domingo, abril 23, 2006

“Amanhã pode ser muito tarde para dizeres que amas, que queres tentar de novo...”

É impressionante como duas pessoas podem estar fisicamente tão juntas como lado a lado num carro e estarem a quilómetros de distância uma da outra. Como se podem olhar e não se verem, como podem apertar as mãos sem se tocarem.
É impressionante como duas pessoas podem falar e não dizerem nada uma à outra. Como podem dizer o nome uma da outra sem estarem a falar delas, como podem dar indicações a quem conduz mas na verdade quererem dizer direcções complemente diferentes.
É impressionante como duas pessoas podem estar num silêncio tão grande e terem tanto para dizer uma à outra…

sábado, abril 22, 2006

Subir o nível

Como seria aborrecido o mundo se tudo corresse como queremos. Quão desprovido de emoções seria um lugar onde todos se compreendem perfeitamente, onde tudo é claro, onde existe comunicação perfeita. Seria com certeza um mundo melhor em muitos aspectos, mas a mim, quem me tira as pequenas altercações que vão surgindo com diferentes pessoas, que nos irritam, amofinam, tira-me tudo.
Parte da piada da vida está no eterno dilema entre o que nos parece, e o que é realmente. Quando ambos os membros se intersectam, as pessoas aproximam-se, criam laços, trocam um pouco da sua energia com os outros, e assim crescemos, melhoramos, desenvolvemo-nos.
Ténue é a linha que separa o ódio do amor, pois quando gostamos tanto de alguém, qualquer coisa que nos façam é amplificada desmesuradamente, galvaniza inúmeras reacções inesperadas, dá azo a extrapolações estranhas e sombrias. Reza o provérbio chinês: "Quem tem alfinetes, pica-se!", e de facto picamo-nos. Uns mais, outros menos, todos com diferentes maneiras de o demonstrar (ou não) de acordo com a sua personalidade, valores e inteligência, quer intelectual (perdoem-me o pleonasmo), quer emocional.
Aqueles que nos são mais próximos exercem normalmente sobre nós uma maior influência. A ambiguidade entra aqui em cena, pois se é certo que os que nos são mais próximos nos conhecem melhor, pelo que estão teoricamente dotados de suficiente idoneidade para nos compreenderem, quando não o fazem, magoam-nos muito mais do que qualquer outro.
Pessoalmente, dou muita importãncia às coisas pequenas: ao brilhozinho nos olhos, aos vincos no nariz aquando do riso; à mechinha de cabelo que descai sobre o rosto, à perspicácia em relação ao qua vai no âmago dos outros; às covinhas nas costas; ao pedir do livro de reclamações quando não há gelo; ao aproveitamento espontâneo de toda e qualquer possibilidade de formular piadas; ao queimar da faculdade; à (des)inspiração, àquela cara; ao coçar do narizinho quando se está concentrado; à capacidade de insurgimento perante a ideia pessoal de injustiça, mesmo quando estamos contra todos; ao constante remexer da tampinha do retroprojector; aos exmplos descabidos da vida quotidiana...
Essas coisas tão pequenas cativam-me, nem que não seja porque normalmente os seus "donos" não as reconhecem. Sempre dei muito valor ao que é natural e genuíno, e quando revelamos estes pequenos tiques, estamos a ser o mais verdadeiros possíveis. Tão verdadeiros, que nem nos apercebemos do que está a acontecer e precisamos que outros nos apontem essas características.
Prolifera por aí a "crise dos 20". "Já vivi 20 anos! 1/4 da minha vida...". E então? Acham que não fizeram grande coisa nesses anos? Acham que foram desaproveitados? Não têm grandes recordações? Não fomentaram a paz e igualdade entre nações de diferentes culturas e ideologias? Não curaram o cancro? Não acabarm com a fome? Será que não tocaram a vida de imensas pessoas só porque são como são? Será que não vão lembrar com saudosismo esses 20 anos durante os restantes 3/4 da vossa vida? Será que não criaram as bases onde alicerçar todo o vosso comportamento para o resto da vida? Foi assim tão pouco???
Quando os que assumivelmente nos são mais próximos, mostram saber tão pouco a nosso respeito, talvez aí a crise se justifique. As pessoas são como são: com qualidades e defeitos. Urge que cada um de nós pese os prós e contras, qualidades e defeitos dos outros e decida se vale a pena, ou não. Quando os outros nos "pesam" a nós, sentimo-nos abalados, sacudidos, não perturbados, mas com perturbações.
Quando um tem os seus critérios, a sua medida para os outros. Há quem valorize as coisas que fazem por nós, há quem valorize coisas mais pequenas. Todos gostamos de nos sentir apreciados, todos gostamos de sentir justiça e equidade. Infelizmente, cada um tem os seus critérios, e mais importante do que a justiça per si, é a percepção da justiça que importa. Desde que nos sintamos "justiçados" está tudo bem. Mas será isso justo para os outros?
Quando presumimos, pressionamos, lançamos ameaças e ultimatos, assumimos uma posição perante outros. Uma posição forte, corajosa, admirável pelo seu cariz de cisão. No entanto, há quem não goste de se sentir pressionado, ameaçado, "ultimatado", apesar de gostar de caldo verde.
As pessoas são como são: com qualidades e defeitos. Urge que cada um de nós pese os prós e contras, qualidades e defeitos dos outros e decida se vale a pena, ou não. Quando os outros nos "pesam" a nós, sentimo-nos abalados, sacudidos, não perturbados, mas com perturbações.

