quinta-feira, novembro 17, 2005

E depois...

Depois desta fantástica aula de Direito, como não nada que fazer, uma vez que todos aqueles que espero para almoçar ainda estão a ter as suas aulas!!! EHEHEH!!! Resolvi passar por cá e deixar uma marca da minha existência: só para se lembrarem que o meu espírito de escrita aqui no blog continua activo. Ontem, ainda antes de poder falar com alguém depois do Teste de Micro senti-me feliz mas depressa me apercebi que era uma felicidade sem qualquer causa, uma vez que as maneiras alternativas de resolução dos exercício eram diferentes da minha. Como se tal não bastasse, durante a aula de estatistica de hoje percebi que 5 x 250 = 1000 (É verdade!!! Eu sou assim no que toca à matemática!!!), pelo que o unico exercicio que achava estar quase todo correcto, afinal não está!! Espero que a partir da hora de almoço o dia corra melhor, mas tenho as minhas dúvidas, afinal de contas vamos para a residência!!! Que bom!!! Até a uma próxima mas concerteza longínqua visita, Jtcs

segunda-feira, novembro 14, 2005

Parabéns M Inês!!!

Queria aqui expressar os meus votos de eterna felicidade à M Inês, Maria, Inês ou lá como ela se chama que fez 19 aninhos no dia 12 e proporcionou-nos alguns momentos de qualidade na sua festa algo sui generis...

PARABÉNS MARIA!!!

P.S.- Aproveito já agora para anunciar que se forem ao meu site estará um post bem mais giro e divertido que este...

domingo, novembro 06, 2005

Hoje a limonada é de graça



"A vida é demasiado curta para gastarmos uma parte preciosa a fingirmos" - Alfred de Vigny

Hoje a limonada é de graça

É uma esplanada sobre a praia. Lá ao fundo, o céu mistura-se com o mar numa linha no infinito, tão ténue, que parece que Deus só fez ainda o rascunho do horizonte, ao de leve, como a minha prof de Visual gosta que os desenhos sejam feitos. Ao de leve. Deus havia de ser um bom aluno!
E aqui estou eu, sentado numa destas cadeiras de madeira estalada pela maresia, cadeiras que conheço desde jovem. Ao balcão está um homem bonacheirão que fez a limonada que me agora mata a sede. Na mesa ao meu lado está um senhor com a perna cruzada que lê um jornal económico. Nas escadas de acesso à praia está um homem com ar desportivo que finta o mar com nostalgia no olhar. Somos os únicos que cá estamos pois as crianças que entram em grande balbúrdia vão logo para a praia apanhar os últimos raios de sol fortes, porque daqui a pouco começa a arrefecer.
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Aqui estou eu, como já estive antes. Muito antes. Há dez anos antes. Foi há exactamente dez anos que prometi aos meus amigos de sempre, no dia em que nos tivemos de separar, que cá estaria hoje à tarde. Cheguei muito cedo, pois queria ver como estava esta praia, esta esplanada, esta terra que me viu nascer. E valeu a pena. Está tudo igual, tal e qual eu deixei, tal e qual eu queria que estivesse.
No centro da praça ainda resiste o maior símbolo da minha juventude, um sobreiro que já existia antes desta povoação aqui se fixar. Reza a lenda que quando o tentaram cortar, os serrotes nem sequer lhe fizeram um arranhão e por isso não o chatearam mais.
O que ninguém sabe é que no ramo mais alto do sobreiro foi assinado um pacto entre mim e mais três jovens. Gastávamos o tempo a vivermos como irmãos, como amigos. Destilámos a cem por cento o sentimento amizade e pusemo-lo em prática. O nosso ponto de encontro era pois aquele sobreiro no meio da praça, que trepámos vezes sem conta. Foi na última dessas subidas ao sobreiro, que assinámos com o nosso próprio sangue o mais inocente e puro pacto do mundo. Pacto esse no qual nos declarávamos amigos para sempre e que estávamos ligados pela nossa amizade e pelo nosso sangue, que misturámos na nossa última noite, antes de assinarmos o pacto. A primeira coisa que fiz quando cheguei foi trepar esse sobreiro que tantas vezes me acolheu até chegar ao último ramo, e aí pude confirmar que as nossas assinaturas continuam lá, como se tivesse sido ontem a última subida ao sobreiro para se realizar o solene pacto de sangue.
O ponteiro pequeno está quase a tocar no quatro, que de tão desbotado já é só uma mancha. Já o era, quando olhei este relógio pela última vez, exactamente para combinar a que horas este encontro seria daí a dez anos. Hoje, por volta das quatro horas. São seis horas e nem sinal deles. Já devia contar com isso. Uma pessoa cresce e esquece-se do que prometeu em jovem. Mesmo assim, tive sempre esperança de que eles não esquecessem do pacto que está assinado com o nosso sangue no cimo do sobreiro. Tinha esperança de que eles não se esquecessem dos momentos que passámos juntos, das sovas que levámos dos nossos pais por nos escapulirmos à noite de casa para nos sentarmos no grande sobreiro a ver as estrelas. Mas ao que parece esqueceram-se. Azar, a vida continua.
" Quanto é a limonada?" — perguntei ao empregado que estava no balcão.
"Vi o que fez antes de vir para esta esplanada"- disse quem me atendeu no bar-"tal como todas as pessoas que estavam na praça o viram a subir o grande sobreiro."
" Sim, e depois?"- perguntei sem interesse nenhum- " Cá não é costume as pessoas subirem às árvores?"
" Não, pelo menos quando já são adultos. Todos as crianças que nascem nesta terra sobem pelo menos uma vez àquela árvore. É impossível qualquer criança, por menos enérgica que seja, não ser hipnotizada por aqueles ramos robustos e fáceis de trepar..."
O homem já não falava para mim. Falava sozinho, fixado na praia invulgarmente vazia a esta hora.
"Não, nenhum homem trepa aquela árvore e até tem vergonha de afirmar que já o fez em criança. Dantes havia um grupo de quatro crianças que fez daquela árvore o símbolo da amizade. Eram inseparáveis. Agiam como se fossem irmãos, gémeos até!"- continuava perdido na imensidão do oceano -"Toda a aldeia os conhecia. Havia gente que os via à noite em cima do grande sobreiro. Em cima do sobreiro que o senhor hoje trepou. Um dia tiverem de separar-se, já nem sei bem porquê. Dizia-se pela aldeia que tinham feito um pacto com Deus para nunca se separarem. Mas não, não foi com Deus que eles fizeram o pacto..." - reparo que o homem da mesa ao lado está atento ao que o empregado diz e o homem com ar desportivo chegou-se ao pé de nós- "foi com eles próprios e com a natureza que os quatro pactuaram. Sabe como é que eu sei isto?" - incrédulo por o homem saber do nosso pacto, reparo que o homem já não fala sozinho mas sim comigo. Respondo-lhe que não - "Eles juraram que passados dez anos da última noite juntos se encontrariam hoje aqui, nesta esplanada que na altura ainda era do meu pai..."
Não posso acreditar. Olho para os olhos do homem que fala..."E sei isto tudo J.P., porque eu próprio misturei o meu sangue com o teu, e também com o do Joãozinho, que tem estado ali sentado a olhar para o mar, e com o do Miguel, que não sei como é que ainda não descobriu que sou o David, que segundo ele, tinha o mar todo dentro dos olhos, do qual não perdi um gota" — os olhos azuis do homem. Os olhos do David - " Tenho estado aqui há espera que algum de vocês descobrisse que os outros "manos" já tinham chegado e que estavam mesmo ao vosso lado. Só quando o J.P. perguntou quanto era é que resolvi abrir a boca. Estou feliz por vos voltar a ver. Espero que agora não nos separemos, embora isso seja impossível, porque nas minhas veias corre o sangue de nós os quatro. Tenho estado desde o dia do nosso pacto a contar os segundos que faltavam para o dia de hoje chegar. Mas vieram e por isso te digo J, que hoje a tua limonada é de graça."

