Para que o leitor perceba minimamente do que falo, falo da necessidade de contacto físico. Uns têm mais, outros menos, mas ela existe. A questão principal é que ao termos gestos físicos para com outros regularmente, banalizamo-los. Quando, naquelas ocasiões específicas quisermos sinalizar aos outros que aquele momento é especial, diferente, teremos mais dificuldade em fazê-lo. Por mais que argumente que ao praticar-mo-los regularmente já mostramos aos outros que são diferentes, não consigo deixar de pensar que o primeiro ponto de vista tem muito que se lhe diga. Isto porque tenho regularmente gestos físicos para com pessoas que não me sendo indiferentes, não são daqueles que levava comigo para o deserto do Arizona, que é como quem diz, não são as mais especiais.
O problema fundamental é que não sei bem porque o faço, e na minha busca incessante pela razão de tudo (alguns dirão que penso demais) incomoda-me não conseguir justificar as minhas próprias acções.
No fundo, ao não conseguir racionalizar o porquê das minhas acções, penso se será correcto o meu ponto de vista. Como se costuma dizer: "se não os podes vencer, junta-te a eles!"
Quem me faz pensar nisto, questionar as minhas próprias ideias, é sem dúvida especial e gostaria um dia, num momento de perfeita harmonia e plenitude mostrar-lho, fazendo com que o físico evidenciasse o quão importante é o psicológico (que é como quem diz: "Odeio-te!").