quinta-feira, abril 20, 2006

A lot of things I hate about you

“I hate the way you talk to me. And the way you cut your hair. I hate the way you drive my car. I hate it when you stare. I hate your big dumb combat boots. And the way you read my mind. I hate you so much it makes me sick - it even makes me rhyme. I hate the way you're always right. I hate it when you lie. I hate it when you make me laugh - even worse when you make me cry. I hate it that you're not around. And the fact that you didn’t call. But mostly I hate the way I don't hate you - not even close, not even a little bit, not even at all.”Ten Things I Hate About You

Não te odeio nem pouco mais ou menos. Mas há tanta coisa em ti que me faz confusão! Não percebo a tua indiferença, muito menos a forma como tudo te passa ao lado e nem te ralas com isso. Odeio o não saberes dizer “desculpa”, nem o facto de não conseguires olhar ninguém nos olhos. Faz-me confusão o orgulho com que dizes que nunca ligas a ninguém, esperando sempre que sejam os outros a ligar-te. Odeio a tua não preocupação, odeio a tua falta de vontade para fazeres algo, mesmo que seja por ti. Passo-me com a tua despreocupação, a forma como deixas as coisas andar. Odeio o teu “esqueci-me, o que é que tu queres?!”, quando outros se lembram sempre de ti. Faz-me confusão que às vezes escrevas tão bem mas não consigas dizer a frase certa no momento certo. Odeio que pregues tantas vezes em alto e bom som que numa relação há dois sentidos, que é preciso dar para receber, e raramente te lembres disso. Não percebo que ligues tanto ao que alguns dizem, quando aos que te estão mais próximos tu nunca te refiras. Não entendo porque é que têm sempre de ser os outros a ir ter contigo. Não percebo a falta de consideração que tens por quem move mundos e fundos para que fiques melhor.
Terás certamente muitas coisas a apontar-me e eu nunca disse que era perfeito, mas já estava na altura de começarmos a pensar em tomar uma atitude, porque há quem não goste de ficar eternamente à espera, e depois não há caldo verde que te valha!

domingo, abril 16, 2006

Um aplauso...

“Um aplauso para aquele que deixou tudo para abrir um bar na praia”

Um aplauso para aqueles que, contra tudo e contra todos, seguiram em frente ser olhar para trás.
Um aplauso para quem continua a ser pontual.
Um aplauso para quem não teve medo de perguntar o que era óbvio à frente de uma multidão.
Um aplauso para quem consegue continuar a sorrir no fim de um dia de arrasar.
Um aplauso para quem se calou naquele momento em que sabia tão bem dizer “aquilo”.
Um aplauso para quem não desiste, seja por teimosia ou não.
Um aplauso para quem admite o que pensa e não se rala nada por essa não ser a opinião do grupo.
Um aplauso para quem prefere arriscar um pouco mais.
Um aplauso para quem todos os dias faz por mandar a rotina às urtigas.
Um aplauso a todos os que nos surpreendem.
Um aplauso para quem prescinde do seu conforto para que os outros fiquem melhor.
Um aplauso para quem dá sangue.
Um aplauso para quem ainda manda cartas de amor.
Um aplauso para quem, não sendo louco, se ri do nada no meio do autocarro.
Um aplauso para quem espera duas horas por alguém, e depois apenas lhe diz que não teve importância.
Um aplauso para quem gosta de dar sem nunca pensar em receber.
Um aplauso para quem, não sabendo a letra, canta na mesma.
Um aplauso para quem, vendo chover, sai para a rua em vez de ficar na cama.
Um aplauso para quem, não sabendo que era impossível, foi lá e fez.

Memórias do Passado, Esperança no Futuro.