P.S.- Há memórias que estão guardadas nas gavetas esperando o melhor momento para as revelarmos. Esta sexta deu-me força para publicar o texto com que ganhei o 1º prémio de um concurso literário da minha secundária. Na altura escrevi-o em homenagem aos meus melhores amigos do 9º ano, tendo incluído-os como personagens. Hoje dedico-o aos meus amigos do secundário, que quando o escrevi ainda não eram amigos e hoje, apesar da distância, continuam a ser das pessoas mais importantes para mim.
Mas dedico-o principalmente a quem o fez tirar da gaveta. Para que esse alguém saiba (embora eu sei que sabe) que os nogats não são mais do que um "obrigado amigo" com sabor a amendoins e açúcar caramelizado.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Amargura

Dou por mim pensando em coisas tristes,
com uma banda sonora digna do momento...
Alucino cenas rebuscadas
embora perfeitamente plausíveis.
Não me cheira a queimado.
Ainda não foi desta que queimei os fusíveis.

Pego numa folha em branco e começo a preenchê-la.
Escrevo a primeira estrofe e soa-me bem.
Penso um pouco sobre o que escrever a seguir.
Apetece-me um bife do acém.

O ponteiro dos segundos manifesta-se regularmente.
Imagino comentários futuros a este texto...
(...) Em outras alturas, outras paragens, diziam que era o maior.
Tudo isso acabou, já conheço a imagem de cor.
(...) Entro com esperança de ver algo diferente.
"2005 é o renascimento... começa tudo de novo e tal!"
Tudo o que nos unia me parece distante e perdido,
um aqui, outro ali, ainda se chama de amigo.

Enchi mais de meia folha, mas já não quero mais.
Ninguém percebeu o que nos faz especiais.

domingo, outubro 30, 2005

Jingon Béll...

Caros colegas bloguistas:
Escrevo este post apenas para lembrar que o Natal já chegou, alguns dias mais cedo do que no ano passado é certo, mas também não faz mal porque por sua vez no ano passado o Natal já tinha começado alguns dias antes do ano anterior.
Mais ano menos anos e estaremos nós em pleno Verão, com toda a gente ainda em fato de banho a suar em bica lá no Algarve e em Lisboa já brilham as bonitas iluminações que sempre povoam, desde que sou gente, os candeeiros e as árvores de maior porte.
Porém, notei há dias que a minha casa é a recordista absoluta da comemoração da quadra natalícia antes do tempo, sem ainda termos arrumado alguma da decoração com que no Natal passado recebemos a família cá em casa. Basicamente, não passamos de futuristas!
A dúvida que me persegue é como é que o coelhinho da Páscoa vai aguentar esse tremendo trauma que é ter de partilhar com a Leoopoldina os seus ovinhos...

