com a certeza que sou brilhante, que no fim alguém havia de ler o meu texto e ter em prazer em lê-lo, não porque gostasse de mim, por se sentir identificado com o tema abordado, mas simplesmente porque tava bem escrito pa caralho!!
Claro que nem toda a gente pode ser um Saramago, mas talvez pudessem ser um Gomes e que isso fosse sinal de qualidade e prestígio.
Talvez pudesse assim permanecer eternamente vivo em todos aqueles que lessem as minhas obras, pairando para todo o sempre sobre quem quer que fosse que escrevesse um texto como o derradeiro artista, uma espécie de Nirvana da literatura.
Talvez conseguisse exprimir os meus sentimentos e ideias de tal forma que inspirasse outros a realizar grandes feitos, muito mais significativos que os meus textos.
Talvez conseguisse ainda em vida fazer ver a todos os que me conhecem que afinal até sei fazer qualquer coisa de jeito, que sirvo para alguma coisa.
Talvez enchesse de orgulho todos aqueles que privaram comigo e surtisse sobre eles tal influência que todas as merdinhas que poderia ter feito que os ofendessem, chateassem ou irritassem se tornassem insignificantes e restasse apenas a amizade e afecto mútuo que nos unia...
Seria interessante ser capaz de mudar uma vida apenas com as minhas palavras, que eu tinha com esforço quase inexistente juntado em frases que se tornariam marcos de referência para todos, quiçá provérbios, tipo "Vale sempre a pena quando a alma não é pequena" ou "Amor é fogo que arde sem se ver"...
Como não sei se algum dia isso acontecerá, vou-me contentando em escrever qualquer coisita de vez em quando, por obrigação, prazer ou só para passar o tempo, com a esperança que nas minhas palavras flua algo mais belo e importante que um beliscão e pelo menos tão fofo quanto um beicinho.

terça-feira, julho 05, 2005

Capitalismo

"CAPITALISMO IDEAL
Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um boi
Eles multiplicam-se, e a economia cresce
Você vende a manada e aposenta-se.
Fica rico

CAPITALISMO AMERICANO
Você tem duas vacas
Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas.
Fica surpreso quando ela morre.

CAPITALISMO JAPONÊS
Você tem duas vacas.
Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite.
Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo inteiro.

CAPITALISMO BRITÂNICO
Você tem duas vacas.
As duas são loucas.

CAPITALISMO HOLANDÊS
Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.

CAPITALISMO ALEMÃO
Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.

CAPITALISMO RUSSO
Você tem duas vacas.
Conta-as e vê que tem cinco.
Conta de novo e vê que tem 42.
Conta de novo e vê que tem 12 vacas.
Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.

CAPITALISMO SUÍÇO
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.
Você cobra para guardar a vaca dos> outros.

CAPITALISMO ESPANHOL
Você tem muito orgulho de ter duas vacas.

CAPITALISMO BRASILEIRO
Você tem duas vacas.
E reclama porque o rebanho não cresce...

CAPITALISMO HINDU
Você tem duas vacas.
Ai de quem tocar nelas.

CAPITALISMO PORTUGUÊS
Você tem duas vacas.
Uma delas é roubada.
O governo cria O IVVA- Imposto de Valor Vacuum Acrescentado.
Um fiscal vem e multa-o, porque embora> você tenha pago correctamente o IVVA, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais.
O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas e para se livrar do sarilho, você dá a vaca que resta ao inspector das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho..."

(já pus as aspas!)

segunda-feira, julho 04, 2005

Férias

As férias são o momento
de preguiça e de descanso
São também o tormento
de quem não está para tanto

Eu gosto de actividade
gosto de estar ocupada
e é por isso que nesta época
me sinto um pouco desesperada

Decido então num acaso
Ir à praia desanuviar
mas este belo passeio
é pesadelo a chegar!