Lisboa, cidade, tens por voz fado, estendes-te por becos e ruelas e que continuas a crescer na tua já grandiosidade com edifícios e avenidas cobertos de esplendor. Lisboa que não conhecemos e da qual nunca chegaremos a sentir o verdadeiro sabor. És uma cidade que gostava de conhecer melhor, que gostava de poder explorar e explicar melhor. Soube-me a pouco a vida que tive em 6 anos na Lisboa que mais gosto. Sé, Graça, Alfama, Castelo souberam acompanhar-me durante a minha infância e dar a conhecer o que hoje vejo com menos regularidade. É a Lisboa antiga que realmente me atrai, a que me faz sentir saudade de tempos em que vivi dentro de paredes de 3 metros de altura e de onde se podia desfrutar de uma magnífica vista sobre o Tejo, lembro-me de pintar em aguarela esta imagem. Quero voltar a fazer o percurso que fiz nos meus 10 anos, ir de casa para a escola e voltar, reencontrar caminhos que desfiz há muito e no futuro poder voltar a reata-los. Pretendo voltar para esta Lisboa e eliminar a nostalgia que sinto destes tempos, ou será que não conseguirei? Quero acreditar que sim.

quarta-feira, abril 12, 2006

(des)inspiração

Hoje deixo a janela aberta. É noite, sei porque as cortinas, fechadas, estão menos claras, porque tudo lá fora é menos movimentado. Como tal, sinto que devo dar mais ritmo a esta calma, para que todo o aparente se desvaneça, quero subir o volume da aparelhagem e agitar o mundo. Quero tudo isto, mas também sei que alguém virá daqui a pouco para me cortar esta rebelião.

Com “City of angels” acabei a tarde, comecei a noite e na companhia de amigos recordo momentos da minha vida que dava como apagados da memória. Com “Íris” recordo cenários de paixão, de passos de aproximação, de letras decoradas e que se mantêm vivas na mente. Troco o CD, agora quero Fado, Mariza, Fado em mim.
Depois de cear nasce uma vontade de escrever. Um pouco como Caeiro, também faço o que faço pelo prazer momentâneo que uma dada acção me proporciona. Em contradição, estou (des)inspirado, quero demonstrar o quão me difícil é declamar sobre o que sinto e sobre o que me invade a alma. À medida que me expresso e tento digitalizar pensamentos demonstro o quão confusa é a minha mente. Não quero saber se me percebem, quero apenas saber se aquilo que escrevo faz sentido para mim.
Já de manhã tive a minha crise dos 20 anos. A verdade é que por vezes paro no meu dia e dou por mim a pensar que já vivi um quarto da minha vida, lembrando com saudade tudo o que fiz, aquilo que não fiz e as infantilidades que me acompanham e que ainda quero fazer.
Ontem aprendi que sem sempre as mensagens subliminares que por vezes tento emitir são entendidas. Sei que nem sempre consigo ser ouvido, todos nós sentimos isso. Tal como sou único, devo também respeitar os outros pela forma como se comportam e são. Não sou responsável ou maduro o suficiente para lhes dizer que certas formas de agir não se adequam a um determinado momento, porquê? Porque cada um é como é. Se querem ser assim, quem sou eu para me impor e criar regras de comportamento, também eu terei comportamentos que outros acharão incorrectos ou menos certos. Se me quero respeitar a mim, respeito os outros. Se não me são recíprocos, então crio barreiras, não me ganham confiança, nem me abro para ninguém.

Neste texto percebo o que mais me atinge e aflige, a minha pouca capacidade de expressão. Quero dizer coisas bonitas, quero saber escrever coisas que me inspirem a mim e a outros, mas não consigo. Todos os pulos temporais, frases sem qualquer nexo, crises existenciais que aparecem do nada, momentos de completa escuridão que assombram o pensamento cada vez que Mariza canta nos agudos, factores externos que influenciam a forma como escrevo, tudo muito confuso, tudo para me perder num texto em que o único objectivo é preencher um espaço em branco, porque parece mal parar por aqui, porque quero saber desenvolver temas, porque quero saber como exteriorizar o que de alguma forma não deveria ser deixado somente para nós próprios, estou e permaneço (des)inspirado, porque nada do que vos conto me parece fazer qualquer sentido para qualquer um de vós. Ao contrário de Mariza, continuo sem perceber nada, não posso dizer “Oh gente da minha terra, agora é que eu percebi, esta tristeza que trago, foi de vós que a recebi”, porque para nada do que digo penso ter coragem de dizer que me compreendo. Não estou à procura de respostas, porque não sei quais são as perguntas.

É Lisboa! Pois é! E depois? Gosto dela assim, gosto mas não quero e simultaneamente, quero percebê-la. E a janela continua aberta.

Traduzo ou lanço um desafio?
Interpreto o primeiro parágrafo. Tenho a janela aberta, algo que não costumo fazer, tal como hoje decidi partilhar convosco parte daquilo que sou. Contudo fecho as cortinas com receio de ser mal recebido e percebido, gosto de me acautelar para aqueles que tomam a abertura pessoal de alguém como objecto de brincadeira e demasiado regozijo. Vamos então agitar algumas cadeiras e contradizer-me com as próprias palavras, vamos agitar o mundo. Sei que me vou questionar, que me vão interrogar, por isso estou à espera de alguém que me mande acalmar.

terça-feira, abril 11, 2006

Lisboa, barras e expulsões

“Bom dia! Somos estudantes da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, poderia dar-nos alguns minutos do seu tempo para responder a um inquérito por favor? Estamos a colectar dados para o nosso projecto de marketing e gostaríamos de saber, em primeiro lugar, a sua idade. - Quantos? - Ah! Então isso é com o meu colega! (...) Muito Obrigado, bom dia.”