JP

P.S.- Como será ouvir durante o Carnaval anúncios de 3 em 3 minutos do novo Nenuco que desta vez se borra todo mais que nunca que é para as meninas aprenderem a pôr fraldas mais alegres que nunca?

quinta-feira, outubro 27, 2005

A arte do insulto

Considero-me uma pessoa com muita experiência nesta nobre arte do insulto. Todos os dias, desde há muito anos, fui insultado por outrém ou mesmo por mim próprio (à falta de alguém melhor para o fazer...). Tenho estado, portanto, atento à evolução do insulto. E é por isso que com muito pesar tenho que admitir que a qualidade dos insultos tem vindo a diminuir de uma forma bastante alarmante.
Antigamente, no meu tempo, qualquer pessoa era insultada com requintes elegantes de malvadez. Peguemos num exemplo: “A tua existência faz-me questionar o sentido da vida”; “Porquê?”; “Porque vives no mesmo mundo que o meu”; “Tens algum problema com isso?”; “Sim, a tua respiração incomoda-me”. Actualmente, se o insultado utilizasse as mesmas falas teríamos qualquer coisa do estilo: “Tu és mesmo um ganda boi!”; “Porquê?”; “Porque tens um belo par de cornos!”; “Tens algum problema com isso?”; “Errrrrrr, não gosto de te ouvir a fazer muu?”. Muitas vezes o último insulto não se chega a verificar. O insultado, completamente desarmado pela falta de imaginação limita-se a afastar-se ocultando lágrimas ou a impedir que esta conversa continue, mudando subitamente de assunto ou gritando histéricamente “lálálálá...”. Pois é. Chegámos ao ponto em que o insultado insulta o insultador.
Uma prova de que se está em crise reside no facto de existirem serviços que enviam insultos por SMS (para quem tem TV Cabo, o anúncio aparece na Sic Radical). E o que é pior é que os insultos destinam-se à mãe do insultado e não ao próprio (“a tua mãe é tão feia que quando vai ao banco desligam as câmaras de vigilância”). Quando algum insultador chega ao ponto de ter que se focar em algum membro da família do insultado, então é porque deveras chegou ao desespero. Certamente até a mulher mais boa do mundo inteiro terá algum traço característico na cara que possibilite um insulto de meia hora (para quem não sabe, a cara é aquilo que está acima das mamas). Então porquê insultar a mãe? Pessoalmente, o único insulto que faria envolvendo a mãe do insultado seria: “Tu és o pior erro da tua mãe e olha que ela foi prostituta durante 5 anos. Por falar nisso, já encontraste o teu pai?”. Mas aí surge outro problema.
Os insultados actuais já nem tem capacidade para compreender um insulto que envolva mais do que quatro palavras. Simplesmente ficam em silêncio, não por desprezo, mas sim porque são estúpidos que nem uma porta. É preciso, por isso, utilizar gestos para completar o insulto por forma a que todos o compreendam. Um exemplo seria: “Tapa-me esse cu!” enquanto o insultador aponta com o indicador da mão direita para a cara do insultado. 3 palavras, 1 gesto e mesmo assim suficiente.
Por sua vez, o insultado poderá aplicar uma resposta-tipo que anula a força do insulto. Foram muitos os génios que desenvolveram esse tipo de resposta mas hoje em dia só alguns ainda estão no activo. Temos, a título de exemplo, o “Ou não”, desenvolvido por um grão-mestre que lecciona actualmente no ISCTE. A um nível superior, o insultado nem tem que responder ao insulto: pode limitar-se a demonstrar o seu desprezo pelo insultador e ignorar a sua existência. A técnica do silêncio, quando bem aplicada, é, sem sombra de dúvidas, a mais devastadora nesta arte do insulto.
Por todas estas razões, é inovidável a necessidade de uma maior atenção a esta arte. Convém não esquecer que, à medida que me vou tornando num melhor insultador, o Apocalipse aproxima-se a passos largos do presente. Mas a chama da esperança ainda arde no Técnico! Guiai estas crianças que elas não sabem o que dizem! Salvai-nos desta miséria insultuosa! Insultai!!

1 da manhã

Laços reatados, ou talvez iniciados
Bom, a cerca de 5 minutos de finalizar a transcrição da bela gravação de entrevista que os restantes elementos do meu grupo de CO fizeram a uma tal colega da mãe do henrique (que é Psicóloga) quando, vindo do nada, me surge a ideia de escrever alguma coisa terrivelmente estupidificante e iniciar uma vigem sem regresso pelo Amazing World of places where people write something without getting any enthousiastic feedback (se tem erros, não quero saber). Faltando neste momento 10 minutos para a 1 da manhã, o meu estado de espírito, ao contrário do que sucedia há 1 semana não é muito positivo: estou fisicamente a arrastar os dedos pelo teclado, combatendo simultaneamente uma vontade não desejada de salivar pelas laterais bocais; os olhos estão semi-serrados dando uma ligeira sensação de que me falharão mal acabe de escrever a próxima frase. Ah e tal o comportamento dos líderes têm uma grande influência não sei quê (mero delírio momentâneo que me alerta para o facto de ainda ter de transcrever uma frase qualquer sobre um tal de Belmíro ou Mourinho e sucesso das pessoas complicadas ou uma cena assim com este palavreado). Mas o pior que tudo é o silêncio que cai no ecritório quando tudo se pôs a dormir (MERDA: esqueci-me de apagar a luz dos peixes! Já volto! ...Já voltei! Porcaria da Betta fêmea tava a perseguir o peixe mais pequeno cujo nome não sei...filha de uma vaca qualquer!!!!). retomando, e ainda tentando ganhar alduma credibilidade, digo que... Porra! um c***ã* qualquer passou e fez muito ruído com uma mota e...coiso...desconcentrei-me...o qué qu'eu tava a dizer?! Ah, pois e depois o dia foi uma merda e acabou com sono....tenho sono....e fônéx....ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

terça-feira, outubro 25, 2005

Quando não se faz mais nada...