Preparação em casa
demora horas sem fim
cremes toalhas e sacos
e outras coisas afins

São as filas intermináveis
debaixo de um sol bem quente
buzinas desesperadas
ressoam no ouvido ardente

Depois de tal calvário
estacionar é que não
depois de procurar
lá vão 2 euros pó patrão

Caminhar por algum tempo
Chegar ao areal desejado
Quando em volta me apercebo
Que está tudo ocupado

A praia é muito bom
quando estamos lá sozinhos
mas no verão é terror
para os solitariozinhos

São os miudos ranhosos
São os velhos rebarbados
São velhotas resmungonas
por verem os haveres molhados

São os jovens irritantes
que muito barulho fazem
são os bifes ingleses
espantados com a paisagem

São familias numerosas
com cestinhos e cadeirinhas
É o cão abandonado
a fazer as suas mijinhas

A praia é um encanto
momento de inestimavel prazer
mas no verão sinceramente
é o que menos apetece fazer!


Foi o momento de inspiração do dia... amanhã voltarei com a continuação da saga Férias!
é óbvio que eu até gosto de ir à praia mas por favor sem esta descrição, eu sei uma praia que não é assim, mas não posso divulgar aqui senão corre o risco de ficar assim também!

By the way.. Boas Férias a quem vai de férias.. eu ainda fico uns dias pela cidade!

segunda-feira, junho 20, 2005

20 de Junho de 2005

Estou FARTA dos exames... nem é bem dos exames.. é do pessoal tar td em casa a estudar e bla bla bla não se fazer nada de jeito! vejam lá se combinam masé qualquer coisa e não se esquecem de mim!

Bolas não posso ser eu a fazer tudo!

***Inês***

sexta-feira, junho 17, 2005

Ai que falta de Imaginação

Eu juro que, quando estiver inspirado, escrevo aqui a resposta ao "Introspecção", mas eu bem que me esfoço mas não sai nada... deve ser de ter de repetir Álgebra!

segunda-feira, junho 13, 2005

O Duche

É bom voltar a casa!
Sentir aquele cheiro peculiar
de tantas tardes passadas
a ver tv e espreguiçar.

É bom tomar um duche quente e longo no Inverno,
um outro curto e fresco no Verão.
É giro coçar o cú e depois cheirar,
às vezes um cotãozinho encontrar,
depois coçar o colhão e cheirar,
inalar o odor da virilha a marinar.

É giro cheirar o sovaquinho,
provar o aroma a cavalo,
depois tomar duche e ter
de apanhar os cabelos que entopem o ralo.

É fixe ir tomar duche
e aproveitar pa mijar na banheira.
Faço pontaria aos mosaicos com flôr,
é engraçada essa brincadeira.

Na minha banheira quase sempre,
tenho um balde vermelho (com as batas do meu pai)
com uma asa amarela e pendurada no suporte da banheira
tá uma tolha azul.
Fdx, isto é estranhamente giro,
não me lembro de nada que rime com azul.

quinta-feira, junho 02, 2005

1 de Junho de 2005

Perante o desespero do mundo dos alunos do 1º ano da FEUNL apenas vos tenho a dizer, que acho que passei a álgebra (acho, porque isto nunca se sabe..já nem me lembro bem do que fiz) e por incrivel que pareça, já tenho saudades das minhas emocionantes aulas de álgebra linear!

Pois é! chamem-me tudo mas a verdade, é que eu gosto de Álgebra, é engraçado!

Aulas teóricas do melhor com vectores a passarem à frente do Bárcia e a fazê-lo rir, aulas práticas a rir com o Tigas...

Onde vou eu encontrar outra vez isto?...

Aqui me despeço, com saudades, Inês...

ps: ya já sei que vou apanhar porrada e ser insultada, mas cuidado que eu sou uma menina!

domingo, maio 22, 2005

Back from Berlin

Estou de volta.. a morrer mas estou de volta.. em principio hoje irei para o hospital se não voltar quero que saibam que gosto muito de vós...