Ou então

“Bom dia! – Não tenho tempo”

ou

“Bom – Não pode ser, estou atrasado(a)”

ou

“Bom dia! Somos est – Ai, não pode ser mesmo porque ainda tenho de ir buscar a minha prima que está atrasada para o lanche da filha do primo do cunhado…”

e ainda

“Bom dia! – Agora não pode ser, tá? (um grande loira que nos barrou com uma grande pinta…o Tiago que conte)

e o momento alto foi

“Bom dia! Hmrrssgg (foi o que disse um membro do grupo quando um possível entrevistado lhe colocou a mão na cara impossibilitando, deste modo, a continuação do inquérito)

Isto é que é vontade de trabalhar! Já só faltam 110! Amanhã há mais, VIVA! Lá vamos nós para o Parque das Nações, na esperança de não sermos expulsos também desse lugar. Hoje conseguimos ser expulsos de dois espaços comerciais, incrível! Primeiro, colegas do nosso grupo foram abordados e acompanhados para a saída por um segurança das instalações do centro comercial mais próximo da nossa faculdade (cujo nome não vou referir) – Não podíamos realizar inquéritos dentro do espaço! Segundo, já depois do almoço fomos para outro lugar e foi-nos dito por um segurança que teríamos de pedir autorização à Administração do espaço para podermos realizar inquéritos naquele local. Na nossa ignorância dirigimo-nos à Administração e foi-nos realmente comunicado que não poderíamos realizar qualquer inquérito no espaço em causa, pelo que teríamos de ficar pelo passeio que rodeava a área. Depois de duas voltas completas ao maior centro comercial de Lisboa e de uma imensidão de “negas” (que nos tornou cada vez mais fortes e convictos da ideia que vida de estudante é realmente muito má!), achámos melhor fazer uma pausa e reunir forças para o dia seguinte.

Mais peripécias se seguirão certamente. Força colegas!

terça-feira, abril 04, 2006

E até que chegou o dia...

.. em que ganhamos coragem, determinação e nos chegamos ao pé de um grupo de raparigas e dissemos.. (ou disse o Tiago..)

"Afinal.. quem é a mais linda a mais fofa e por ai fora?" (não foram bem estas palavras..)

Elas embatucaram, tentaram disfarçar, ficaram vermelhas e revelaram-se!

Lolada!

Até gostei de vos conhecer embora estivesse sem falas!

E foi assim que chegou ao fim a grande demanda da busca das Mais...

(ah é verdade! não podemos dizer quem são! mas eu não resistia a dizer que já sei quem são!)

sábado, abril 01, 2006

A Colisão

Qual Marketers de emoções, todos nós nos posicionamos estrategicamente no mercado, segmentando-o, escolhendo para nós as partes que mais nos interessam. Porque será que gostamos de uns e de outros não, que só por vermos alguém de que gostamos nos ficamos a sentir melhor, ou vice-versa? Se tivesse nascido no outro canto do mundo, não seria eu diferente? Claro que sim, mas gosto de pensar que não seria tanto assim. Gosto de pensar que continuava a ser completamente tarado, bronco, abécula, peste, parvo, extrovertido, nerd, tonhónhó (a única palavra portuguesa com dupla acentuação gráfica), etc. Simplesmente seria monhé, usaria um turbante e rezaria virado para Meca. Não faria parte de um blog, talvez nem soubesse o que é a internet, não andaria na faculdade, nem sonharia um dia ir a Erasmus. Mas não continuaria a ser eu?
Existimos nós, o indivíduo, e existem todos os outros. Quando nascemos, há coisas que vêm encriptadas no nosso código genético, e das quais nunca nos conseguimos livrar, mas todas as influências exteriores de que somos alvos determinam a nossa maneira de ser. Então porque é que não podemos mudar a personalidade de alguém, apenas a maneira como essa personalidade se manifesta mediante diferentes situações? Não foi ela moldada, educada, tratada pelos nossos pais, amigos, conhecidos, etc.? Qual é a altura exacta no tempo em que o sr. que trata do departamento de modelação de personalidade se reforma porque a sua missão está cumprida?
As nossas acções tem consequências nos outros e no mundo que nos rodeia em geral, às vezes exactamente as que queremos, outras vezes reacções inesperadas, mas todos nos dizem "Gosto de ti porque és assim e assado." ou "Tu às vezes és muito coiso e tal." Esta caracterização é às vezes tão perfeita que nos assusta, e precisamos de ouvir da boca dos outros o que somos e representamos, para que percebamos o que esteve sempre connosco.
No eterno face-off entre o que vem de dentro, e o que vem de fora, talvez seja a Colisão (o momento em que ambos se encontram) aquilo que dá sentido ao facto de andarmos por cá.

quinta-feira, março 23, 2006

Não cardinal, apenas ordinal...