Estamos aqui, eu, o Tigas e o João, tentando ocupar um hiato de tempo que vai desde que acabamos de almoçar até às 15h30, hora magnífica que representa o começo da aula de Microeconomia I.
Confesso que estas horas estão cada vez mais difíceis de passar: o João mata peixes, o Tigas olha para fios dentais azúis bébés que andam por aí, e eu escrevo sem nenhum objectivo específico. Viemos para aqui para atazanar o juízo ao grupo da Inês, já que o Tigas marcou um cesto de 5 pontos ao conseguir que o prof de Direito obrigasse a Isabel a fazer um trabalho interessantíssimo sobre relações jurídicas. E quem vai ser o fantástico, o garboso, o esbelto, o magnífico, o intelegentíssimo que vai apresentar o trabalho com ela? Quem é, quem é? EUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!
Bem, está quase a tocar e o auditório ainda fica longe!
Fiquem bem...

JP


P.S.- Eu sei que não está nada de especial, mas sempre se vai renovando o nível editorial. E, não sei se repararam, mas ou desatam a escrever 200 posts por semana ou este blog qualquer dia chama-se "Lisboa e os Amigos e um Bárco!" (barco está propositadamente mal acentuado para reforçar a forma como eu acentuo (ou dizem que acentuo!) a penúltima sílaba da palavra "barco"!)

quinta-feira, outubro 20, 2005

A Merdamorfose

Meus caros, leiam estas minhas palavras como se das últimas se tratassem! E digo isto sem qualquer ponta de dramatismo: é que a continuar a assistir às aulas práticas de Introdução ao Direito e a minha esperança de vida não poderá ser muito maior do que conseguir apagar as vinte velinhas, já com a minha capacidade inteligencial perfeitamante arruinada!

Hora e meia a ouvir falar sobre o Direito é TORTURA!

A certa altura, as paredes da sala começam a encolher, a cabeça do assistente começa a inchar, a Soraia começa a fazer perguntas, a Isabel explode, o Tigas ri-se, a Cuca diz asneiras, o Pelão aparece nos slides, os menores de 16 anos também, enquanto a minha pessoa é comprimida por todas as forças da física e dores insuportáveis se apoderam do meu pobre corpinho e aí nem o meu barco nem viver em Alfragide me salva!

"SICORRO"- grito, pulando da cadeira e desatando a correr em direcção à porta. Aí, para mal dos meus pecados de mortal que não aguenta uma aulinha de Direito, as paredes encolhem mais depressa, a sala estica em direcção ao infinito, a porta cada vez mais longe, cada vez mais longe... a bocarra do prof abre-se em 360 graus (ele grita que uma norma permissiva nunca será um menor de 16 anos), os olhos dele saltam-lhe das órbitras, a Isabel explode ainda mais alto, o Pelão apodera-se dos meus membros como se de anaconda se tratasse. "TIGAS, TIGAS!"- grito. Mas o Tigas não me ouve: ri-se com a Cuca, ninguém parece reparar no que me acontece. As mesas mexem-se para me barrar o caminho. Finto uma, finto duas, a terceira já não finto: o Pelão imobilizou-me os pés! Pego numa sanção material de reparação por compensação pecuniária e tento libertar-me. Mas o Pelão engrossa cada vez mais, cada vez mais. Num último acesso de forças corto o Pelão que me prendia. O projector tenta projectar em mim a norma 123. Sei que isso seria o meu fim, o meu Game Over ainda antes de ligar a consola. Decido arrancar a ficha da tomada. Ao conseguir puxá-la tudo se precipita: o chão começa a abrir-se e as fendas abertas exalam um cheirete a sovaco da Gorda da cantina. Das paredes mil bocas aparecem para me avisar, gritar: "O ESTADO É O ÚNICO AGENTE QUE PODE SANCIONAR!". Os risos, agora maquiavélicos, ecoam em toda a sala. Atrás de mim, a tentarem pisar-me como se de uma barata eu me tratasse, estão os Cócós da turma que normalmente estão calados. A Soraia fala, fala. O Tigas ri-se, ri-se. A Isabel explode, explode. A Cuca pragueja, pragueja. Da boca do prof (que entretanto já tinha ganho a dimensão de uma nave espacial), saem palavras que ninguém percebe mas que me incomodam horrorosamente. O tecto desce para me esmagar, as mesas prendem-me as mangas da minha camisola Tommy. "PAREM ESTÚPIDAS! SE QUEREM UMA VÃO AO EL CORTE INGLÉS!"-penso. Já não tenho forças para gritar. Desisto, paro de lutar, tudo está contra mim. O prof precipita-se para mim, da sua bocarra sai uma língua bifurcada. Sei que cheirar o seu hálito ditará a minha morte. Atrás dele, a Soraia vigia o macabro ritual. O Tigas está em cima de uma mesa voadora, apenas vestindo uma tanga de leopardo e vai cantando "É Natal, é Natal!", sujando toda a gente com a neve carbónica que sai da lata que tem na mão. A Cuca diz, mexendo no cabelo "Ai João, que chatice! Do que é que vocês se estão a rir?". A cabeça da Isabel diz-me lá do alto: "Isto não passa de uma sanção jurídica Jota!". No último segundo...