Beijos Inês

terça-feira, maio 10, 2005

Introspecção

Não imaginam a minha tremenda alegria enquanto esqueço a dor de cabeça, o miar do Vasquinho e a demonstração de resultados ainda incerta, para teclar um pouquito...
O Boss AC bomba na rádio "...qd alguém transmite paz e amor é boa vibe... boa vibe-vibe-vibe..." e lembra-me de que a vida até nem é tão má assim. Vivemos alturas complicadas, sim, não o vou negar, eu próprio vivo uma agora (tenho a garganta arranhadita, especturação no nariz, o mr Hanky está à portinha) e isto é só fisicamente...
Psicologicamente falando, há q dizer q já tive bem pior. Finalmente encontrei uma base sólida de pessoas com as quais me relacionar na FEUNL. É daquelas cenas q sp m fez falta, mas acreditem ou não, até mesmo na Nova há pessoas decentes (e sniffs também) e tenho a sorte de conhecer uns quantos...
É verdade, este post é pa vocês meus novos peeps e vocês bem merecem.
Não querendo citar nomes, até pq vcs sabem bem quem são e se tiverem dúvidas tão-me a desiludir, vcs são pessoal porreiro, sim, até tu palonço.
Qd decidi finalmente ingressar nessa bela instituição conhecida como FEUNL, pensei: "Fdx, ca merda de sítio, ca merda de pessoas, ca merda q isto vai ser" no entanto lá fui. Ah e tal tem prestígio, qd acabares o curso tens logo emprego e tal e um saudoso "vamos ser colegas de curso e ainda havemos de ser sócios numa empresa" (e dps foste pá católica né meu barbas de merda??) foram suficientes pa me convencer.
Ao princípio foi difícil, a coisa teve complicada, mas a minha fantástica personalidade embólica, espontaneidade e estupidez natural rapidamente encontraram uma correspondência.
Engracei co jotinha desde o início, co jonas e co palonço tb e esses apenas subiram na minha consideração desde então. A MJ é q m pareceu ser uma bela merdola, mas enganei-me.... e d q maneira.
Posso hj dizer sem qq espécie de dúvida, q n estou arrependido da escolha q fiz. Sim, aquilo é bueda feio, os profs são uns cabrões, e aquilo é bem difícil, mas tal cm td o q conheci até hj, a única coisa q realmente determina se algo é sbem ou não, são as pessoas e disso n m posso queixar, muito pelo contrário.
Hj só penso em cm n quero perder estes poucos amigos q já fiz (sim badocha, nós já somos amigos) e começo a ser invadido por aquela malancolia de final de semestre, período ou final de altura no tempo em q reunimos conhecimentos suficientes, ou então não, pa progredir na carreira escolar.
Tenho principalmente pena de o meu projecto de treino do meu pequeno gafanhoto ir ser abruptamente interrompido, pq apesar dos inúmeros progressos e conquistas, ainda há mta coisa q t posso ensinar, e tu a mim, mas logo havias de m fazer a grande desfeita d ir mudar pó outro lado.
Acho q qd s gosta realmente de alguém, devemos ser n um entrave ou barreira ao seu desenvolvimento, mas antes uma plataforma de impulsão para um nível superior de existência, um em q somos mais rápidos, mais experientes, mais capazes, mais espontêneos, no fundo mais sbem com o mundo, os outros e connosco próprios.
Dps deste momento mto Zen, tenho apenas a dizer q gosto mto d vcs, q já ocupam uma partezita do meu coração e q espero continuar a conviver convosco por uns anitos, e q continuem a ajudar-me a melhorar cm pessoa e estudante, tal cm espero q a impressão q eu deixei em vcs (pq s á coisa q eu faço é dar estrilho) seja positiva e um dia, qd forem velhinhos, tapados co cobertor, em frente à vossa lareira, se lembrem do gajo de bochechas vermelhas q andava sempre a pinchar e cantar e sorriam.
Enjoy.

segunda-feira, maio 09, 2005

Segunda-Feira, 9 de Maio de 2005

Céu pouco nublado, temperatura amena..

Um dia lindo de primavera, que podia ter sido melhor se não me tivessem "roubado" as minhas poucas oportunidades de estar com o João!
Estou irritada!
Primeiro foi a Prof. de Cálculo armada em "Carapoa de Corrida", a reclamar não sei com quem, lá se foi a oportunidade de falar.
Depois é o meu dilema moral de deixar trabalhar quem quer.. e quem não quer..
Por fim, como se não bastasse as aulas de informática tinham de calhar as 2 da tarde, e foram todos para a festa da Mangueira, festa na qual, por razões muito óbvias não fui incluída..

À tarde como é por demais evidente não estava lá muito satisfeita..

Para piorar um pouco decidi ir com o Rui ver duns instrumentos para a Tuna.. Vejamos: S. Sebastião até Av da República a pé.. Av da República até João XXI.. João XXI até ao técnico visitar um amigo do Rui que por acaso eu também conheço.. Isto depois de não encontrarmos instrumentos..