Hoje alguém me alertou para a diferença entre paixão e amor. Utiliza-se correntemente a palavra amor para classificar algo que é muito forte, uma sensação poderosa, tipo super moca. No entanto, o amor não será bem isso, embora eu ache que esteja relacionado. Ainda ontem, enquanto caminhava para casa, numa das minhas habituais fantasias, vi alguém que disse uma coisa que me bateu tão forte, que fiquei nervoso, a pulsação acelerou, as palmas da mão ficaram suadas, a respiração ofegante, por uns momentos não consegui dizer nada. Foi uma coisa tão forte do ponto de vista psicológico, que despoletou emoções, que se manifestaram fisicamente. Ora aí está o maior cagaço que a natureza nos pode proporcionar - mais saudável que a droga, mais barato que o bungee-jumping e com muito mais adrenalina. O que é que isso tem a ver com amor? Encontrar alguém que captura a nossa essência em poucas palavras mete medo, não um medo de pavor, mas um medo de inquietude, um medo de quem chegou ao final da demanda eterna pelo significado da vida, do amor.
A vida é para se viver. Às vezes complicamo-la e é por isso que tem piada. Quando encontramos alguém por quem nos apaixonamos, mas que depois de amenizada a paixão continuamos apanhadinhos, temos aí o nosso amor. Nessa altura queremos fazer essa pessoa feliz, queremos fazê-la sentir o mesmo que nós, queremos gritar para dentro dela tudo o que não conseguimos verbalizar. Por essa pessoa tu sacrificavas-te, poque tu próprio o disseste, custa mais o sofrimento garantido do que o desconhecido, e tu preferirias sacrificar-te por ela do que ficar cá sem ela. Por muito que vos possa custar, eu vejo egoísmo nisto, tal como vejo em não nos sacrificarmos. Quem quiser desenvolver o assunto tem aqui um blog à sua disposição.
Continuando no mesmo tema, mas com uma abordagem diferente, sexo e "amor são saudáveis de certeza, medo da solidão às vezes engana. Estar sozinho é às vezes mau, mas necessário. Ubi homo, ibi societas - concordo. Usando um pouco de latim macarrónico ubi homo, ibi pensamentus e quando pensamos, estamos sozinhos. Quando pensamos, temos muitas coisas connosco, mas estamos sozinhos, e sem essa dose de solidão ninguém se safa. Quando te entregas ao medo e estás com alguém para não estar sem ninguém, não vejo onde está o amor, nem sequer a saúde.
Encontrar alguém que me complete parece-me uma boa ideia, e já agora que me complete com os seus defeitos também. Afinal de que servem as minhas qualidades senão para conter os defeitos dela, e as dela para conter os meus?
Quando for velhote serei sapiente! Consigo ver a piada no "Só sei que nada sei", mas também vejo a piada no "Ver para crer" ou melhor ainda, no "Sentir para crer". A visão é um sentido, e são eles que me transmitem sensações. No entanto, um cego pode não ver, mas sente, e mesmo não vendo, caminha nas ruas como qualquer um. Porquê? Porque sabe como fazê-lo.
Mensurar sentimentos é à primeira vista difícil, mas se calhar até não. Se pensares microeconomicamente, é como as preferências: não interessa o valor de cada curva de utilidade, interessa a ordem. Os sentimentos não têm aplicação literária perfeita, por isso não sei quanto valem, mas se uma imagem vale por 1000 palavras, um sentimento vale de certeza mais. Quanto não sei, mas isto não é cardinal, é apenas ordinal.

E mais uma vez o Amor...

Talvez estivessem à espera de um comentário meu (ou talvez não..) mas eu prefiro deixar isso para quem se sabe exprimir...

"Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem-querer;
É um andar solitário entre a gente;
É um nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.

É um querer estar preso por vontade,
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si mesmo é o Amor?"

Luís de Camões

quarta-feira, março 22, 2006

Benvinda Professora!!!

Queríamos daqui saudar o regresso da nossa saudosa assistente de Macroeconomia LG, que foi fazer pela vidinha e se ralou para nós durante duas (longuíssimas) semanas.
Para já teve um bom regresso, pois faltou logo à primeira aula, mas apostamos que agora regressa em força e nos vai premiar com o dobro da matéria no mesmo período de tempo, que é para nós ainda percebermos menos! E vai ser tão bom ouvi-la mandar-nos calar e a chamar-nos pestes...