Não sei se aguentarei mais outra aula destas...

domingo, outubro 16, 2005

E, a ser um galo, seria um galo Tommy, com penas azuis, brancas e vermelhas...

sexta-feira, outubro 14, 2005

Quimera II

A solução, encontrá-la-ia na Micaela Verónica...

O nome ecoou na minha memória provocando um misto de sensações. Só havia uma coisa a fazer, quebrar a promessa que havia feito há muito tempo atrás.
Por outro lado, as promessas são para ser cumpridas. Ora como eu sou leal e não quebro promessas, decidi que tinha de fazer qualquer coisa e, desse modo, tomei uma das minhas grandes resoluções!
Sem mais demoras, passei à acção! Enfiei-me no carro e percorri todos os penosos quilómetros de estrada que me levariam ao meu destino, sentindo em mim o desejo crescente de a encontrar.

Sem descanso, procurou, procurou, procurou! O seu desejo a crescer exponencialmente... Para acalmar esse desejo, decidiu ir à piscina oceânica tomar uns banhos para se refrescar e eis se não quando lhe aparece à frente a Tia Jacinta...

Bondosa, simpática, velhinha, grisalha, a típica avózinha, no entanto, era tia. Ela poderia ajudar-me na minha demanda, pois por entre aventais, tachos e panelas, ela tinha um tesouro precioso para qualquer um.

Passado um ano, estava eu bem instalado na minha poltrona a comer esparguete, quando de novo veio à minha lembrança o raio da velhota! Nem sei bem porquê, mas houve uma certa nostalgia e por isso, peguei no telefone. Vi os algarismos na minha cabeça e o meu dedo carregou neles automaticamente. Ouvi o sinal: "Tuuuuu... tuuuuu... tuuuuu...". Uma voz amiga respondeu do outro lado "Estou sim?"...

Todo o meu corpo tremeu enquanto pensava no que diria a seguir...

To be continued...

segunda-feira, outubro 10, 2005

Eu, uma galinha?
Se ainda fosse um galo...

domingo, outubro 09, 2005

A quinta...

Era uma vez uma Vaca...

Que mugia
que comia
que passeava no prado
que dava leite
que comia palha
que era branca
que tinha manchas pretas
que abanava as orelhas
que bebia
enfim...
era uma vaca normal...

Era uma vez um porco...

que grunhia
que comia
que tinha o rabo em caracol
que chafurdava na lama
que era cor-de-rosa
que tinha focinho de ficha eléctrica
enfim...
era um porco normal...

Era uma vez uma Galinha...

que punha ovos
que cacarejava
que passeava
que comia milho
enfim...
era uma galinha normal...

Era uma vez um Coelho...

que saltava
que era branco
que talvez até fosse cinzento
que talvez ainda fosse preto
que comia erva
que tinha os olhos vermelhos
que gostava de cenouras
enfim...
era um coelho normal...

Era uma vez uma Ovelha...

que dava lã
que pastava no prado
que balia
que dava leite
que comia erva
enfim...
era uma ovelha normal...

E era uma vez um fazendeiro...

que trabalhava
que suava
que chorava
que corria
que lutava
que os amava...

E que no final os comia...

E eram todos felizes...

sexta-feira, outubro 07, 2005

Ode ao meu AMIGO Tigas!

Quem diria ó Tigas
há muito tempo atrás
que por trás desse cabelo
que me irritava profundamente
havia algo de belo
que hoje em dia me aprás

É que Tigas eu não desminto
e tu disso sabes bem
causavas-me rebelião
arrepios de horror
e dores no coração
e vontade de te esganar também

O porquê só eu sei
e isso nunca to disse
nem estou com vontade de dizer
Mas Tigas quero que saibas
que apesar do que se passa
adoro a nossa brejerice!

Como sabes a vida tem rumos
e há cenas que tem de mudar
Outras para sempre ficarão
e temos de fazer um pacto
mas espero do fundo do coração
que a nossa amizade nunca tenha um acabar!

terça-feira, outubro 04, 2005

Os (nossos) Soldados

"Um dia, um soldado disse ao seu tenente:
- O meu amigo não voltou do campo de batalha senhor, solicito permissão para ir lá buscá-lo.
-Permissão negada - replicou o oficial - Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver do amigo.
O oficial estava furioso:
- Já tinha dito que ele estava morto!!! Agora eu perdi dois homens!!! Diga-me, valeu a pena trazer um cadáver???
E o soldado, moribundo, respondeu:
- Claro que sim, senhor! Quando o encontrei ele ainda estava vivo e pôde dizer-me:
- Tinha a certeza que virias!"