Atrasadíssimos para o ensaio, lá fugimos pelo metro do Saldanha até S.Sebastião outra vez..

Fim do ensaio.. Vivam as alergias! Mas afinal que mal fiz eu ao Mundo? Porque é que para além do dia não ter corrido bem.. tar super cansada.. ainda tenho de olhar para um pulso às bolinhas? coçar-me de cima a baixo com a P*** da alergia que não faço a mínima ideia do que seja!?!?!?

Hoje aprendi como se coça o esquerdo! como penso que deve ser de forma análoga para o direito tenho a dizer que hoje aprendi Muitíssimo com o meu mestre!

E como já estou farta de escrever, quero apenas dizer que espero que o dia amanhã seja melhor!

Beijinhos para todos, Inês

domingo, maio 08, 2005

Ora está muito bem...

Finalmente fui convidado para contribuir com mais algumas pérolas literárias neste blog que, (diz-se à boca fechada), é já um dos mais badalados do universo.
A minha vontade até era de escrever aqui qualquer coisa de inteligente, mas como estou cerebralmente incapacitado para tal tarefa, vou estudar Micro que amanhã há teste.
Beijos e abraços a quem de direito!

terça-feira, maio 03, 2005

Já não sou um menino....

Antes de mais, devo dizer que acabei de matar um mosquito bastante chato que se a passeava no meu monitor.

Continuando...Já não um menino nesta coisa dos blogs, apesar de achar que não tenho muito jeito para comentar um post. Como tal, deixo-vos um texto profundamente sensível, virado para um acumular de estupidez abundante:

....upss...fika pa proxima..tn dir tomar banho pa ir pa gala...já volto...daki a umas horas...umas boas horas...(estupidez não falta a este texto!)

sábado, abril 30, 2005

Quimera I

Acordei sobressaltado. Levantei-me da cama, estava a chover. O batuque da chuva da janela acalmou-me. Fui à cozinha, bebi um copo de água. Estava fresca, mas não gelada. Estava no ponto, aquele fresco memo sbem que te acalma e refresca, mas não aflige. Voltei para a cama...
Como não estava a conseguir dormir, decidi cantar umas músicas para mim mesmo, quando, de repente, estando eu a cantar o "Doidas andam as galinhas..." oiço um barulho vindo da varanda, um ruído metálico, como se alguém estivesse a forçar a janela...
Levantei-me, abri a janela e senti uma leve brisa no cabelo. Ouvi um assobio, um zumbido e depois nada. Fechei a janela. Voltei a deitar-me, mas algo estava diferente... Todos os meus nervos latejavam ao passo do bater do meu coração e senti-me estranhamente entusiasmado e feliz.
A tarde foi passada calmamente ao sol, longe das contas e rendibilidades da Contabilidade Financeira II...
Surge então, enquanto o sol raiava sob a sua cabeça uma pássaro que voava, lindo e esplendoroso. Era azul, tinha uma cauda comprida que brilhava ao sol, dando a ilusão de que deixava um rasto místico no céu enquanto passava...
Cocei o esquerdo. mas o lado direito não saiu prejudicado, já que eu não gosto de injustiças e deixemos muito claro que se o lado esquerdo tem benefício ou prejuízo, o direito também tem.
Fui ao médico. Ele fez-me umas análises, umas observações e tal e concluiu que eu tinha uma micose no escroto. A questão é "porquê???"...
O médico explicou-me que as micoses são altamente contagiosas, pelo que era provável que alguém ma tivesse pegado. Lembrei-me logo da D. Constança...
Boazona, gostosa... um amor de senhora. Tão boas as tartes de maçã que nas tardes de Verão me oferecia... enfim... mas não! A D. Constança não era a solução dos meus problemas...
A solução, encontrá-la-ia na Micaela Verónica...
To be continued...

sexta-feira, abril 29, 2005

Experiencia

experiencia, sao 9 e 15 da manha o tigas ta a ter contabilidade e eu tou paki...

quinta-feira, abril 28, 2005

Início

Bem, é o 1º post da história de um blog q espero q s torne bem sucedido. Uma coisita pa aliviar o stress académico e que em breve contará com participações especiais dos meus novos peeps.
Enjoy...