Comment à séria

Prometido é devido. Escolheste o tópico. Cá vai o comment. Vou racionalizar sobre uma palavra: amor. É o que toda a gente faz quando a diz: racionaliza. Será que a pessoa sabe o que sente ou pensa que o sabe? Como poderemos dizer que não é saudável falar-se do desconhecido? É tabu porque traz receio e medo, é? Para ser franco tou ligeiramente com frio mas acho que não é bem medo. Mas também, o que é o medo?
Apartes aparte, amor é uma palavra que tem vários sentidos mas nenhum sentido. Uma pessoa pode dizer que ama hamburgueres duplos com queijo, amigos e amantes. Não o diz da mesma forma mas usa a mesma palavra. E essa palavra nada significa. O sentimento indescritivel é que existe e esse é único de pessoa para pessoa, de caso para caso. Falaste de 2 coisas diferentes: amigos e amantes; mas usaste a mesma palavra. Pouco interessa.
Falemos da amizade. Um dia perguntaram-me se eu era capaz de me sacrificar por um amigo. Não respondi e aparentemente consegui passar despercebido. Posso agora responder uma vez que já tenho o contexto. Não. Entre insultos mentais e tentativas de compreensão, este post/comment podia acabar aqui. Mas eu não gosto dessas merdas por isso vou-me explicar. Quantas pessoas é que conheces que já tenham perdido amigos? Umas tantas. Quantas pessoas conheces que já tenham morrido? Acho que ainda não falamos com os mortos... Onde viste mais dor? No morto ou em quem perde o amigo? O que achas que custa mais? O desconhecido ou o sofrimento garantido? Eu acho que é o sofrimento. Sendo assim, que raio de amigo é que impõe essa dor a quem estima? Da mesma forma, não esperaria nem gostaria que fizessem isso por mim. A questão está em saber se haveria uma hipótese, mesmo que vã, de ambos sobreviverem. Isso depende da percepção de cada um. A que ponto somos egoístas?
Falemos daquilo que faz com que as pessoas corem e se riam estupidamente e etc. Não considero o sentimento igual ao da amizade mas, como tu próprio disseste, há vários tipos de amor. Nem sequer gosto de considerar essa palavra porque está muito batida. Francamente acho que cada um deveria encontrar a palavra que acredita que se adequa mais ao que pensa que sente. Na minha opinião, os casais existem devido a 4 razões: sexo, interesses mesquinhos, medo da solidão e “amor”. Somente as duas últimas são “saudáveis”. E agora chego à minha dúvida: não estaremos a falar da mesma coisa? Será que não existe o amor para se evitar a solidão? Na Utopia do sonho gosto de acreditar que não. No entanto, não sei dizer porquê, simplesmente sinto (ou penso que sinto) que nem todos somos assim tão egoístas. Mas a verdade é que há demasiados casais, tendo em conta o milagre que é encontrar o ser perfeito que nos completa... Quando digo perfeito incluo todos os seus defeitos pois acho que é mesmo isso que torna uma pessoa perfeita. Mas acredito que nem toda a experiência do mundo ajuda a perceber tudo isto. Quando fores velhote saberás tanto quanto sabes hoje: nada.
Esta minha opinião está expressa por palavras, por isso não tem qualquer sentido. É somente uma tentativa vã de comunicação e não de transmissão de sentimentos. Se uma imagem vale por 1000 palavras, por quanto valerá um sentimento?