P.S. - Quem percebe, percebe, quem não percebe, escreve coisas codificadas sem perceber o outro lado! E mais não digo...

sexta-feira, setembro 30, 2005

Mal eu sabia, ó Caldo Verde

Mal eu sabia ó Caldo Verde que a dor do teu calor nos uniria para mais tarde desta forma nos corromper fazendo-me aperceber que o bom o mau e o inaceitável (que de tão estranha forma acolá se unem) deixando o sabor amargo do fel de tão triste e execrável traição que me perseguirá até à próxima encarnação
(.........)
Tenho andado a tentar perceber se as qualidades que tens compensam os dissabores que apesar de ocasionais irritam profundamente não só a mim como a muita gente
Pancas todos temos agora verdadeiros e genuínos complexos dão ainda mais trabalho do que tentar escrever uns versos que nem de perto nem de longe escondem a mensagem o destinatário e a imagem do que se passa às vezes connosco
Talvez me devesse sentir privilegiado ao ouvir dizer que milhares de milhões de pessoas aguardam ansiosamente teu telefonema informando-os que são agora teus amigos mesmo que isso implique ter de engolir um sapo tão grande que ao descer pela goela abaixo causa um grandessíssimo eczema
As palavras atingem-me como pequenas chiribatadas em brasa fazendo o meu sangue ferver até que chega o arremate final com um estrondo que ninguém ousa antever
E assim fica por aqui a conversa sem qualquer tipo de demora causando-me uma estranha apatia que se espalha pela próxima hora qual café no chão derramado que não me suja nem a mim nem ao rapaz que se senta ao meu lado que depois de o pousar evitou as nódoas por se ter desviado no preciso momento em que foi por mim derrubado
Vê lá o desgosto que me causas que nem o prazer da rima que tu tão bem em nós avivaste (ou sequer o da minha amiga pontuação) me dá alento suficiente para ordenar estas linhas da maneira clássica causando aquela reacção fantástica de quem se depara com musicalidade não dos poemas mas da pastilha elástica
Pesando os prós e os contras e à luz dos acontecimentos recentes se não te visse não me importava porque no meu espírito os originais os da Trivia e os novos discípulos estão presentes - amigos e fiés criticando são criticados mas NUNCA complexados

sábado, setembro 24, 2005

Rimas baratas



Sem querer eu pensar sequer,
que as rimas do Tigas consigo imitar,
resolvi umas quadras fazer,
só para o blog animar!

Pensei no assunto a falar,
pensei na graçola a mandar,
mas a poesia nunca foi o meu forte,
nem um verso sei classificar!

Uma semana de aulas já passou,
as saudades cada um já matou,
dos outros quatro coleguinhas,
que o verão três meses separou!

O Palonço com a sua "mochila!" está igual,
na paloncice não tem rival,
as tuas contra-piadas são horríveis,
desculpa lá Palonço não me leves a mal!

Mas se notarmos a barriguinha,
notaremos menos gordura,
o Riquinho emagreceu,
deve ter-lhe dado para a formusura!

Já o João enlouqueceu,
a barbinha deixou crescer,
a M Inês disse que ficava bem,
agora está lindo de morrer!!!

Já lhe perguntei até
se o Che Guevara quer imitar,
ele respondeu que não,
que é só para a Inês o beijar!

A Maria lá vai trajada,
no seu metro e meio de altura,
a terrível praxadeira,
leva o João à loucura!

"De joelhos!", berra ela,
àquela reles caloirada,
"Beija-me os pés", pobres coitados,
é obedecer e boquinha calada!

O Tigas tem no Cálculo,
uma paixão de morrer,
os 8,5 para o exame passar,
agora são 9,5 para se f**er!

Coitado do piqueno,
mas ele nem se importa,
agora que nas aulas práticas,
tem a Margaridinha de volta!

Lisboa e os Amigos está de volta,
para mais uns passeios famosos,
por esta cidade tão linda,
juntinhos ficamos tão amorosos!

Vamos lá malta aguentar,
mais um semestre a estudar,
mas também se não fosse a NOVA,
este poema eu não estava a inventar!