segunda-feira, março 20, 2006

Amor

Apraz-me hoje falar-vos sobre o amor. Afinal o que é isso? Será que alguém sabe? Com certeza que sim. Será que eu sei? Tenho umas luzes. Será que vos vou conseguir explicar? Isso agora...
Dada a magnitude do tema, começo por vos deixar algumas opiniões de colegas tão ou mais credenciados que eu para falar de amor. Usei apenas as partes que achei importantes mas deixo-vos os links para os textos originais para se vos apetecer codralhar.
"O amor é uma forma de guerra. Joguinhos e estratégias, não revelar tudo para manter uma aura de mistério à nossa volta, "fazer-se difícil", impor respeito..." by _ArchAngel_ in http://patuscadadeamigos.blogspot.com/2006/03/o-amor.html
"... enquanto que o amor, mesmo que tu nunca ouvisses falar dele, um dia, ele "batia-te a porta", um dia irias ter um sentimento que nunca ouviste falar mas que existe... escusado será dizer que a mesma regra se aplica em relação ao ódio. Agora, em relação ás origens, imagina que te perguntam: "Porque amas aquela pessoa?" e tu começas a dar uma lista infindável de atributos fisicos e psicológicos da pessoa que amas, ora, é exactamente daí que vem o amor, dessa lista, dessa quantidade de coisas que te atrai imenso em relação a essa pessoa, tudo isso, todas essas coisas que vocês gostam um no outro faz com vocês se amem... é daí que ele vem... Agora, propósitos. Porque é que o amor existe? Bem... olha... não sei... se calhar porque o mundo seria um caos sem ele... ou então, em termos biblicos, o homem foi feito para a mulher e a mulher foi feita para o homem não é assim? Então secalhar era bom que existisse uma coisa que os unisse.... sei la... por exemplo... o amor não?!" by mr.nobody in http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13923107&postID=114193777891100303 - comment number 10
"essa questão do amor não é bem assim (amor da mente versus amor do coração) mas ralmente o tópico não é para aqui chamado. Estava só a dar um exemplo... não sabes o porquê do amor mas acreditas. Não sei o porquê de Deus, mas acredito. Afinal qual é o problema?... os animais andam unidos e, segundo estudos científicos, não se pode considerar que sintam amor: só cio. Porque somos nós diferentes?" by hcg in http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13923107&postID=114193777891100303 - comment number 11
O que é afinal esse tal de Amor? Ao longo dos tempos muitos homens, alguns bem mais sabedores do que eu se debruçaram sobre o tema. Alguns sentiam-se tão afastados da verdadeira compreensão do conceito que decidiram dizer que a sua origem é divina, atribuindo a sua génese a Cupidos, Afrodites e outros que tais que tinham o dom de o fazer despontar em qualquer um. Outros diziam que é "...fogo que arde sem se ver..." uns matam-se por ele, outros matam por ele, outros vivem sem ele, outros blá blá blá...
Eu não sei. Nunca o senti, pelo menos não aquele dos filmes, aquele que parece que é à primeira vista, que nunca acaba, que é tão forte que tolda o raciocínio (quem quiser informe-se sobre inteligência emocional que sempre aprendem qualquer coisinha), enfim... Esse não sei, mas posso falar-vos de outros. Amo o meu pai, a minha mãe, o meu irmão, os meus sobrinhos, a Sofia, a Ruiva, a Maria, o meu gato... no outro dia até me apercebi que amo o Jota (quem quiser debater este último tópico comigo em privado está à vontade para me abordar nesse sentido; terei todo o prazer do mundo em esbofetear-vos se se puserem com parvoíces sobre homossexualidade - há alturas para ser parvo e outras para não ser e não não tenho alfinetes, por isso não, não me pico.). A questão é que há muitos amores, assim como há muitos tipos de amor. A minha mãe quis casar-se com o meu pai pela igreja após 27 anos de casamento pelo civil. Eu tentei demovê-la, o meu irmão também, até mesmo o meu pai - foi tudo escusado, casou na mesma. Quem conhecer o meu pai sabe que isso só pode ser amor... (sorry daddy, I love you very much).
Quanto às origens, em última análise, e abstraindo-me de toda e qualquer lamechice, posso dizer que o amor existe porque as pessoas são egoístas. Passo a explicar: quem me conhece talvez já me tenha ouvido falar sobre a famigerada teoria cujo nome desconheço, que diz que nenhuma acção humana é desprovida de egoísmo. Isto significa simplesmente que não há altruísmo, que tudo o que fazemos é devido ao nosso próprio interesse. Mesmo aquelas vezes em que fazemos algo por alguém sem recompensa imediata (aquele dia em que perderam uma hora de baile de finalistas porque ela estava tristinha, quando se baldaram à aula não sei de quê para procurar a gata dele) quando abraçaram o vosso amigo/a e o/a deixaram chorar no vosso colo, tudo isso, foi feito com a esperança não tão vã quanto isso, que um dia farão o mesmo por vós.
Será que isto faz sentido? Talvez. Será que acredito nisto com todas as forças do meu ser? Nem por isso, mas gosto bué de falar desta teoria (pareço bueda culto).
Nunca disse a ninguém "Amo-te!", mas espero dizer um dia. Nunca disse, porque nunca o senti, pelo menos não com intensidade suficiente para proferir a palavra. Nunca o disse porque nunca fui embebido dessa emoção que dizem que cura todos os males, que o dinheiro não pode comprar, que é a razão de tudo e todos, cuja fronteira com o ódio é ténue...
Quinhentos e trinta e um mil, quatrocentos e setenta e oito clichés depois, posso dizer-vos que um dia, algo longíquo acho eu, estarei habilitado para falar disto, e talvez o faça. Até lá, digo-vos o mesmo que disse ao _ArchAngel_, querem saber o que é o amor? Um sr. tinha um cão que estava muito doente. Quando foi com ele ao veterinário o doutor disse-lhe que o cão tinha lombrigas no intestino que o estavam a comer de dentro para fora e que ele iria certamente morrer. O sr. chegou a casa e meteu mãos à obra, que é como quem diz meteu a mão pelo cu do bicho acima e começou a sacar as lombrigas cá para fora. Demorou a noite inteira, mas acabou por conseguir tirá-las todas. O cão acabou por viver mais que o dono. Isso é amor.

A melhor cambalhota de Paço de Arcos!!!



Manchete do 24 horas : "A melhor cambalhota de Paço de Arcos vai entrar no Circo das Celebridades". Os repórteres JP e Tigas foram monologar esta estrela da arte circense (na foto, ao lado de um dos repórteres, a meio do monólogo), do qual destacamos o seguinte trecho (o monólogo integral, com cerca de 457 horas, está disponível para download no site oficial do jornal) :
" - Eu sempre quis voltar a nadar João! Sabes João, eu dantes, quando era pequena, Tiago, nadava muito bem João. Ai Tiago, era tão bom que eu fosse nadar convosco! E depois nadávamos juntos João! 'Tou com imensas saudades de nadar Tiago! Eu nadava, João, numa piscina de 25 metros... ai Tiago, e vocês fazem a cambalhota João? Sabes dar a cambalhota Tiago? Ai não, eu ensino-te Tiago: Eu sou a melhor cambalhota de Paço de Arcos! A Bruna também não era má, mas eu era a melhor! Oh João, é só ires lá a casa e vês logo as medalhas das competições a que eu ia João! Tiago! Vais ver João, estás aí a dizer que eu não nado nada (os reporteres estavam em silêncio há cerca de 239 horas) mas eu, Tiago, vou convosco e vocês vão ver como eu nado bem! Ai João, estou tão indecisa: vais votar em quem João? Ai esquece isso já foi! Ai João, pára, eu nadava tão bem! Mas há já 8 anos que eu não nado Tiago, mas era muito boa nadadora João. Isso não interessa João porque eu estou tão indecisa Tiago! Ai João, ajuda-me Tiago: vou convosco Tiago ou não vou convosco João? É que por um euro é muita fixe, eu ainda por cima João tenho imenso tempo e aproveitava para ir nadar João! Mas João, o Estádio Universitário é tão longe João! Ai João, não sei João! Mas era muita fixe, ir convosco..."

P.S.- A entrevista acabou por sobre-aquecimento do material de gravação de audio...

quinta-feira, março 16, 2006

Podes fugir mas não te podes esconder


É verdade....já passou algum tempo, mas julgavam que me esquecia deste dia? A foto até nem ficou mal, menino escuteiro! A quanto são as compotas? Va lá! Faz lá um descontozito.... Eu prometo não tirar-te os calções....

O código...

está feito! ;P

domingo, março 12, 2006

sexta-feira, março 10, 2006

Avé professores doutores!

Ontem soube oficialmente que este blog era lido por entidades superiores às quais damos o nome de professores, além de que os próprios, gostando do que aqui se escreve, publicitam-no junto de outras entidades superiores cujo entendimento está fora do meu alcance intelectual. Por isso queria apenas deixar-lhe um reles textinho da minha autoria a comemorar a efeméride, que certamente as eruditas mentes acharão ridículo ao pé do brilhantismo das vossas mentes, que escrevem teses e artigos para os jornais como eu como cereais ao pequeno-almoço:

- Bom dia caro professor!
- Bom dia bronco!
- Então está bonzinho?
- Estou, o que tu tens a ver com isso?
- Ah... nada professor! Era só preocupação, deixe lá, foi uma pergunta parva!
- Pois foi! Nunca mais me voltes a perguntar se eu estou bonzinho ouviste?
- 'Tá bem caro professor, o professor manda!
- Pois mando... aliás, o que é que ainda estás a fazer a olhar para a minha magnificência? Ousas olhar-me nos olhos?
- Oh caro professor! Peço perdão pela minha conduta! Nunca mais acontecerá, juro! Alguma vez ousaria eu comparar-me a vós, olhando-o nos olhos!
- Bem, por hoje passa! Mas mais algum deslize desses e a minha enorme bondade terá de deixar de ser benevolente para contigo reles aluno!
- Oh caro professor! Deixai-me beijar-vos a sola do sapato em reconhecimento pela vossa imensa misericórdia!
- IMUNDO! Como te atreves a julgar que os teus lábios merecem beijar algo tão refinado e de bom gosto como os sapatos que eu, teu brilhante professor, calço? Como pudeste pôr sequer a hipótese que me puderes tocar? Estou enjoado só de pensar em tal coisa! Por tua culpa, vou ter que escrever mais 47 teses a demonstrar a minha superioridade intelectual para ver se retiro da mente essa imagem nojenta desses teus lábios tocarem qualquer coisa que possa estar a menos de 5 metros de mim!
- Oh excelência, oh misericordioso, oh… tende pena deste inútil que o mundo teve a infelicidade de gerar, este seu insignificante servo que apenas ousa poder chegar a casa e estudar o que o professor ensina, apenas quero ter mais um minuto no meu dia para gastá-lo a beber as suas palavras e poder inspirar a minha vida de acordo com os seus ditames!... (and so on, and so on!)

(Isto é que era! Agora está tudo perdido! Dantes deviam-lhes respeito e obediência, mas agora até já caricaturam os professores nos seus blogs com textos que profanam a imensidão de espírito dos Doutores! Onde é que isto vai parar meu Deus!)

Obrigado por perderem o vosso tempo connosco e voltem sempre para ler mais uma ou duas imbecilidades no intervalo de uma qualquer tese sobre o impacto da culta da alfarroba nas ilhas Pipi durante o Jurássico ou assim qualquer coisa do género!

E por fim...


...chegando o carnaval ao fim (há já alguns dias na verdade..) deixo aqui a foto do meu carnaval...
também aproveito para explicar o porquê...

"era uma vez eu que gostava do Noddy e nem gostava por aí além do carnaval mas um ano o meu sobrinho fez anos no dia de carnaval fez-se uma festa com mascaras e eu apeteceu-me mascarar-me assim pronto."