quinta-feira, setembro 15, 2005

Hospital

Fui recentemente a um dos hospitais da nossa capital e deixem-me dizer-vos que aquilo não é tão mau como se diz por aí... é muito pior!
Devo ter chegado lá por volta das cinco da tarde e quando voltei a casa, lembro-me de olhar para o relógio da sala e ver o ponteiro grande nas nove e o mais curto perto das duas (pa quem não percebeu eram quase duas da matina).
O que me afligiu não foi o tempo que lá passei, que por muito que tenha sido, foi um mal necessário, mas antes a qualidade desse tempo.
Primeiro que tudo, aquilo é feio pa caraças! Cinzento, triste, sombrio, desconfortável. Tenho quase a certeza que os inúmeros santinhos que "emprestam" o nome a estas fantásticas instituições não gostariam de o ver empregue num sítio daqueles, mas é essa a vontade divina... ou não.
Teologismos à parte, partindo de uma perspectiva algo minimalista da coisa, aquilo até tem a sua certa piada...
É giro ler o aviso afixado em quase todas as paredes, que nos informa que os aparelhos de comunicação móvel interferem nos sistemas de monitorização dos sinais vitais dos doentes bem como nos pacemakers, pelo que os devemos desligar. Nessa altura, senti-me mal. Primeiro porque o meu estava ligado; depois porque o de toda a gente estava ligado; finalmente porque os médicos passeavam alegremente enviando e recebendo sms's enquanto à sua volta pessoas desfalecem, gemem, vegetam. Eu não percebo muito do assunto, mas parece-me a mim, que se por alguma razão existem telemóveis, é exactamente por causa destas situações, em que se contactam familiares, amigos, etc. e que alguém havia de arranjar soluções para eu poder telefonar ao meu pai sem parar o coração do senhor que está internado no "Balcão Homens", mas isso devo ser só eu...
À medida que as horas passam e acabam as conversas de circunstância, a fadiga começa a instalar-se e, no entanto, não há notícias. Vasculho nos recantos da minha memória a razão pela qual estamos ali há tanto tempo sem saber nada de novo... encontro - estamos à espera do neurologista.
O neurologista só entra de serviço às oito, pelo que me resigno à minha condição de impotência, sentando-me numa cadeira da sala de espera. Todos à minha volta parecem incapazes de combater a inércia da situação e lembro-me então que os hospitais são mesmo assim.
Passa um tempinho e a minha avó informa-nos que encontrou uma pulga a passear nas pernas - finalmente um momento excitante...
É por esta altura que me levanto, tentando não pensar na quantidade de parasitas que se tranferiram das cadeiras para mim e vou passear lá fora. Ambulâncias, enfermeiros, médicos, pacientes, fumadores, uma ligeira brisa... volto lá para dentro.
Ao regressar à sala de espera encontro uma senhora sentada na minha cadeira que tagarela alegremente com as mulheres da minha família. Inteiro-me da conversa e descubro que ela está na mesma situação que nós - à espera do neurologista - com a ligeira agravante que está ali desde as 6h 30m da manhã.
(.........)
Já passa das nove e já há neurologista, mas aparentemente não está a fazer nada. A minha tia tenta falar com alguém que lhe dê os updates da situação clínica do meu avô mas foram todos jantar. Também gostaria de jantar, mas volto a sentar-me.
Por esta altura já a senhora sabe que o marido vai ter alta e está tudo bem. Vou lá fora.
É de noite, e mediante o cenário desolador que se encontra perante mim, até os dois chungas que escarram para o chão me parecem amigáveis. Isto, claro está, por causa da personagem que tenho perante mim. De boné vermelho, todo porco, com cara de drogado, um homem examina minuciosamente as cerca de quarenta beatas que estão junto à parede - alegria - encontrou uma ainda acesa. Enfia-a na boca e encaminha-se na direcção oposta à que percorreu para chegar às beatas, sempre cambaleando e sem nunca largar os colhões. Atravessa a rua e caminha no diminuto corredor que separa os táxis da parede que está à minha frente, examinando com olho de detective cada centímetro de chão que pisa, à procura sabe-se lá do quê. Encontra algo que guarda no bolso direito e desaparece na escuridão.
De novo na sala de espera, depois de duas horas passadas com o meu pai e tio em busca de uma gaja boa que nos levasse para longe daquele mundo onde habitam só e unicamente gordas, recebemos uma fantástica notícia. O marido da senhora, aquele que está há três horas à espera que o médico lhe assine o papel da alta, foi transferindo para Santa Marta. A mulher desta num pranto e o gordo estúpido que acabou de lhe dar a boa nova acerca-se dela, desaparecendo ambos depois de atravessarem a porta automática.
Estou tão carcacomido que já nem a bacana do INEM que conseguiria amamentar durante meses a fio uma pequena aldeia do Cambodja me alegra. Só quero que o meu avô fique bem, que aquele dia acabe, que passe a dor que me aflige o pescoço.
(.........)
Eventualmente o dia seguinte chegou. Ao acordar tenho pequenos flashbacks em que seguimos no encalce da ambulância que leva o meu avô de regresso a casa. Tudo não passou de um susto.
(.........)
Ao escrever este texto, já sei que meu avô está de volta ao mesmo hospital em que passei o dia anteontem. Os médicos disseram-nos para nos preparar-mos para o pior. Os mesmos médicos que alegaram que aquilo era só uma "falta de fluídos". Os mesmos que não perceberam que aquilo era sério. Os que o mandaram para casa para que no dia seguinte regressasse.
O meu avô teve uma trombose, agora está deitado numa cama de hospital, não se mexe, nem sequer consegue falar.
São assim os hospitais...

quarta-feira, setembro 07, 2005

A bela da faculdade

Ontem demos início ao nosso ano lectivo com as maravilhosas inscrições, por algum motivo ontem depois de muito tempo choveu! Seriam os deuses tristes ou a chorarem de felicidade pelas nossa férias acabarem isso nunca saberemos.
Hoje voltei outra vez à faculdadezinha querida onda passarei mais um belo dia.. até ir embora..

Com isto me despeço, o joão e o henrique estão a dizer porcaria, e a mandar beijinhos

Beijinhos, Inês

**

sexta-feira, setembro 02, 2005

Ode à Alberta

Somos drogados!
Mas não faz mal,
A culpa não é nossa...
Por muitos somos invejados!
E de entre esses, há um tal
Com uma peida maior que a vossa!
É que, sabe minha senhora,
Nós não estamos aqui por crer.
Apenas viemos cá ver se você a estava a bater.
E se estava, quanto tempo demora.
É que tinham-nos dito, (há já uns dias),
Que aqui é que isto rende...
E viemos então verificar
Se conseguíamos umas tias apanhar,
A quem pudéssemos roubar,
Para o vício sustentar,
E assim continuar a mandar pá veia!!!


A culpa é sua, minha senhora...
Se não acredita,
Então leia aquele jornal que lhe fez jeito da outra vez...
Aquele que espalhou na areia,
Enquanto lhe arreganhavam a meia,
E se vinham uma e outra vez...
É que eu posso ser drogado,
E ter um gang cos meus amigos,
Mas ó menos não dou altos berros
Enquanto sou enrabado por três mendigos...
Sou drogado com muito orgulho,
E só o sou, porque o quero ser!!!
Enquanto você mama o caralho,
Ali encostada ao muro,
Onde qualquer um pode ver...

Olha, olha,
Olha para ela a refilar...
A dizer que estamos a fazer barulho...
Quando ainda ontem queria fumar a minha wella,
E para não variar lá estava ela,
Naquela posição que tão bem a caracteriza
E que até já a simboliza!!!
E que até já tem nomes próprios!!!
O “espaldamento da perna aberta”
É sem dúvida um dos melhores.
E até você, D. Alberta, deve com certeza concordar.
Que não há ninguém neste bairro
com a sua capacidade de o mamar!!!

É que, convenhamos,
Você é uma puta enormíssima!!!
E vistas bem as coisas,
Nem mesmo a “Zeca’s Park” a consegue igualar…

Eu tenho a fama de ser drogado.
E sou-o com certeza,
não o escondo a ninguém...
Mas você é uma beleza
Ainda está para vir o dia em que a veremos recusar
5, 10, ou mesmo 15 € e a oportunidade de o mamar...

Mas você não tem vergonha mulher?
Será que não tem decência nenhuma?
É que nem aquele gajo do clister escapou sem lhe dar uma!

A senhora não dá hipótese.
Apanha-os a todos um por um
Mas se forem 2 ou 3, também não tem problema nenhum…

É que já nem mete graça gozar com a sua cara.
E aqui no meio da praça gozar na sua cara é tão habitual
Que essa esguichadela branca e leitosa já se tornou um ritual!

D. Alberta, D. Alberta…
O que é que você foi arranjar?
A senhora está tão aberta,
Que quando apanha a rua deserta,
Salta logo para a fonte para se lavar…
Mas como não podia deixar de ser,
Lá vem mais um a passar
E você não perde, jamais, a oportunidade de o mamar...

Alberta dos Santos Ricardina...
Nunca conhecia ninguém assim!
É que nem 376533981 doses de Mebocaína
Me fariam aproximar de si!

Sim,
Porque eu sou drogado em químicos, fármacos,
Líquidos e afins...
Mas nessa cona bexigosa
Essa cona toda sidosa
Até os caralhos se arrependem de alguma vez terem enterrado!
E eu cá não vou nessas merdas
Que sou um rapaz muito ajuizado!!!


Sim...
Porque eu roubo, assalto, trafico e estropio,
Mas você, minha senhora, é capaz de o mamar dias a fio!!!

E nem mesmo o Manel Colher,
Que faz anos que não tem mulher,
É capaz de se aproximar de si
Depois de eu ter contado o que vi...

Francamente D. Alberta...
Eu nunca na vida pensei que um pernil abrisse assim!!!
Quando aquilo presenciei
Até tive pena de si!!!
De si, de mim, e especialmente daqueles coitados,
Que estavam tão necessitados
Que acederem em comer-lhe o pipi.

É que não há ninguém no mundo
Que justifique, explique ou entenda,
Como é que a sua cona se tornou do tamanho duma vivenda.

Sim.
Porque de vivenda só mesmo do tamanho.
Visto que as condições ficam algo aquém do esperado
Quando algo tão grandioso e observado.
Grandioso no tamanho,
Entenda-se!
Reforço aqui essa ideia.
LoOlOloLoOl
Quando lhe perguntam o que é que aconteceu,
Ela responde “Afundei-a...”!!!

Afundou-a?!?!?!
Você não é boa da pinha!!!
Por amor de JC e de todos os santos
Chegue 1º a sua morte do que a minha!!!

Sim, porque eu ainda gostava de ver este bairro livre da puta Que há em si.
Você cheirou-me a brochelix desde o 1º dia em que a vi...

E por favor, minha senhora...
Por favor limpe-me esse cú...!
Você infernizava a vida até ao próprio Belzebu!!!

Aliás,
Nem ele nem Cristo conseguem entender.
Qual foi a força do universo capaz de a conceber…

À primeira vista seria o cornudo.
O portador de todo o mal...
Mas quando comparado consigo
Ele é tão bondoso como o Pai Natal.

O que nos deixa com JC.
Esse nosso grande Senhor!!!
Mas esse nega qualquer envolvimento.
E apenas afirma com dor:
“É verdade que já me enterrei...
Que fiz umas merdas, tipo o Bush e assim...
Mas conceber tal criatura
Está fora do alcance até para mim...!!!”

E pronto Alberta,
O mistério paira no ar...
E enquanto a gente se questiona,
Você aproveita para o mamar...

Por isso D. Alberta, não questione os meus vícios,
Eu posso ser drogado,
Mas não tenho fungos nesses sítios!!!
É que fdx Alberta,
Você é a maior puta da vida!
Nem mesmo a Pamela Anderson está assim tão fodida...

E assim eu xuto a minha droga
E você vá lá à sua vidinha...
Porque não há mundo história mais bonita que a minha.

Sim,
Porque no meio dos broches e da vacaria,
No meio da nojeira e da porcaria,Ser drogado com certeza, que até você queria...